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domingo, 7 de agosto de 2011

Funcionário da Varig culpa Lula e Dilma pela tragédia que aconteceu com a empresa e com seus empregados. Jornal Tribuna da Imprensa. 07 de agosto de 2011. Retirado do site o Cão que fuma do Comissário Aposentado Varig Jim Pereira


domingo, 7 de agosto de 2011


Funcionário da Varig culpa Lula e Dilma pela tragédia que aconteceu com a empresa e com seus empregados.


Foto: Paulo Resende


Vejo sempre a preocupação do blog da Tribuna em defender classes de trabalhadores que são sempre explorados pelos governantes, como os trabalhadores da Varig, que após 5 anos e 4 meses continuam passando pelas piores privações possíveis.
Já são 582 falecidos desde o dia da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig, no dia 12 de abril de 2006. Até hoje o STF (Supremo Tribunal Federal) não colocou em julgamento o processo da defasagem tarifária devida pela União à Varig, que poderia resolver este terrível problema que assola a todos nós. A companhia aérea ganhou em todas as instâncias jurídicas por onde este processo passou e só falta o Supremo colocá-lo em julgamento.
A dor e o sofrimento por que todos nós passamos são insuportáveis. É desesperador ver em condição de penúria e miserabilidade tantas pessoas que trabalharam a vida toda para levar o nome do Brasil e a bandeira brasileira, nas asas da Varig, aos quatro cantos do mundo.
Há entre nós idosos que só recebem míseros 102 ou 129 reais de benefícios do Aerus. Pagaram por um longo período de suas vidas em seus contra-cheques para poderem, quando aposentados, aproveitarem e terem uma renda digna, e hoje todos nós somos obrigados a receber merrecas destes benefícios.
Vocês, deste destemido blog, não liguem para os defensores de Dilma e Lula, porque esta senhora e este senhor poderiam ter ajudado a Varig lá atrás (em 2006) a sair da enorme crise em que se encontrava, mas preferiram virar as costas para aquela que foi uma das maiores empresas aéreas brasileiras, com 79 anos de serviços prestados ao povo brasileiro e ao país.
Lula e Dilma viraram as costas para os trabalhadores e respectivos familiares, que hoje passam por enormes dificuldades.
Espero algum dia poder ajudar financeiramente este jornal online. Por enquanto, meus R$ 682 de benefícios do Aerus não me permitem. Qualquer dinheiro faz falta para minha família. Eu recebia em março de 2006, antes da intervenção no Fundo de Pensão Aerus Varig o valor bruto de R$ 3.475 e hoje só percebo estes míseros R$ 682.
Paguei durante 17 anos um Fundo de Pensão de Previdência Privada para ter uma aposentadoria digna e hoje, assim como milhares de trabalhadores da Varig, tenho apenas uma aposentadoria indigna.
Continuem denunciando todos os demandos e falcatruas que acontecem no Brasil. Parabéns pela sua coragem e determinação. Helio Fernandes deve ter orgulho de ter um blog como este.
Foto e Texto: José Paulo de Resende é comissário aposentado da Varig, Tribuna da Imprensa, 07-08-2011
Título: Tribuna da Imprensa

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1 comentários:


Jim disse...
Comentário de José Paulo de Resende deixado no blog da Tribuna: Obrigado caro e prezado Carlos Newton por este espaço dado aos trabalhadores da VARIG. Nós estamos há 5 anos e quase 4 meses passando pelas piores privações e tudo isto ao governo do PT (Tanto Lula e a senhora Dilma viraram as costas para a VARIG e para todos os seus trabalhadores).Inclusive a senhora Dilma disse lá atrás em 2006 que dinheiro público não haveria para tirar a Varig da situação difícil que a mesma se encontrava. Este governo que aí está ha quase 9 anos no Poder e que fala tanto em ” Justiça Social ” (Será Injustiça Social?) mas que é admirado por muitos nada fez para tirar a VARIG de uma situação dificil em que se encontrava em 2006, mas como sempre ajuda a outros como o banqueiro Antonio Ermírio de Moraes e o senhor banqueiro e apresentador Sylvio Santos. Um governo como este que abandona e vira as costas para trabalhadores brasileiros não merece crédito nem apoio. Obrigado caro Carlos Newton por postar meu pequeno texto. Assim muitos dos seus leitores e leitoras deste importante Jornal chamadoTribuna da Imprensa poderão ver o que nós estamos passando há mais de 5 anos. Uma verdadeira Tragédia Silenciosa. Paulo Resende

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lula, o Falastrão. Coluna de Claudio Humberto hoje dia 09 de novembro de 2010

Lula, o falastrão



"Minha popularidade é resultado do meu trabalho, de viajar, de conversar com o povo, de não ter medo de discutir qualquer assunto em qualquer momento". Grande popularidade para Lula e que diz que isto acontece por conversar com o povo e não ter medo de discutir qualquer assunto em qualquer momento. Só se for o Povo do Bolsa Família e a turma dos Petistas e Banqueiros. Ele, Lula, não discute o problema sério dos Aposentados brasileiros e muito menos com trabalhadores que ele e sua turma levaram a bancarrota. (Trabalhadores da Varig). Com este pessoal do Bolsa Família, os Petistas e os Banqueiros o Presidente Lula conversa muito bem e faz de tudo para eles. Para os aposentados brasileiros que vivem a mingua contando os seus míseros benefícios Lula não conversa e não dá a mínima. Quem antes de chegar ao poder dizia que o que faziam com os aposentados era um crime depois de 8 anos de mandato faz o mesmo e o crime antes criticado por ele, Lula, continuou mas intenso ainda. Lula o falastrão! Lula o senhor da verdade e que diz sempre que "nunca antes na história deste país" Deus tenha piedade de todos nós que não votamos em Dilma e no PT.


