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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Banco Panamericano: Lula não sabia de nada.......Coluna Claudio Humberto dia 10 de novembro de 2010. Bronca Geral


Banco Panamericano: Lula não sabia de nada...



Lula diz que não conversou com Sylvio Santos. Lula não devia saber de nada como sempre, mas Sylvio Santos e seu grupo estão sendo ajudados com a pequena quantia de 2, 5 bilhões de reais para não deixar o Banco Panamericano ir para o brejo. Muy pequena quantia não acham? Afinal de contas para banqueiros ( Proer na gestão FHC ) e grandes empresários tudo e mais alguma coisa. Afinal de contas eles merecem não acham? Foi assim com FHC e não poderia ser diferente com Lula e sua turminha do PT. Para esta gente ( pobre coitados não acham? ) tudo e mais um pouco, agora para dar um aumento no salário mínimo a turminha do PT diz que é preciso discutir no Congresso. Nunca há dinheiro suficiente para o Povo trabalhador, mas para socorrer grandes empresários (Silvio Santos vem aí... e vc otário vai pagar ) há esta montanha de dinheiro.


José Paulo de Resende


Niterói - RJ






Banco Panamericano: Lula não sabia de nada... II


Mas vamos esclarecer e colocar os pingos nos Is. Lula realmente deveria saber o que estava acontecendo, mas ficou caladinho com mais uma falcatrua financeira que ia estourar há 5 semanas atrás para eleger sua pupila que a partir de Janeiro vai cuidar muito bem do Sylvio Santos e de outros empresários brasileiros e também dos banqueiros que há mais de 8 anos o PT prestigia e ajuda.


José Paulo de Resende


Niterói - RJ


10/11/2010
19:35

sábado, 14 de agosto de 2010

O APARTHEID BRASILEIRO DE LULA.




Realmente LULA, o todo poderoso, o senhor que diz em alto e bom som que mudou a história do Brasil consegue junto com sua turminha de Petistas criar O APARTHEID BRASILEIRO.
Dito isto é sabido por todos que os Banqueiros estão cada vez mais ricos e seus bancos estão ganhando dinheiro a rodo e o pessoal do Bolsa Família vai vivendo as custas de subsídios dado a eles e muitos preferem não trabalhar. Afinal de contas ser mantidos com subsídios do Governo Lula é um grande negócio agora.
A boba da Classe Média Brasileira fica entre estes dois grupos e é como sempre foi a que carrega o País nas Costas. De vez em quando Lula e sua turminha dão um doce para esta tão famigerada Classe Média. Tiraram o IPI para produtos brancos e a tal famigerada Classe Média pode mudar de Geladeira, Fogão, Máquina de lavar roupa e etc. Mas quem acabou mesmo lucrando com isto foram os empresários brasileiros que puderam vender mais em época de crise mundial.
Lula diz em alto e bom som que os ricos sempre tiveram vez neste País e que ele veio para governar para os pobres, mas seu discurso é para inglês ver e ouvir, pois não cansa de premiar os ricos com benesses e mais benesses. Os Banqueiros e os Bancos que o digam. Aliás os Banqueiros e os Bancos nunca ganharam tanto dinheiro nos dois Governos do senhor Lula. Quem diria que Lula antes de chegar ao Poder detestava Banqueiros e Bancos. Mudaram os Banqueiros ou mudou LULA ?

Os aposentados brasileiros tão sacaneados por LULA e sua turminha ( inclui-se aí a Dona Dilma ) continuam a comer o pão que o diabo amassou. Amargando os aposentados o pífio aumento dado por Lula recentemente. Tão pífio que mesmo assim foi difícil para ele e sua turminha darem tal aumentozinho.

Se Dona Dilma ( imposta por Lula para ser candidata a Presidente da República ) chegar ao poder aí que o APARTHEID criado pelo guru dela será bem maior.
E devemos ficar atento Povo Brasileiro, pois se este senhora chegar ao Poder teremos um novo mensalão e muitos dolares nas cuecas irão acontecer.
Os aliados de Lula e futuramente de Dona Dilma, se ela ganhar a eleição, virão com mais sede ao pote e vão exigir mais dinheiro para aprovar projetos desta que se diz tão preparada para governar, mas que recentemente colocou a baixada santista situada no Rio de Janeiro.

