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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saindo do Hotel Plaza .....( última parte ) Artigo do Comissário Aposentado Varig Ever Botelho

Saindo do Hotel Plaza... (última parte)

Ele era forte e alto, moreno de bigode espesso. Tinha alegria de viver. De tudo fazia piada. Vivia imitando homossexual. E fazia com tal maestria que quem não o conhecesse juraria que aquele personagem era ele, realmente. O vôo estava lotado. Eu estava na primeira classe e precisei apanhar algo na galley da econômica. A correria era geral, e, com rapidez no corredor encontrei com o Manoel que disse em um repente, “Pare!”, estanquei assustado e aquele homenzarrão com a mão delicadamente pressionando o peito com o dedo mindinho apartado dos outros, falou com voz delicada e zombeteira, “Aqui você tem que me pedir licença, pois eu sou a rainha desta passarela” fiquei sem saber o que fazer. Olhei em volta sem acreditar no que estava ouvindo e ele continuou, “Você pode ser mulher por mais tempo que eu, porque é mais idosa, mas eu sou mais mulher que você, porque sou feminina, Agora vá buscar o que você deseja” Sem olhar para trás segui rápido e quando me vi só, tive uma crise de riso ao lembrar do rosto dos passageiros observando aquela cena. Ele já havia sido chamado à Chefia e disseram, “Pô Manoel, por que ficas imitando viado a bordo?” no que ele respondeu, “ Há tanto viado imitando homem, por que não pode ter um homem imitando viado?” Ser humano fantástico, só se ouvia falar dos gestos de solidariedade com os amigos, sua lembrança é uma luz, e como estamos precisando de claridade, como está fazendo falta Manoel Barbosa.
O pensamento é um cavalo bravio impossível de montá-lo. Na verdade, para que ele nos serve? Sentimo-nos vivos quando pensamos. Há um estado de segurança indescritível. A vida não foi vivida em vão. A lembrança, boa ou ruim é um diploma de garantia da existência. A experiência toma proporções exageradas. Dá-nos um ar de respeitabilidade por termos trilhados aqueles caminhos. E a preciosa liberdade não é um pássaro solto, pois está sempre presa a um fio condutor que se chama experiência.
O que é isto? Não posso divagar em filosofias agora, isto é para outro momento. Observando uma lâmina de luz vinda do mar, penso em como tudo começou na Lagoa dos Patos. Daria tudo para ver Rubem Berta remando no barco, com o combustível aos seus pés, levando os passageiros para o hidroavião. Será que sabia que o empuxo que ele deu, iria fazer com que sua aeronave fosse dar milhares e milhares de voltas ao redor do mundo? Quantos sonharam o seu sonho. Sofreram, lutaram e morreram para manter a sua realização. Santos Dumont vivia quando a Varig estava no ar. Criador e criatura no afã de criar e servir.
Ah, prezado leitor, você pode estar imaginando que quero super valorizar estes fatos. Não, com certeza não! Apenas não quero que o cotidiano venha se misturar a fatos importantes, igualando-os a lixo.
Exercício de Marinharia, novembro de 1982; enviada por Tânia  Bucher
Aquele prédio que está agora defronte a mim havia nele um aparato técnico para formar profissionais de alta categoria. Simulador de vôo o mais moderno. Salas de aulas para formar comissários com os mais competentes professores, médicos para ensinar primeiros socorros e aulas de Etiqueta Social. Cursos variados, terapias de trabalho em grupo, como fazer o despacho de um passageiro, perceber se ele está nervoso na hora do embarque e saber compreendê-lo, na situação dele estourar seu estresse com o funcionário. Como agir, falar, sorrir sempre demonstrando total segurança. Haviam barracões laterais pintados, elegantes, onde funcionava o departamento de pessoal para informações iniciais aos primeiros candidatos ao trabalho. Após a aprovação dos testes de competência, o idioma inglês era obrigatório, os aprovados iam fazer exames médicos no segundo andar onde trabalhava uma equipe médica de primeira qualidade no cenário brasileiro. Nada passava desapercebido do olhar destes profissionais. Ao ser entregue o novo funcionário à secção onde iria desempenhar suas funções, com certeza ele estava apto, pois já havia sido preparado. Seja para trabalhar “na terra”, aeroviários, ou “no vôo”, aeronautas.
Rio de Janeiro, novembro 1982; colaboração de Tânia Bucher
No mês de fevereiro de 1971 eu chegava ao Despacho de Passageiros no aeroporto do velho Galeão.
Ever Botelho, 2006