José Paulo de Resende


Niterói - RJ

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FERREIRA GOULART: " LULA É DESONESTO "





FERREIRA GOULART: "LULA É DESONESTO"


Em entrevista ao Jornal "O Tempo" de Belo Horizonte, o poeta Ferreira Goulart, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, afirma que Lula é "uma pessoa desonesta" por se apossar de conquistas que não são do governo dele. Diz ainda que “o PT é um perigo para o país” porque representa alto risco para a regime democrático. Leia, abaixo:

P: Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado?

Ferreira: Ah, vai ser uma batalha. Os dois candidatos estão empatados. Espero que o Serra ganhe. Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele. Acho que nem a Dilma é a favor disso.

P: Mas o governo Lula não teve nenhum mérito?

Ferreira: Não é que não teve nenhum mérito. O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores. Tudo dele é “Nunca na história deste país…”. Ele se faz dono de tudo o que ele combateu. Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou? Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro). Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro. E a Lei de Responsabilidade Fiscal? O PT entrou no STF contra a lei. Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT era contra o superávit primário, era contra tudo.

P:Tudo?

Ferreira: Tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica que eles combateram. Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo. O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta. Um demagogo. E isso é perigoso. Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis. O cara se tornar aliado do Ahmadinejad, o presidente de um país que tem a coragem de dizer que não houve o Holocausto? Ele está desqualificando mundialmente porque está negando um fato real que não agrada a ele. Então não pode. O Brasil vai se ligar a um cara desse? É um oportunismo e uma megalomania fora de propósito. É um desastre para o país. Eu espero que a Dilma perca a eleição. Não tenho nada contra ela, mas contra o que isso significa. O PT é um perigo para o país. O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão… Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia. As pessoas têm que tomar consciência".

Muito obrigado presidente Lula por levar os aposentados brasileiros e os aposentados, pensionistas e demitidos da Varig para a miséria e cemitério

Niterói, 30 de junho de 2010.


Hoje, é o último dia do mês de Junho de 2010. Amanhã faltarão apenas 6 meses para o Ano de 2010 terminar. E pelo andar da carruagem os aposentados brasileiros e os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG ficarão mais uma vez a ver navios. O nosso Presidente que tanto fala em Justiça Social e tanto fala das suas realizações a frente do Governo merece o meu agradecimento por levar os aposentados brasileiros mais rápido para a rua da miséria. E também agradecer a ele, que possui uma popularidade enorme ( gostaria de saber quem responde a estas pesquisas? ) por levar mais rápido para o cemitério os aposentados e pensionistas do Aerus Varig.
Em 4 anos e quase 3 meses desde o fatídico dia 12 de abril de 2006 que mais de 360 pessoas já vieram a falecer sem verem a causa Aerus Varig resolvida e sem terem a suas dignidades de volta.
Este é o tipo de Justiça Social que o nosso Presidente Lula entende muito bem. Quanto mais ele e seu partido prejudicam milhares de pessoas sua popularidade sobe. Mas este tragédia silenciosa que se abateu sobre os trabalhadores da Varig a grande maioria do Povo Brasileiro não sabe. Não sabem o quanto ele, presidente Lula e sua turma, prejudicam e prejudicaram a estes trabalhadores da Varig.

Ele, presidente Lula, está colaborando em muito com todos nós não acham? Antes de se tornar Presidente do Brasil seu discurso era um discurso contra tudo que faziam contra os aposentados brasileiros ( ele e sua turma do PT gritavam palavras de ordem para desancar os governos anteriores ). Aliás ele e seu partido continuam a fazer isto nestes quase 8 anos de mandato.
Em relação ao Governo do Ex.Presidente Fernando Henrique Cardoso, principalmente na questão das aposentadorias, ele tem até razão, pois o senhor FHC foi o criador, junto com o congresso da época, do maldito fator previdenciário. Acontece que ele, presidente Lula, continuou com a mesma política do seu antecessor que prejudica tanto os aposentados brasileiros que ganham acima de um salário mínimo.
Seus ministros ( Guido Mantega e Paulo Bernardo ) dizem que esta merreca de aumento de 7,72 % seria inviável e a previdência iria entrar em colapso caso fosse dado este pequeno aumento. No final concordaram e aceitaram com a tal merreca porque em ano eleitoral não se deve brincar com o eleitor, principalmente se o eleitor é e for aposentado brasileiro. Então a decisão tomada recentemente foi para não perder votos para sua candidata Dilma Rousseff.
Mas os aposentados brasileiros não vão se deixar enganar por estas migalhas dadas recentemente pelo nosso presidente Lula. O tal Fator Previdenciário criado pelo " principe dos sociológos " o ex. presidente FHC continua de pé e se depender do presidente Lula e de sua turma continuará firme e forte. Ele vetou o fim do mesmo e como um bom vira casaca que é deixa milhares de futuros aposentados e os atuais com uma mão na frente e outra atrás.