Ainda é tempo Povo Brasileiro de mudar este triste destino que nos aguarda.
Ou rejeitamos esta senhora, seu guru Lula e seu partido PT ou então que Deus se apiede de todos nós.

Assinado: José Paulo de Resende
Aposentado Brasileiro.
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ex.Tenistas protestam após Lula dizer que Tênis é esporte para burguês. Retirado do BLOG DO TIO DÉ. Notícia do UOL ESPORTE

Ex-tenistas protestam após Lula dizer que tênis é esporte para burguês
Recebido via e-mail ...
Mais uma, que está postada aqui mesmo, ontem ... Dois videos e um deles é exatamente esse.


Do UOL Esporte

Em São Paulo

A divulgação de um vídeo em que o presidente Lula afirma a um garoto que vá praticar natação por tênis ser um esporte de rico ao ser cobrado pela falta de acesso a um complexo esportivo no Rio de Janeiro causou a indignação de ex-tenistas brasileiros.

No vídeo, gravado pelo próprio garoto, que é morador de uma comunidade do Rio de Janeiro, Lula e o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral discutem com o jovem.“Porque você não treina, porra?”, indaga o presidente Lula ao garoto chamado Leandro, que respondeu não ter tênis no complexo esportivo.

“Mas tênis é esporte da burguesia, porra. Porque você não treina natação?”, completou Lula.

Em seu Twitter, o blogueiro do UOL Esporte e ex-tenista Fernando Meligenise revoltou após assistir ao vídeo e rebateu as declarações de Lula por ter falado ao garoto para ir praticar outro esporte e chamar o tênis de “esporte de burguês”.

“Sei que vai repercutir. Mas que baita declaração infeliz do nosso presidente. Tênis é de burguesia? Deprimente declaração. Depois, quando os burgueses vencem torneios eles, políticos, não acham isso e querem sair na foto do lado. Desculpem, mas defendo meu esporte. Alem de declarar, não deixa um menino ir atrás da sua vontade, sonho e diz para ele mudar de esporte. Deprimente exemplo. Deixe o menino sonhar”, escreveu Meligeni.

“Muitos meninos que não são burgueses venceram no tênis. Guga não era rico. Oncins, seu pai era cabeleireiro. Querem mais? Acho que ele deve um pedido de desculpas aos tenistas. Sei que é nosso presidente e lhe devo o maior respeito. Mas ele pisou na bola”, escreveu o blogueiro do UOL Esporte antes de ironizar.

“Uma pergunta simples. Eu quero fazer natação. Onde faço aqui em São Paulo sem pagar? No Rio Tiete? Rio Pinheiro? Ah, no parque Ibirapuera...”, completou.

Meligeni não foi o único a reclamar das declarações. A ex-tenista Vanessa Menga, que trabalha atualmente com seu instituto para ajudar crianças carentes a partir do tênis, também se indignou.

“É para deixar qualquer um de mal humor com essa declaração! Será que ele quer que eu enterre meu instituto e pare com os projetos sociais? Aí quando a gente ganha uma medalha, eles colocam a gente para andar de carro de bombeiro”, criticou Vanessa Menga.

>> Curioso é que na hora de aparecer e receber o Guga lá no Palácio, esse mesmo quase ex - presidente, não chamou o Tenis de esporte de burguês ...




Curioso issso não ? E o que esse mesmo quase ex-presidente vai falar ou comentar a respeito da Fundação Guga, que igualmente ao Instituto da tenista Vanessa Menga, promove ações com crianças carentes através do mesmo Tenis Burguês ???
Já diziam meus Avós e meus Pais, que quando não se tem o que dizer de útil,
CALA A BOCA !

