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segunda-feira, 27 de junho de 2011

O drama continua

O drama continua.

E o Supremo Tribunal Federal e seus Exmos. Ministros não colocam em julgamento o Processo da Defasagem Tarifária devida para a Companhia VARIG.
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Aposentados Varig no Rio Grande do SUL fazendo manifestação pelo AERUS VARIG.



Hoje dia 27 de junho, perfaz 5 anos 2 meses e 15 dias que os Aposentados do Aerus VARIG continuam em compasso de espera. Até o presente momento já faleceram 578 funcionários da VARIG sem verem o Processo da Defasagem Tarifária ser julgado pelo Plenário do STF. Enquanto os aposentados e pensionistas e os demitidos da VARIG esperam a solução deste Processo que poderá restitiuir a todos a vida digna que todos tinham antes da Intervençaõ do Fundo de Pensão Aerus e a venda obscura da Varig os Exmos. Ministros do STF continuam julgando coisas de grande importancia para o Brasil e seu Povo. 
Como por exemplo: A não extradição de Cesare Battisti, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a liberação da Marcha da Maconha e etc..etc..etc. Vejam que estas coisas, que os Exmos. Ministros do STF já julgaram, são de suma importancia para o BRASIL e seu Povo. 
Enquanto trabalhadores passam por sérias dificuldades há mais de 5 anos o STF e seus Exmos. Ministros julgam coisas relevantes como estas acima. Grande relevância tem isto para todos os brasileiros não acham?
Isto revolta qualquer cidadão de bem. Parece que ser desonesto, criminoso, terrorista, usuário de droga, e ser gay é o que é importante para o nosso País e são logo referendados pelos Exmos. Ministros do STF. 

Deixo bem claro que não sou homofóbico e nem contra pessoas que tenham opção sexual diferente da minha. Não faço discriminação com estas pessoas. Agora liberação da marcha da maconha e a não extradição deste senhor Cesare Battisti sou contra e serei sempre.

Agora o que não pode acontecer é ver passar dias e mais dias e também ano após ano e nós, trabalhadores da VARIG, estarmos colocados sempre em compasso de espera e vendo aos poucos os nossos pares falecerem sem poder ter de volta o que lhes foi retirado de forma vil e cruel.
Pagou-se por uma Aposentadoria privada durante anos e agora temos as migalhas para tentar sobreviver. Migalhas que os aposentados e pensionistas do Fundo de Pensão Aerus Varig recebem ainda, porque os demitidos da Varig nem estas migalhas possuem.

Não adianta pedir, implorar, solicitar porque os nossos pedidos de socorro e urgência, para que este importante julgamento seja julgado no Plenário do STF e seja vitorioso para a Companhia VARIG, não são ouvidos pelos Exmos. Ministros do STF.

A Exma. Ministra Relatora do Processo da Defasagem Tarifária, Exma. Ministra Cármen Lúcia, disse para os Exmos. Senadores ( Senadora Ana Amélia e Senador Paulo Paim ) no dia 13 de abril de 2011 ( Audiência ) que estava preocupada com a situação em que se encontravam e se encontram os Trabalhadores da VARIG e que ela ia reestudar o processo.
No dia 18 de maio de 2011 a Exma. Ministra Cármen Lúcia disse para um trabalhador da VARIG que o processo seria julgado antes do Final do ano.
Não temos mais nenhuma posição por parte dos Exmos. Ministros do STF sobre este processo tão moroso.
Já disse várias vezes por email que NÃO HÁ MAIS TEMPO PARA ESPERAR, mas isto não adianta escrever. Não somos ouvidos e nem atendidos em nossos pedidos sejam os mesmos feitos através de cartas ou emails.

Em 11 de maio de 2011 estive no Congresso Nacional e no Senado e entreguei a vários Senadores e Deputados uma carta ( dos trabalhadores da VARIG ) que pedia aos mesmo que solicitassem para a Exma. Ministra Cármen Lúcia e aos demais Ministros do STF que agilizassem este julgamento. 

Só isto que eu e os Trabalhadores da Varig solicitávamos através esta carta que foi entregue em quase 5o gabinetes por mim neste dia 11 de maio de 2011. 

A carta solicitava que os Exmos. Deputados e Senadores ( os quais entreguei esta carta - total de quase 50 gabinetes em que estive neste dia 11 de maio de 2011 ) pudessem pedir aos Exmos. Ministros do STF, através seus pronunciamentos dentro da Câmara e no Senado, a agilização deste Processo da Defasagem Tarifária devida para a Companhia VARIG.