Espera-se que em outubro de 2010 os aposentados brasileiros e seus familiares dêem o troco para este Governo e toda a sua turma. Espera-se também que os futuros aposentados brasileiros dêem o troco também em outubro de 2010.

No caso do Aerus Varig a tragédia é bem maior. Tragédia esta provocada pelo atual governo, pelo presidente Lula, Dona Dilma e outros menos votados ( a maioria do Partido dos Trabalhadores ). Em 17 de julho de 2006 a decisão de vender a Varig em Leilão foi sacramentada e ponto final. Ao venderem a mesma três dias depois ( 20 de julho de 2006 ) em leilão pelo preço módico de 24 milhões de dolares para o grupo Volo os trabalhadores da Varig viram ruir por terra todas as suas esperanças de manter a VARIG em funcionamento e com isto poderem tirar da Intervenção o fundo de Pensão AERUS e tirar da liquidação os Planos I e II da Varig neste Fundo de Pensão.
Mas a mão forte e pesada do governo do senhor presidente Lula não quis que isto acontecesse. Aliás estava tudo programado por ele e pela sua turma que a Varig deveria ser varrida do mapa da aviação comercial brasileira. Tudo bem engendrado e programado.

Já em 12 de abril de 2006 a primeira pancada foi dada em cima dos Trabalhadores da Varig pela SPC - Secretaria de Previdência Complementar dirigida na época por um tal senhor chamado Adacir Reis. Neste fatídico dia 12 de abril de 2006 os aposentados, pensionistas e pessoal da ativa Varig viram ruir um dos maiores fundo de pensão privado que existia neste País. Fundo este mal administrado por seus dirigentes e que com o apoio total da SPC que concordou e assinou em baixo as 21 repactuações de dívidas que a Varig tinha com o Aerus.
Estas duas grande pancadas em cima dos Trabalhadores da Varig foram decisivas para levar todos a uma situação caótica e difícil. Situação que perdura até hoje. Passado mais de 4 anos e quase 3 meses nada foi ou é resolvido para solucionar a questão AERUS VARIG. O governo do senhor Lula não tem interesse algum em ver esta questão resolvida. Pouco importa para ele, para dona Dilma e demais participantes deste governo que os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG e os demitidos da Varig, que perderam suas poupanças neste fundo, tenham suas vidas de volta e tenham suas dignidades de volta. Eles não estão nem aí para o sofrimento e dor porque todos passam. 360 trabalhadores já faleceram e se outros vierem a falecer sem verem esta difícil questão resolvida não é problema para o presidente Lula e sua turma. Se em 11 de abril de 2006 ( um dia antes de ser decretada a intervenção e liquidação dos planos I e II da Varig no Aerus ) ele não recebeu siquer um trabalhador da Varig em Brasília não é agora que ele e sua turma vão tentar resolver esta grave questão que aflige a milhares de pessoas. É bom que se diga aqui que até hoje ele não recebeu um trabalhador da Varig. Recebeu ao que parece pseudos dirigentes que ajudaram em muito a levar os trabalhadores da VARIG também para a rua da amargura e miséria.

Não há interesse político e os pseudos dirigentes do SNA - Sindicato Nacional dos Aeronautas - atrelados a este governo do PT continuam correndo atrás do prejuízo que causaram a todos. Continuam a dizer em comuicados que os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG não devem esmorecer e que eles ( dirigentes do SNA atrelados até a alma a este governo ) continuam confiantes em relação a solução para o caso Aerus Varig.
Aliás algumas frases com as palavras confiante, e não esmorecer são ditas por estes senhores e senhora desde o início da maldita crise que se abateu sobre todos os trabalhadores da Varig.
Continuam como sempre a levar todos na conversa e só.
Aliás é esta a função dos Sindicatos atrelados a este governo. Ir enrolando a todos e dizendo sempre que estão confiantes e que ninguém deve esmorecer. Os Sindicatos atrelados a esta República Sindicalista fazem muito bem esta parte. Não deixam que os seus associados se revoltem e estão sempre controlando os mesmos para que permaneçam quietinhos e calados a espera de uma solução ou que sabe " um milagre ".

Então para terminar o meu " muito obrigado " presidente Lula por o senhor, tão defensor da tal Justiça Social apregoada aos quatro cantos do Brasil por Vsa. Excia. e vossa turma, ter levado os aposentados e pensionistas e mais os demitidos da Varig para o fundo do poço e muito obrigado também por estar levando devagar todos nós para o cemitério mais cedo.
E o meu " muito obrigado " presidente Lula por o senhor estar levando todos os aposentados brasileiros para, a cada dia que passa, uma situação humilhante e precária.
Em outubro de 2010 espero eu que toda esta gente que o senhor, dona Dilma e seu partido prejudicam e prejudicaram lhe dêem o troco a altura.
Afinal de contas eles todos irão lhe agradecer em peso em outubro de 2010 dando para o senhor e para todo o seu governo um Obrigado carregado de decepção e revolta através do voto.