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Questão de Princípio. A Democracia Brasileira tem que se proteger de gente como Lula. Reynaldo Azevedo Veja




QUESTÃO DE PRINCÍPIO - A DEMOCRACIA BRASILEIRA TEM DE SE PROTEGER DE GENTE COMO LULA
Há políticos e governantes que cabem nas instituições, e há os que não cabem. Há os que as consideram instrumentos eficientes para a execução de políticas públicas, e há os que as vêem como empecilhos. Uns fazem a democracia avançar; outros a degradam. É evidente que Lula pertence a essa segunda categoria.
“Então as tais instituições não mudam nunca? Resta aos políticos se conformar com o molde legal e pronto?” Não! As democracias oferecem o caminho da mudança, de modo que mudar, segundo as regras, corresponde a conservar, entenderam? Um “conservador democrata” está menos preocupado com o “conteúdo” dessa ou daquela proposta — embora ele não seja irrelevante — do que com o procedimento.
Lideranças como Lula, infelizmente, não fazem uma coisa, mas fazem outra — vale dizer: não propõem mudanças no molde legal, segundo a prescrição constitucional, e preferem simplesmente desrespeitar as leis com as quais não concordam e enxovalhar as instituições que lhes pareçam inadequadas. Em vez, pois, de propor as mudanças que consideram necessárias, preferem depredar a ordem. A razão é simples: mudar, conservando as regras, dá trabalho; atuar para degradar as instituições é tarefa bem mais simples — especialmente quando se é um político popular. É por isso que o populismo engana os trouxas.

Lula já foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral seis vezes! É um acinte. E ele não fez um silêncio, assim, algo vexado ou obsequioso. Nada disso! Fez chacota das punições, ameaçou passar o chapéu entre os seus bate-paus, fez pouco do tribunal. Somadas, as multas chegam a R$ 43 mil -menos de 0,03% dos R$ 157 milhões que o PT disse que pretende gastar na eleição. Esse número, obviamente, está subestimado. Imaginem quanto já não se torrou até aqui… Se bem que os gastos petistas, convenham, foram bancados por todos nós.
Lula pode ser multado mais 100 vezes, sem qualquer desdobramento. A rigor, se não quiser, não precisa nem pagar. E nada vai acontecer. Políticos com esse perfil estão sempre em busca de fissuras no arcabouço legal — não para corrigir as distorções, mas para usá-las a seu favor. O presidente perguntou a si mesmo e perguntou às instituições: “O que acontece se eu mandar a Lei Eleitoral à merda e fizer campanha aberta em favor da minha candidata?”. E alguém lhe respondeu: “O senhor será multado”. Lula riu e subiu no palanque.
É evidente que, dado esse padrão, ou bem as instituições são protegidas desse tipo de ação nefasta, com a punição exemplar do transgressor, ou bem a democracia desce a ladeira. Em suma: a lei que aí está é ineficaz para coibir os abusos. E, na democracia, se as leis não coíbem abusos, quem, então o fará? Uma reforma política que não se ocupe de pôr freios nos mandatários e de limitar o uso da máquina será mera conversa mole.
Não é só a Lei Eleitoral, não! Lula ataca de modo sistemático todos os organismos encarregados de cobrar transparência do Executivo. Está aí o TCU, seu alvo permanente, que não me deixa mentir. Até o Ministério Público, freqüentemente aliado dos petistas, entrou na sua mira em certos momentos porque, aqui e ali, contrariou seus anseios. Gente como Lula atua como se tivesse de se proteger das instituições. De fato, são as instituições que têm de se proteger de gente como Lula.
Ora, convenham: do exclusivo ponto de vista de Lula, o resultado de suas ações deletérias é extremamente positivo. O seu poste eleitoral se tornou competitivo. Ainda que ele viesse a pagar a multa com o seu próprio dinheiro (risos), o benefício compensaria largamente o desembolso.
A lei que aí está é insuficiente para proteger a legitimidade das eleições. Ela existe para os que consideram a democracia inegociável, não para os que negociam a democracia. As instituições brasileiras precisam se proteger do Lula que há e de eventuais Lulas a haver.


