133 mortos contados até agora.
Mais de 14 mil desabrigados.
Agora a pouco, cerca de 40 casas foram soterradas em Niterói.
Em apenas 48hs de chuva.
Números aterradores que trazem números da encenação cínica das autoridades responsáveis.
Cabral, como dissemos anteriormente, joga a culpa na demagogia.
Paz, se esconde em sua pequenez política e destrambelha a falar desconectado da realidade.
LuLLa, o rei da verborragia, se aproveita mais uma vez da desgraça alheia.
LuLLa liberou 0,6% do orçamento destinado à esse fim para a cidade do Rio de Janeiro.
A demagogia que Cabral vê, tapa-lhe os olhos para as verbas que, como governador, não requisitou.
O choro de Cabral no caso do royalties de um petróleo que não se sabe quando sairá do buraco em que se encontra, contrasta com o cinismo escandaloso frente às vítimas da tragédia carioca.
Os "desculpadores" de plantão jogam no limbo a geografia do Rio.
Números de artistas que protagonizam, neste momento triste, uma peça de inusitada dose da mais descarada encenação política.
O pobretão pendurado no barraco de caixas de maças, escorada por pernas de 3 apodrecidas, é o verdadeiro e exclusivo culpado pela tragédia que comove, principalmente, a todos nós que aqui vivemos.
133 cadáveres misturados ao lamaçal político em que se transformou a nossa cidade maravilhosa.
14 mil desabrigados cujos preciosos votos não podem ser perdidos.
A propaganda do PAC mentiroso do Alemão é repetida a intervalos cada vez mais curtos na TV.
As obras de papel, escamoteam as obras, cuja necessidade, estão estampadas nos números desta tragédia.
Estádios maravilhosos consomem bilhões de reais na festa megalômana de uma olimpíada.
Mas na maratona da vida, 133 pontos perdidos.
133 votos a menos para serem comprados.
Este é o resultado da subserviência de Cabral e Paes ao mais danoso presidente que este País já teve.
LuLLa deveria se envergonhar.
Cabral e Paz também.
Mas eles não farão isso.
A mãe do PAC foi à Minas prestar falsidades no túmulo de Tancredo.
O pai do monstrengo veio ao Rio fazer suas bravatas.
Cabral e Paz, se omitem.
Não vi Cabral em nenhum lugar atingido.
Não vi Paes com as botinhas sujas de lama.
Não vi LuLLa no meio dos bombeiros.
Esgoto não dá voto.
Lama não rende notícia.
O que eles ainda não perceberam é que a lama e o esgoto fétido de suas encenações, faz crescer em cada carioca, em cada vítima desta tragédia, um crescente sentimento de desprezo.
Por tudo o que eles acham que representam.
Por tudo o que eles querem que a gente pense.
Por tudo o que eles são.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
sábado, 13 de março de 2010
A decepção internacional com Lula. Carlos Alberto Montaner. Estado de São Paulo 12 de março de 2010

A decepção internacional com Lula
Autor(es): Carlos Alberto Montaner
O Estado de S. Paulo - 12/03/2010
.
Para Luiz Inácio Lula da Silva, os presos políticos cubanos são delinquentes como os piores criminosos encarcerados nas prisões do Brasil. Lula adotou, cruelmente, o ponto de vista de seu amigo Fidel Castro. Para ele, pedir eleições democráticas, emprestar livros proibidos e escrever em jornais estrangeiros - os "delitos" cometidos pelos 75 dissidentes presos em 2003, condenados a até 28 anos - equivale a matar, roubar ou sequestrar. Para Lula, Oscar Elías Biscet, um médico negro sentenciado a 25 anos por defender os direitos humanos e se opor ao aborto, é apenas um criminoso empedernido. Dentro de seu curioso código moral, é compreensível a morte do preso político Orlando Zapata ou a possível morte de Guillermo Fariñas, em greve de fome para pedir a libertação de 26 presos políticos doentes.
Os democratas cubanos não são os únicos decepcionados com o brasileiro. Na última etapa de seu governo, Lula está demolindo a boa imagem que desfrutou no começo. Recordo, há cerca de três anos, uma conversa que tive no Panamá com Jeb Bush, ex-governador da Flórida. Ele me disse que seu irmão George, então presidente dos EUA, tinha uma relação magnífica com Lula e estava convencido de que ele era um aliado leal. Isso me pareceu uma ingenuidade, mas não comentei a questão.
Alguns dias atrás, um ex-embaixador americano, que prefere o anonimato, me disse exatamente o contrário: "Todos nos equivocamos com Lula. Ele é um inimigo contumaz do Ocidente e, muito especialmente, dos EUA, embora trate de dissimulá-lo". E, em seguida, com certa indignação, criticou a cumplicidade do Brasil com o Irã no tema das sanções pelo desenvolvimento de armas nucleares, o apoio permanente a Hugo Chávez e a irresponsabilidade com que manejou a crise de Honduras ao conceder asilo a Manuel Zelaya na embaixada em Tegucigalpa, violando as regras da diplomacia internacional.
Na realidade, o comportamento de Lula não é surpreendente. Em 1990, quando o Muro de Berlim foi derrubado, o líder do Partido dos Trabalhadores apressou-se em criar o Fórum de São Paulo com Fidel Castro para coordenar a colaboração entre as forças violentas e antidemocráticas da América Latina. Ali estavam as guerrilhas das Farc e do ELN na Colômbia, partidos comunistas de outros tantos países, a FSLN da Nicarágua e o FMLN de El Salvador. Enquanto o mundo livre celebrava o desaparecimento da União Soviética e das ditaduras comunistas no Leste Europeu, Lula e Fidel recolhiam os escombros do marxismo violento para tratar de manter vigente o discurso político que conduziu a esse pesadelo, e estabeleciam uma cooperação internacional que substituísse a desvanecida liderança soviética na região.
No Brasil, sujeito a uma realidade política que não pôde modificar, Lula comporta-se como um democrata moderno e não se afastou substancialmente das diretrizes econômicas traçadas por Fernando Henrique Cardoso, mas no terreno internacional, onde afloram suas verdadeiras inclinações, sua conduta é a de um revolucionário terceiro-mundista dos anos 60.
De onde vem essa militância radical? A hipótese de um presidente latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para sua ignorância: "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus." Sua frase final, dita com tristeza, foi lapidar: "Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil". Muito lamentável.
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/3/12/a-decepcao-internacional-com-lula
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