Caros aposentados brasileiros e caros aposentados, pensionistas e demitidos Varig está chegando a hora de agradecer ao senhor presidente Lula e a toda a sua turma.
Vamos dar o troco para ele e toda a sua turma em Outubro de 2010.

Asssinado:
José Paulo de Resende.
Aposentado Brasileiro e aposentado Aerus Varig altamente prejudicado. Duas vezes altamente prejudicado pelo Governo do presidente Lula.
Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Chora, Lula, Chora! Chora que está chegando a sua hora! Estatais bancam campanha de DIL-MÁ, DIL-MÁ- Retirado do Blog do Reynaldo Azevedo




CHORA, LULA, CHORA! CHORA QUE ESTÁ CHEGANDO A SUA HORA! OU: ESTATAIS BANCAM CAMPANHA DE “DIL-MÁ, DIL-MÁ”
domingo, 2 de maio de 2010 | 6:59


LULA chora ao lado de uma Dilma à beira do êxtase. A grande vítima é a legalidade (Foto: Marcos Alves/O Globo)
Poderia começar este texto de várias maneiras, mas começo assim: Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (PDT), que se diz trabalhador, sobe no palanque na Força Sindical, organizado com patrocínio das estatais, e puxa o coro:
“Olê, olê, olê, olá, Dil-má, Dil-má… Cantou sozinho. Os presentes não o acompanham. Já havia tentando antes um “Lu-lá/ Lu-lá”, e já tinha dado xabu. Aconteceu na festa do 1º de Maio da Força Sindical, uma das três a que o presidente e sua “criatura eleitoral” compareceram ontem. Esperava-se a presença de mais de um milhão de pessoas. Apareceu menos da metade: 450 mil foram assistir ao show do KLB e participar do sorteio de carros e apartamentos. Os outros 550 mil acharam que tinha coisa melhor para fazer.

Isso não impediu que Paulinho BNDES (quem não lembra do que falo clica aqui) fizesse um discurso bem próprio do Primeiro de Maio, provando que não se tratava de um ato político-eleitoral ilegal, patrocinado por estatais:
Nós vamos fábrica por fábrica falar que esse sujeito (José Serra) não pode ser candidato. Toda vez que nós procuramos o ex-governador para sermos recebidos, ele não recebe… Uma coisa é fazer discurso para a imprensa, outra coisa é vir aqui enfrentar os trabalhadores e dizer por que ele não gosta dos trabalhadores. Por isso eu quero dizer, ministra Dilma, que nós, trabalhadores, vamos andar fábrica por fábrica, empresa por empresa, loja por loja, nós vamos andar o Brasil, e dizer que esse sujeito que tem medo de trabalhador não pode ser candidato para depois tirar os direitos dos trabalhadores.

Quem financiava esse discurso do notório Paulinho? A Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Eletrobras.

Na sua vez de discursar, Lula, muito respeitador da lei (!!!), recorreu à sutileza habitual. ReferIndo-se às eleições, afirmou: “Vocês sabem quem eu quero”. Já o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e Antonio Neto, presidente da CGBT, fizeram como Paulinho: campanha eleitoral escancarada. Os petistas rumaram em seguida para a festa da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Mais discursos, mais campanha, mais ilegalidades. E o grande momento do Demiurgo estava reservado para o terceiro evento do dia: o da CUT, que reuniu apenas 10 mil pessoas.

Àquela penca de estatais, somou-se uma outra no financiamento do evento da central petista: o BNDES. Ora, não sejam mesquinhos! Pensem bem: por que um banco de fomento não iria fomentar um evento para promover a candidatura da petista Dilma Rousseff? Faz sentido, não faz? Até a Infraero entrou com grana. Sentindo-se, aí sim, em casa, Lula carregou nas tintas e nas lágrimas. Há uma coisa estranha neste senhor: ele se emociona com as barbaridades que faz.

O maior legado que eu vou deixar para esse país não é eleger a pessoa que vai me suceder, o que farei com muito orgulho. Quem vier depois de mim vai ter que trabalhar muito mais porque o povo aprendeu a cobrar. Eu tenho consciência do que vai acontecer neste país, tenho consciência. Eu sei que a legislação não me permite falar em candidatos porque só depois de junho…

No terreno da CUT, adivinhem o que aconteceu… Ora, os militantes começaram a gritar “Dil-má/ Dil-má”. Uma observação importante: a ilegalidade de que Lula participou ontem continuará ilegal mesmo depois de junho.

Leiam este trecho do Globo Online:
No início da noite, em evento promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), ele voltou à carga. Depois de destacar realizações de seu governo, disse que não é possível “mudar, em oito anos, 500 anos de desigualdade”. “É preciso mais tempo, mas com sequenciamento”, afirmou. Logo a seguir voltou-se para a correligionária: “Dilma, você ouviu o que eu disse?”

Ao longo do dia, ainda sobrou espaço para performances circenses de Aloizio Mercandante, que também atacou Serra, e de Marta Suplicy, segundo quem, desta vez, “o Bigode vai ganhar do Picolé do Chuchu”. Vocês sabem que, quando esta grande dama decide ser elegante, não tem pra ninguém. Disse que quer ser a primeira senadora eleita por São Paulo. Não há duvida: trata-se de campanha eleitoral explícita, financiada com dinheiro de estatais. Tão logo as candidaturas dessa gente toda sejam oficializadas, cabe recorrer à ustiça Eleitoral para impugná-las.