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vamos apoiar José Serra no Segundo Turno. Trabalhadores da Varig. Vamos novamente dar o troco para o senhor Lula e para o seu poste chamado Dilma

Vamos apoiar José Serra no Segundo Turno. Trabalhadores da Varig. Vamos novamente dar o troco para o senhor Lula e para o seu poste chamado Dilma

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Injustiça - Nunca é tarde para se corrigir uma injustiça. Texto do Cmte. Aposentado Varig Contreiras

INJUSTIÇA - NUNCA É TARDE PARA SE CORRIGIR UMA INJUSTIÇA


Desde a intervenção Federal nos institutos AERUS/AEROS, mais de 400 aposentados já faleceram. A relação pode ser conferida nos institutos de Seguridade Social – SEGURIDADE SOCIAL???
Quantos mais precisarão morrer para que o governo se conscientize da injustiça que está sendo cometida contra nossa categoria?
A situação em que os Institutos se encontram foi motivada, em parte, aos planos econômicos inconseqüentes que levaram as companhias aéreas a não poderem cumprir com seus compromissos com o AERUS e AEROS e também por falha da administração que tiveram e conivência e a participação da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) permitindo atos irregulares e ilícitos.
O órgão que devia fiscalizar, não fiscalizou, pelo contrário, pactuou com os desmandos das empresas. Não somos nós, aposentados, que devemos pagar por erros que não cometemos.
Contribuímos anos a fio para ter uma aposentadoria que nos desse tranqüilidade no ocaso de nossas vidas, uma aposentadoria que, sem ser milionária como muitas “neste país”, nos permitia viver com dignidade o que não ocorre mais nos dias de hoje quando, para grande parte, faltam recursos para as necessidades indispensáveis como, por exemplo, medicamentos.
Pior do que morrer são as condições de vida que muitos estão levando. Depois de uma vida profícua de trabalho tornaram-se dependentes da ajuda dos filhos, parentes e amigos.
Considerando que a grande parte tem mais de 70, 80 e até 90 anos, somos uma categoria que não tem mais tempo para esperar. Já estamos esperando há mais de quatro anos!!!
Registre-se que grande parte ajudou a escrever a história da aviação comercial do Brasil. Muitos de nós somos da época do saudoso e famoso DC-3 que foram comprados como sobras da 2ª Guerra Mundial. Alguns voaram, até mesmo aviões mais antigos, dos primórdios da aviação.
Tanto o pessoal de terra, como de vôo, pertencemos a uma categoria que embora sentindo na carne as conseqüências nefastas do confisco de suas aposentadorias, jamais apelou para a baderna ou qualquer ato menos digno.
Não queremos privilégios nem benesses, queremos “JUSTIÇA”.
Queremos de volta nossas aposentadorias. Nunca é demais repetir: “PAGAMOS POR ELA”.
Trata-se “APENAS” de devolver “O QUE É NOSSO!!!”
Pela atenção de quem tem as condições e o poder de corrigir uma INJUSTIÇA,
Paulo Drumond de Macedo Contreiras

P.S. – O colega Contreiras aposentou-se aos 60 anos de idade como Comandante Master de BOEING-747, popularmente chamado como JUMBO, após contribuir por 37 anos ao INSS. Na época de sua aposentadoria, foi calculado o percentual de 6,7 salários mínimos. Hoje, após 18 anos de aposentado, recebe pouco mais de 3 salários mínimos. A continuar as coisas como estão, ele calcula, que daqui alguns anos estará ganhando apenas 1 salário mínimo, apesar da CONSTITUIÇÃO FEDERAL na Seção III da Previdência Social, ART. 201 V ɠ 4º dizer: “É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes em caráter permanente o valor real conforme critérios em lei. (redação pela emenda constitucional nº 20 de 1998). SEM COMENTÁRIOS