Só um deputado do PDT do Espírito Santo ( Deputado Manato ) me deu resposta para esta carta se colocando a minha e a nossa ( trabalhadores da Varig ) disposição
Não posso esquecer que fui muito bem atendido pelos Exmos. Senadores Ana Amélia, Álvaro Dias em seus gabinetes e pela assessora do Exmo. Senador Paulo Paim. Estes três Senadores sempre estiveram ao nosso lado e sempre nos ajudaram e continuam a nos ajudar.
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Realmente me faz crer que neste País trabalhadores são colocados em segundo plano. Aliás isto não acontece só agora nos dias de hoje isto acontece há muito e muitos anos.
Julgamentos são postergados no Brasil quando se referem a resolver problemas dos Trabalhadores Brasileiros. 

O Julgamento da Defasagem Tarifária  que pode resolver a vida de milhares de homens e mulheres que trabalharam na Varig pode demorar a ser julgado.
NÃO HÁ MAIS TEMPO PARA ESPERAR! Quantos mais precisarão morrer para que este processo seja julgado?
Fica aqui a pergunta.
Quantos mais?
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Assinado: 
Comissário Aposentado Varig Paulo Resende
José Paulo de Resende.
Itaipu Niterói Rio de Janeiro

-- 

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Brasil continua sem governo para os Pobres! Raymundo Araujo Filho

O Brasil continua sem governo para os Pobres!


As Forças Armadas Brasileiras demoraram três dias, isso mesmo, três dias para chegarem na Serra com 400 soldados, meia dúzia de helicópetros e uma morosa (in)capacidade de erigir hospitais de campanha, creches e cozinhas comunitárias, que são os três elementos básicos  para este tipo de ação, “pois a ORDEM só veio tarde” (...)



Lembro que para a ocupação do Complexo do Alemão, para exercer o Controle Social, segundo explicou o general Monteiro (...), “em 12h. disponibilizamos 3 mil soldados para a missão de guerra”



Raymundo Araujo Filho
Médico veterinário homeopata e acha que é necessário constranger as autoridades públicas, de maneira forte e vigorosa. A iniqüidade administrativa não tem perdão, ainda mais em uma situação destas.

Música: "Insensível", Titãs
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Causa-me até constrangimento ler e ouvir as “novas” análises e perspectivas para o Brasil, que dizem agora estar sob um “novo” governo, o da presidentA DiLLma, mas que na minha opinião, é apenas mais um governo que sucumbe às suas próprias circunstâncias políticas, decerto muito conservadoras no principal (políticas econômica, para o desenvolvimento e infra estrutura e relativas às riquezas naturais, além da cambial, emissão de títulos do tesouro e para o refinanciamento da dívida interna , superávite primário e políticas industrial e rural), e outras meramente assistencialistas, como fachada de dar serviço” aos empresários que vivem do erário.

Mas, os que estão aí há oito anos e quase um mês, elegeram-se e foram reeleitos dizendo que fariam “outra política”, o que temos provado em centenas de artigos que é a mais pura mentira, e fazendo esta “descoberta”, apenas consultando as próprias contas e estatísticas  oficiais,  expostas no SIAF, IPEA, BNDES, BC e BNDES. Tá tudo lá!

Como migalha de consolação e ajudado por esta turma de gorilas que é o generalato brasileiro, acolhidos por Lulla e também pelo atual governo que se diz popular, que com suas falas anacrônicas e odientas, permitem que a  presidentA DiLLma “jogue para a platéia”, fazendo cara feia e pedindo  “esclarecimentos” sobre as falas claras do brutamonte nomeado por ela. E pior aceitando como verdade, a versão que foi tudo má interpretação da imprensa...Enquanto isso os jovens cadetes da AMAN (os futuros gorilas), homenageiam o general médice, na última formatura de 2010....

Mas, a tragédia das chuvas que novamente se abate sobre o Brasil, e não só a Região Sudeste, apenas nos mostra mais do mesmo, em termos de iniqüidade operacional, pão durismo do governo em relação a verbas (não)liberadas, falta de compostura e “esquecimento” do nada que aconteceu de concreto com as “medidas tomadas”, notadamente nos últimos 8 anos (nos quais DiLLma Roussef ocupou cargos importante e importantíssimo), com pelo menos uma tragédia anual, cujas vítimas estão esperando até hoje, um mínimo de ressarcimento do período e prevenção de novas tragédias.

Posso citar muitas delas, e só nos últimos 8 anos (afinal o passado “era” neoliberal): Campos (1), Baixada Fluminense (2 ou 3), Petrópolis (2 ou 3), Teresópolis (2 ou 3), Friburgo (2), estes três últimos tendo atingido o ápice, este ano), Rio (3), Niterói (2), sendo  a do Bumba a representação de uma grande tragédia, mas que na verdade envolveu 500 mortos e 11 mil desabrigados de outras localidades).

Fora do RJ tivemos Santa Catarina (especialmente Floripa e o vale do Itajaí), Alagoas (já se esqueceram?), Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo. Ah! Ia esquecendo a da Bahia, já com governador petista Jacques Wagner “Love” empoderado.