Por muito menos, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de governadores.

No comício da CUT, ao falar de seu governo, Lula chorou. Suas lágrimas encharcaram a Constituição, sobre a qual pisoteava, e a Lei Eleitoral, de que, mais uma vez, ele fazia chacota. Essa penca de ilegalidades se deu dois dias depois de fazer campanha eleitoral para a sua candidata em rede nacional de rádio e televisão, oportunidade em que, contrariado a legislação que regula esse tipo de intervenção, fez propaganda pessoal e atacou as oposições.

Este é o nosso Hugo Chávez emotivo, cheio de amor para dar. Alguns bobos me perguntam ou se espantam de vez em quando: “Mas você não reconhece nada de bom no governo Lula?” Claro que sim. Já reconheci. Basta saber ler. Mas não peçam que considere corriqueira a atuação de um chefe de estado que desmoraliza as leis, que vilipendia o texto constitucional, que transgride as regras da convivência democrática.

SE O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL PERMITIR QUE ESSES ATOS RESTEM IMPUNES, ENTÃO ESTARÁ INSTAURADO O VALE-TUDO NO PAÍS.

Prosseguindo na sua orgia de ilegalidades, Lula afirmou, no comício da CUT, esperar que o convidem para 1º de Maio de 2011:
“Se for alguém ruim (na Presidência), a gente vem aqui meter o pau. Se for alguém bom, a gente vem aqui ajudar e acompanhar”
E os cutistas gritaram “Dil-má/Dil-má”.

Ora, “alguém ruim”, é evidente, seria Serra (afinal, como ele próprio disse, todo mundo sabe o que ele quer). Eis aí revelado, em frase tão curta, o que há de intolerável nessa gente. Lula está anunciando que, caso Dilma perca a eleição, o caminho do partido já está traçado: tentar sabotar o governo de maneira metódica, sistemática, cotidiana. E o PT fez ou faz outra coisa quando na oposição?

Por que diabos um presidente popular, que fez um governo bem-avaliado pela maioria dos brasileiros, não pode se manter nos limites das leis que o elegeram e que garantiram o seu poder? Porque isso vai contra a natureza do PT e do próprio Lula, que vêem no arcabouço legal não os instrumentos de seu triunfo, mas empecilhos a seus delírios de poder absoluto. Lula só inventou uma candidata do nada porque pretende, como já deixou claro tantas vezes, o terceiro mandato por procuração. E só por isso tenta fazer uma disputa contra FHC, tática até agora rejeitada pelo eleitorado: precisa desesperadamente, na sua imaginação, vencer o ex-presidente ao menos uma vez.

Está chegando a hora de Lula deixar o governo. E ele já se prepara para ser ou o condestável do próximo ou o líder da sabotagem. Por enquanto, ele está sabotando apenas as leis. Ou os tribunais se encarregam de pôr limites neste senhor, ou as eleições brasileiras têm tudo para ser as mais sujas de nossa história. E não por causa da Internet.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AS PRIVATIZAÇÕES E O TESTEMUNHO DE ALGUÉM QUE VIU O GOVERNO LULA POR DENTRO.....Senhora Denise Abreu




AS PRIVATIZAÇÕES E O TESTEMUNHO DE ALGUÉM QUE VIU O GOVERNO LULA POR DENTRO
quarta-feira, 28 de abril de 2010 | 20:17
Denise Abreu, que já foi membro da Agência Nacional de Avião Civil (Anac) e que acusou a interferência indevida do governo federal na venda da Variglog, especialmente da então ministra Dilma Rousseff e de Roberto Teixeira, compadre de Lula, enviou-me o seguinte comentário naquele post sobre a privatização da Telebras:
Reinaldo,
Sou admiradora profunda de teu trabalho. Seu post sobre a privatização da Telebras me impulsionou a vencer obstáculos e a relatar impressões e fatos que presenciei. As críticas às privatizações do governo FHC são populistas e inconsistentes. São aquelas as acusações? Pois eu defendo todas as privatizações que decorrem de projetos políticos, e é isso o que ocorreu no caso Telebrás, não de negociatas. Diferentemente, a Variglog foi vendida, com as benções do Palácio do Planalto, para uma empresa cujo capital estrangeiro ultrapassou, e muito, o limite autorizado em lei! Tudo objetivando viabilizar uma negociação que envolveu honorários advocatícios milionários ao compadre do presidente Lula. Nunca teve por finalidade a implementação de um projeto nacional!!! Eu vivenciei isso. Não é simples opinião.
Denise Abreu

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Do ministro Carlos Ayres Britto presidente do TSE para o senhor Presidente Lula




A última multa de Lula.

Ontem, o Ministro Carlos Ayres Britto, presidente do TSE, declarou, ao relatar e votar pela multa de R$ 5 mil em Lula, condenando o petista pelo crime de propaganda eleitoral antecipada:

- A qualidade da vida política no Brasil é ruim por essa promiscuidade entre projeto de governo e projeto de poder. Ninguém foi eleito para fazer seu sucessor, mas para implementar seu projeto de governo. Quando o chefe do Poder Executivo só pensa em fazer o sucessor, ele desvia o olhar do projeto de governo para o projeto de poder, como acontece em alguns países muito próximos ao nosso.