Por Reinaldo Azevedo - VEJA

terça-feira, 22 de junho de 2010

IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO NEOLIBERALISMO. O PAPEL DE FHC E LULA. Texto de Ronald Santos Barata




IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO NEOLIBERALISMO
O PAPEL DE FHC E LULA
As recorrentes crises do capitalismo impõem mudanças periódicas para sobrevivência do sistema. O Estado liberal foi substituído pelo Estado do Bem Estar Social (Welfare State), em diversas formas e trajetórias. Na crise de 1970, foi substituído pelo monetarismo de Milton Friedman e pelo Estado neoliberal que impõe rígido controle da inflação, equilíbrio fiscal e estabilização total do câmbio. Nova crise, e juntam-se a essas três premissas, as receitas do Consenso de Washington. Acrescentam-se então a exigência de privatização de ativos públicos, desregulamentação da economia, liberalização comercial, garantia da propriedade intelectual, superávit primário, metas de inflação e, com muita ênfase, o livre fluxo de capitais e autonomia de bancos centrais.
Para implementação dessas premissas, a desregulamentação das legislações de proteção aos trabalhadores e redução de todas as conquistas sociais, inclusive a previdenciária, tornam-se necessárias.
No Brasil, esse arcabouço de medidas começa a ser implantado a partir de 1990, no governo Collor de Melo, mas os governos que sucederam, aprofundaram e consolidaram. Com doses diferentes e algumas nuanças, a política econômica é exatamente a mesma nos últimos 15 anos.
Senão, vejamos como os dois últimos governos trataram as prescrições do Consenso de Washington acima citadas:
a) Enfraquecimento dos direitos trabalhistas – Necessariamente não precisa modificar a legislação; basta tolerar a terceirização, a informalidade, as PJ, o contrato por tempo certo, avulsos etc. Essas ilegalidades alcançaram níveis absurdos. O estudo “Trabalho Decente e Juventude no Brasil”, realizado pela OIT, informa que a informalidade entre os jovens de 15 a 24 anos, alcança 67,5%. Houve indulgência no governo FHC como há no de Lula. Ilegalidades que podem até ser tipificadas como Crime Contra a Organização do Trabalho (art. 198 C.Penal). Pior: o tucano denunciou (suspendeu a vigência) a Convenção 158 da OIT, que impede demissões imotivadas. Criou o famigerado Fator Previdenciário. O operário não recolocou em vigência a Convenção 158 nem implantou a Convenção 151, fez a Reforma da Previdência de 2003, vetou o fim do Fator Previdenciário. Além disso, cometeu o maior crime que se possa impor contra os trabalhadores e a sociedade: manietou o movimento sindical, através da cooptação, da corrupção e do fisiologismo. As “lideranças” sindicais (a maioria dos sindicatos e todas as Centrais), absorveram o “transformismo” denunciado por Antonio Gramsci. Formou-se uma super-burocracia sindical que se afastou das bases e freqüenta a cúpula do aparato do Estado, muitas vezes em gabinetes comprometidos com denúncias de corrupção. Não mais mobilizam as massas, levando as reivindicações trabalhistas para os conchavos políticos. Da mesma forma, sufocou os movimentos sociais.
b) Liberdade absoluta para fluxo de capitais – igual nos dois governos, mas Lula exacerbou, pois concedeu isenção de impostos para os aplicadores estrangeiros. Só agora, ao apagar das luzes, voltou a cobrar. Podem entrar, faturar e sair à vontade. A remessa de lucros e dividendos, que Getulio limitou e Jango denunciou, e por isso caíram, é sem limites. Em 2009, foram remetidos ao exterior R$ 33,9 bilhões a título de remessa de lucros.
c) Autonomia do Banco Central/metas de inflação – tudo igual nos dois governos, mas Lula foi mais prático. FHC nomeou para a presidência do BACEN os srs. Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco e Armínio Fraga, que tornaram-se banqueiros após a saída do BACEN. Lula nomeou diretamente um banqueiro de banco norte-americano, Henrique Meireles.