Quanta falta de memória, né gente? E o Maranhão e o Piauí?... Mas esses Estados inexistem, apenas seus Povos resistem aos governos que os exploram e acobertam suas elites criminosas impunes, também na Era Lulla, e que colocou seus ovos de serpentes também no governo DiLLma, tendo sido esta a quinta posse do Sarney, em duas décadas e pouco mais, fora a de seus filhos e apaniguados.

E o que foi feito pelo (des)governo Lulla? Vou relembrar aos esquecidos leitores: Liberava IMEDIATAMENTE verbas para “prevenção e emergências” nas regiões afetadas. Novamente, lembro aos esquecidos, que é só consultar a internet para vermos que ATÉ HOJE, a população espera por estas “polpudas’ (uma merreca, na verdade...) verbas, além de descobrir que parte dela já foi gasta com contratação de “consultores” especialistas em (fabricar) tragédias. A profa. Urda (grande historiadora e escritora), desabrigada, lá de Blumenau tem vários relatos sobre isso, referentes à tragédia de SC.

O Brasil acaba de ter de reconhecer frente à ONU que nada fez em relação ao protocolo assinado por Lulla, referente à estruturação do Sistema de Defesa Civil, no país.Mas a Copa do Mundo e Olimpíadas, vão de vento em popa. E que popa!

E aí, acontece, não o previsto (afinal não somos pitonizas de tragédias e nem dispomos dos aparelhos de previsão do clima e desastres, sub utilizados por guardas pretorianas, que não se lembram que é material público e não corporativo, e nem tenho parte com o Cacique Cobra Coral...), mas sim o PREVISÍVEL, até por análises dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais, no setor.

A presidentA DiLLma, em sobrevôo de helicóptero na região da tragédia serrana, dois dias depois do desastre, declarou solenemente: “Esta tragédia não tem como única causa, as chuvas, mas também a ausência do Poder Público”. Juro que pensei (perdoa-me Pai!) que ela iria criticar o governo Lulla, da qual foi ministra Chefe da Casa Civil por seis anos, por não ter gasto mais de 39% da verba do orçamento para prevenção de enchentes e deslizamentos de encostas.

Juro que pensei (Perdoa-me Pai!) que ela também iria criticar o governador Cabral (sempre ao seu lado) por não ter feito nada neste campo, no seu primeiro mandato. E, já certamente estando eu já perdoado pelo Pai, juro que pensei que ela ia reconsiderar a emissão feita por ela, de R$20 Milhões para a prefeitura de Niterói (aquele balcão de negócios do prefeito Jorge Roberto Silveira) para a construção de uma Torre Panorama, com restaurante de luxo na cumieira, e transferir a verba para a construção de casas populares, pois NENHUMA ainda foi erigida desde a Tragédia de Abril 2010. E pensei que ela ia proibir a emissão de R$1 Bi para a compra de dólares, pelo BC, acontecido quatro dias após as enchentes.

Enquanto isso, o governador Sergio Cabral demorou três dias para declarar Estado de Emergência na região atingida. A verba que a presidentA DiLLma diz que liberou para a tragédia (R$780 Milhões) padece à espera de aprovação pela comissão do Congresso, de dezessete deputados e oito senadores, instituída para funcionar em emergências, isso há uma semana da liberação pela presidenta. E sem que ela mesmo convocasse pela imprensa os preguiçosos parlamentares,  submetendo-se e à população à vontade preguiçosa dos insensíveis parlamentares, para dizer o mínimo deles.

Ao contrário, DiLLma desembarcou do helicóptero no campo do Fluminense, nas Laranjeiras e posou imediatamente toda sorridente, abraçada (com todo o respeito) ao governador Sérgio Cabrão Filho ostentando ......uma bandeira do Tricolor. EM PLENA TRAGÉDIA SERRANA.

As Forças Armadas Brasileiras demoraram três dias, isso mesmo, três dias para chegarem na Serra com 400 soldados, meia dúzia de helicópteros e uma morosa (in)capacidade de erigir hospitais de campanha, creches e cozinhas comunitárias, que são os três elementos básicos  para este tipo de ação, “pois a ORDEM só veio tarde”, como explicou um destes oficiais da indecisão. Acontece que três dias são os dias em que ainda se acham pessoas vivas embaixo dos escombros. Assim, a demora em agir condenou à morte, certamente, algumas pessoas que poderiam ser salvas e com vida.

Lembro que para a ocupação do Complexo do Alemão, para exercer o Controle Social, segundo explicou o general Monteiro ( de alto coturno, que reivindica o Controle Social, nas mãos das Forças Armadas), “em 12 h. disponibilizamos 3 mil soldados para a missão de guerra”.

Bem fizeram alguns dos assessores da presidentA DiLLma, conforme nota em  jornal do dia 13 de Janeiro, que a desaconselharam a vir ao Rio, “por não ter o que apresentar”...Fecha o Pano!.


*Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e acha que é necessário constranger as autoridades públicas, de maneira forte e vigorosa. A iniqüidade administrativa não tem perdão, ainda mais em uma situação destas