Ayres Britto lembrou que, à época das inaugurações do Rio, Dilma já era conhecida como "mãe do PAC" e se apresentava como pré-candidata. Para o ministro, numa inauguração, o presidente deveria ter falado da importância da obra para o local, e não estimulado o público, "um modo subliminar, disfarçado, camuflado, de estimular o público" a aplaudir a ministra.

No final do mês, Ayres Britto sai do cargo e entra no seu lugar Ricardo Lewandowski, que assumiu uma cadeira no TSE há menos de um ano. É um indicado de Lula ao STF. Tem laços de amizade com o presidente, inclusive a sua família já cedeu gratuitamente uma casa onde Lula residiu antes de ser eleito. Será de Lewandowski, portanto, o papel de coordenador geral das eleições de outubro. Ontem, o voto mais contundente contrário à tese do relator Ayres Britto foi de Ricardo Lewandowski, em defesa escandalosa de Lula. Para ele, a propaganda antecipada só existe quando há menção ao nome do candidato e pedido expresso de voto:

- Se não fixarmos parâmetros muito claros, daqui para a frente vamos ter que considerar subliminariedades, se é que o termo existe, de cada pronunciamento dos candidatos.

Desta forma, podemos ter assistido, ontem, a última multa de Lula, se depender da interpretação imbecil, medíocre e obtusa da lei, por parte do futuro Presidente do TSE. Se a lei fosse tão literal, não precisaríamos de juízes. Bastaria colocar ali um estagiário que sairia mais barato para os cofres públicos.

Seria muito mais fácil proibir qualquer candidato a cargo eletivo de estar ao lado do presidente da república ou de governador em exercício, em evento oficial, que conste de agenda pública, que estiver relacionado com obras inauguradas, em inauguração ou em andamento. Mas isto é exigir muito do TSE-TSE, o tribunal que foi mordido pela mosquinha do sono.

sábado, 13 de março de 2010

Lula dirá que Jefferson falou sobre mensalão. Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Escândalo
Lula dirá que Jefferson falou sobre mensalão

O presidente Lula reconhecerá pela primeira vez que ouviu em março de 2005 do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o alerta sobre a existência do esquema de compra de congressistas da base aliada.

Em questionário do Ministério Público Federal, que integra processo no STF, Lula confirmará que ouvira de Jefferson em março daquele ano alerta sobre a existência do mensalão em reunião no Palácio do Planalto na qual estavam Aldo Rebelo e Walfrido dos Mares Guia, à época ministros das Relações Institucionais e do Turismo, respectivamente; Arlindo Chinaglia, então líder do governo na Câmara; e José Múcio, na época líder do PTB.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Lula dirá que não conhece pessoalmente o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser operador do principal escândalo de corrupção do governo petista, e que o publicitário nunca esteve na Granja do Torto.

O mensalão, que consistia na compra de apoio político no Congresso, foi revelado em uma entrevista de Jefferson, então deputado pelo PTB-RJ.

O presidente afirmará que pediu a Aldo e Chinaglia uma investigação informal e que ambos responderam depois que a Câmara, por meio de sua Procuradoria, havia investigado a história e não obtivera provas do esquema.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Jefferson afirmou que Lula chorou quando ele o alertou sobre o mensalão e que disse “não ser possível”.

O presidente diria também, no relatório, que só soube de detalhes do esquema de compra de apoio parlamentar após as revelações de Jefferson à Folha. Ele deverá afirmar, por exemplo, que só teve ciência pela imprensa dos empréstimos tomados pelo PT com Valério e suas empresas.

O processo do mensalão tramita no Supremo Tribunal Federal e tem previsão de ser julgado em 2011. O Ministério Público fez 33 perguntas, algumas com subdivisões. As respostas deverão ser enviadas em breve à Justiça Federal de Brasília. O subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Beto Vasconcelos, elabora a redação final.

Em nossa opinião…

É Impressionante a capacidade de Lula de mentir impunemente. Há quatro anos ele vem dizendo que nunca havia ouvido falar no mensalão. Agora revela que conhecia o assunto três meses antes de o escândalo vir a público. O presidente Nixon, dos EUA, caiu por ter mentido sobre o caso Watergate. O presidente Clinton entrou em processo de impeachment, e não caiu por pouco, não por ter tido o caso com sua estagiária, mas por mentir e negar que teve. Aqui o presidente mente à vontade e sua popularidade continua aumentando. Nosso povo parece anestesiado, sem qualquer capacidade de julgamento ou avaliação. A “base de apoio” no Congresso, bem alimentada com “mensalões” e cargos, segue aplaudindo cegamente o presidente, e nós possivelmente vamos partir para uma presidente sem qualquer preparo, uma pessoa que mente até sobre seu currículo acadêmico, para dirigir o país nos próximos quatro anos.

Fonte: Folha de São Paulo

A decepção internacional com Lula. Carlos Alberto Montaner. Estado de São Paulo 12 de março de 2010




A decepção internacional com Lula
Autor(es): Carlos Alberto Montaner
O Estado de S. Paulo - 12/03/2010

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Para Luiz Inácio Lula da Silva, os presos políticos cubanos são delinquentes como os piores criminosos encarcerados nas prisões do Brasil. Lula adotou, cruelmente, o ponto de vista de seu amigo Fidel Castro. Para ele, pedir eleições democráticas, emprestar livros proibidos e escrever em jornais estrangeiros - os "delitos" cometidos pelos 75 dissidentes presos em 2003, condenados a até 28 anos - equivale a matar, roubar ou sequestrar. Para Lula, Oscar Elías Biscet, um médico negro sentenciado a 25 anos por defender os direitos humanos e se opor ao aborto, é apenas um criminoso empedernido. Dentro de seu curioso código moral, é compreensível a morte do preso político Orlando Zapata ou a possível morte de Guillermo Fariñas, em greve de fome para pedir a libertação de 26 presos políticos doentes.

Os democratas cubanos não são os únicos decepcionados com o brasileiro. Na última etapa de seu governo, Lula está demolindo a boa imagem que desfrutou no começo. Recordo, há cerca de três anos, uma conversa que tive no Panamá com Jeb Bush, ex-governador da Flórida. Ele me disse que seu irmão George, então presidente dos EUA, tinha uma relação magnífica com Lula e estava convencido de que ele era um aliado leal. Isso me pareceu uma ingenuidade, mas não comentei a questão.

Alguns dias atrás, um ex-embaixador americano, que prefere o anonimato, me disse exatamente o contrário: "Todos nos equivocamos com Lula. Ele é um inimigo contumaz do Ocidente e, muito especialmente, dos EUA, embora trate de dissimulá-lo". E, em seguida, com certa indignação, criticou a cumplicidade do Brasil com o Irã no tema das sanções pelo desenvolvimento de armas nucleares, o apoio permanente a Hugo Chávez e a irresponsabilidade com que manejou a crise de Honduras ao conceder asilo a Manuel Zelaya na embaixada em Tegucigalpa, violando as regras da diplomacia internacional.

Na realidade, o comportamento de Lula não é surpreendente. Em 1990, quando o Muro de Berlim foi derrubado, o líder do Partido dos Trabalhadores apressou-se em criar o Fórum de São Paulo com Fidel Castro para coordenar a colaboração entre as forças violentas e antidemocráticas da América Latina. Ali estavam as guerrilhas das Farc e do ELN na Colômbia, partidos comunistas de outros tantos países, a FSLN da Nicarágua e o FMLN de El Salvador. Enquanto o mundo livre celebrava o desaparecimento da União Soviética e das ditaduras comunistas no Leste Europeu, Lula e Fidel recolhiam os escombros do marxismo violento para tratar de manter vigente o discurso político que conduziu a esse pesadelo, e estabeleciam uma cooperação internacional que substituísse a desvanecida liderança soviética na região.

No Brasil, sujeito a uma realidade política que não pôde modificar, Lula comporta-se como um democrata moderno e não se afastou substancialmente das diretrizes econômicas traçadas por Fernando Henrique Cardoso, mas no terreno internacional, onde afloram suas verdadeiras inclinações, sua conduta é a de um revolucionário terceiro-mundista dos anos 60.

De onde vem essa militância radical? A hipótese de um presidente latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para sua ignorância: "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus." Sua frase final, dita com tristeza, foi lapidar: "Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil". Muito lamentável.


http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/3/12/a-decepcao-internacional-com-lula

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

No massacre dos trabalhadores e aposentados da Varig a verdadeira natureza do Governo Lula....Pedro Porfírio.

No massacre dos trabalhadores e aposentados da Varig a verdadeira natureza do governo Lula

No novo capítulo, a AGU admite que acordo era uma trapaça para evitar julgamento no STF



"O tempo é justiceiro e volta a pôr tudo no seu devido lugar".
Voltaire, pensador francês (1694-1778)
O crime continuado cometido pelo governo Lula contra os trabalhadores da Varig e seus aposentados e pensionistas acaba de exibir um dos seus capítulos mais perversos, reforçando tudo o que tenho dito sobre a grande fraude política implantada em nosso país por um governo que é capaz das maiores indignidades contra o povo.
É algo tão monstruoso, tão repugnante, que me obriga a pedir o julgamento sereno de todos, inclusive dos que acreditam que o governo de petistas & cooptados representou um avanço no campo das conquistas sociais.


Mostra a dupla face de um processo deliberado de massacre de uma categoria numa operação coordenada que se dá com a conivência ostensiva do sindicato, cujos cabeças foram previamente imobilizados com a concessão indevida e imoral de um benefício inscrito na Constituição de 1988 como uma reparação destinada exclusivamente aos que comprovadamente tiveram suas vidas profissionais afetadas e destruídas na ausência do regime de direito.
Refiro-me neste instante à resposta cínica da Advocacia Geral da União à consulta de Cristiane Gonçalves sobre a abertura de negociações, forçada às véspera do julgamento no STF de um processo que se arrasta há exatos 18 anos, cuja decisão seria fatalmente desfavorável ao governo, como aconteceu em 1957, em pleito semelhante reclamado pela Transbrasil.
O leilão como ponto de partida
Para você que não conhece os detalhes, vou tentar recapitular de forma sumária: desde 20 de julho de 2006, quando a Varig foi entregue de mão beijada a um fundo de investimentos norte-americano, representado pelo chinês La Chan, num leilão de 30 segundos pela existência de um único participante, seus trabalhadores foram para o olho da rua sem direito sequer aos salários atrasados. (Clique aqui e leia texto de Paulo Resende, comissário aposentado da Varig).A Varig foi a primeira empresa a ser levada ao garrote vil com a aplicação da Lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, votada pelo rolo compressor parlamentar capitaneado pelo PT, que excluiu os trabalhadores como credores prioritários, tal como constava no Decreto-Lei nº 7.661/45, revogado pelo artigo 200 dessa nova Lei.

Numa Vara empresarial, a questão dos trabalhadores passou a ser totalmente subordinada à nova legislação, cujo escopo era permitir o sacrifício dos direitos trabalhistas ante a eventual possibilidade de "recuperação da empresa".
O leilão foi ordenado pelo juiz Luiz Roberto Ayub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que trabalharia sob a égide de uma Lei ainda sem precedentes. Mas teve a concordância formal do Sindicato dos Aeronautas, cuja presidente, Graziela Baggio, gozava de uma "segunda anistia", obtida em 2004, que lhe garantia uma pensão vitalícia de R$ 7.300, reajustável anualmente e com direito aos "atrasados" de R$ 648 mil, por ter sido demitida numa greve na Vasp em 1988, tendo deliberadamente recusado a reintegração na empresa, que foi garantida em 1989 a todos os 27 punidos durante o movimento (Falarei com detalhes sobre essa impostura em outra matéria).
A dívida do governo no STF
A partir do leilão, com decisões judiciais que excluíam a Justiça Trabalhista do caso, as esperanças dos trabalhadores e aposentados se voltavam para a dívida do governo com a Varig, provocada pela defasagem tarifária do Plano Cruzado, que poderia chegar a mais de R$ 6,5 bilhões.
A Varig é devedora de quase R$ 4 bilhões ao Aerus, fundo de pensão dos seus trabalhadores, que está sob intervenção e virtualmente falido. As tratativas feitas a parir da insolvência previam que, com o a decisão sobre a dívida proferida pelo STF, o fundo teria recursos para honrar seus compromissos com 11 mil beneficiários.
No dia 24 de março de 2009, às véspera do último julgamento - Varig ganhara nas instâncias inferiores - o então advogado geral da União, José Antonio Dias Toffoli, pediu sua suspensão, prometendo uma proposta de acordo num prazo de 60 dias, no que contou mais uma vez com o servil beneplácito do que resta dos sindicatos da categoria.
Pesava ainda contra o governo decisão do Superior Tribunal de Justiça, de 2006, que considerou a União responsável pela complementação do pagamento dos benefícios dos aposentados da Varig.
Passaram-se 60, 120, 240 dias e nada. A manobra torpe e desumana criou mais uma vez uma angustiante esperança entreos trabalhadores que ainda estão a ver navios e os massacrados do Aerus, que vivem uma situação de penúria desesperadora: desde a intervenção, em abril de 2006, morreram 341 beneficiários, aumentando em 41% o número de óbitos por ano. Aconteceram alguns suicídios, outros morreram de depressão profunda, muitos faleceram por falta de assistência médica adequada.
A cara cínica da torpeza
E o acordo? José Antonio Dias Toffoli catapultado ao Supremo aos 41 anos, trocou de cadeira para uma em que permanecerá até os 70, enquanto a possibilidade de uma solução que garantiria direitos elementares de trabalhadores e aposentados virou um grande e perverso engodo.
Isto ficou claro na informação prestada pela mesma Advocacia Geral da União que tomou a iniciativa de acenar com tal acordo. Numa reviravolta que não me surpreende, conhecendo as peças que estão à frente do governo, o "ouvidor" da AGU informou do sepultamento da solução prometida:

"Todavia, conforme restou demonstrado no Relatório Final do Grupo - entregue aos patronos dos sindicatos - e, sem embargo dos esforços empreendidos pelo Grupo de Trabalho, foi identificado óbice intransponível à realização do acordo, qual seja a impossibilidade de realizar qualquer transferência de recursos para o Instituto AERUS, tendo em vista a norma inserida no artigo 100, da Constituição Federal, relativa ao sistema de precatórios judiciais. No mesmo sentido, inclusive, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que ao interpretar o referido dispositivo constitucional, afasta qualquer possibilidade de eventual acordo judicial se sobrepor à ordem de apresentação dos créditos, decorrentes das sentenças transitadas em julgado. Assim é que, por estrita obediência às diretrizes legais e constitucionais, o Grupo de Trabalho deixou de apresentar proposta de acordo."

Diante dessa alegação, no mínimo poderíamos inferir que o ministro José Antonio Dias Toffoli e os "patronos dos sindicatos", a terem frequentado uma faculdade de Direito, sabiam de antemão desse patético desfecho, isto é, que a oferta do acordo era uma farsa destinada tão somente a tirar a matéria da pauta do STF. A própria Constituição é apontada como entrave à solução prometida "sob juramento" e com o aval dos sindicatos, como compensação pelo adiamento da decisão judicial.
Este é um fato concreto e demonstra claramente a má fé crônica dos canastrões que chegaram ao poder em nome da classe trabalhadora, mas que a traem sistematicamente, embora esperem ter o apoio das próximas urnas para nele perpetuarem-se.

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