d) Privatizações – FHC escancarou; vendeu na bacia das almas, ativos públicos. Lula faz de forma sibilina: derrama, através dos bancos públicos, dezenas de bilhões de dólares nos cofres de empresas privadas para adquirirem outras empresas, formando cartéis, mega corporações, principalmente (mas não só), algumas empreiteiras, o que demonstrarei em outro artigo.
e) juros elevados/cambio flexível – Não há diferença entre os dois. Os erráticos capitais especulativos (mercado) fixam o preço do câmbio e dos juros, os mais importantes para a Economia. Impõem suas vontades, garantidos pelo BACEN.
O modelo neoliberal foi implantado a ferro e fogo por Margareth Tatcher e Ronald Reagan. Na América Latina, a primeira experiência foi no Chile, após o golpe que matou Salvador Allende. Seguiram-se os demais países, à exceção de Cuba. Hoje, Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua e Argentina, estão saindo das garras desse modelo.
Para manter a farra dos capitalistas, praticam-se elevadíssimos impostos. E a maior carga é em impostos indiretos que sacrificam mais as camadas mais pobres. Segundo a CEPAL-Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, as famílias com renda de até dois salários mínimos pagam o dobro de impostos das que ganham mais de trinta salários. A tabela de imposto de renda apresenta apenas quatro faixas; quem percebe R$ 4.000,00 mensais é enquadrado na mesma faixa (27,5%) dos que ganham dez ou cem vezes mais.
Também são idênticos no que deixaram de realizar: Reforma Agrária, Reforma Tributária, Reforma Política. Não permitiram a abertura dos arquivos da ditadura nem a apuração dos crimes cometidos pelos torturadores; não acabaram a ditadura dos oligopólios midiáticos. Em corrupção, também são muito parecidos.
FHC, patrocinou a formação de grandes conglomerados financeiros e acabou com o limite de 30% de capitais estrangeiros em bancos nacionais.. Lula patrocina, com recursos dos bancos públicos, fusões e incorporações entre empresas brasileiras e estrangeiras. Propiciou o Surgimento de grandes conglomerados: Sadia/Perdigão, Aracruz Celulose/Votorantin Celulose (Fibria), Norsk Hydro/Statoil (Statoi Hydro), Monsanto/Xanxerê, Telemar/Brasil Telecom, (OI), com R$ 7 bilhões do BNDES. As empreiteiras criaram inúmeras subsidiárias e hoje atuam em vários setores como mineração, petroquímica, telefonia, produção de etanol, açúcar, energia elétrica etc. Os supermercados maiores engoliram os menores. É a oligopolização da economia.
Conforme a consultoria Deloitte, a entrada de capitais estrangeiros, acentuada em 2009, cresceu 98% no primeiro trimestre de 2010. Em todo o ano de 2009 houve 58 investimentos estrangeiros e no primeiro trimestre/2010 chegou a 65. Destina-se à compra de empresas nacionais, ou de terras, ou simplesmente especulação.
O sociólogo mandou que esquecessem tudo o que ele escrevera. O operário, hoje detentor de uma grande fortuna, deixou de lado tudo o que pregava quando era candidato: estatização do sistema financeiro, apuração das privatizações (principalmente das Teles), defesa do meio ambiente, impedir o desenvolvimento de transgênicos, acabar com o desmatamento na Amazônia, gestão quadripartite na Previdência Social, auditar a dívida externa, império da ética etc. etc.
Afinal, quem é o mais neoliberal, o intelectual corrompido ou o operário que fez curso na Johns Hopkins University, Baltimore–Mariland-EUA, em 1973?
Em junho de 2010
RONALD SANTOS BARATA
Movimento de Resistência Leonel Brizola

quarta-feira, 26 de maio de 2010

BÔNUS NÃO, LULA: JUSTIÇA! Blog de Mirna Cavalcanti de Albuquerque

34
acessos"Bônus" não, Lula: justiça!
Publicado em 26/05/2010wiki repórter
mirna_cavalcanti_de_albuquerque
Rio de Janeiro-RJ



Uma criatura de bem, senhor presidente Luis Inácio Lula da Silva, sempre cumpre com sua palavra. - Foto: Mirna Cavalcanti de AlbuquerqueSer subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente. (Arnaldo Jabor)

Escrevi, anteriormente, diversos artigos sobre o projeto Ficha Limpa. Ressaltei que não havíamos vencido a "guerra, apenas duas batalhas". Parecia que tudo ia bem pelo andar da carruagem até que (sic)... "Apareceu um senador..." e este, o das "Emendas", ao contrário daquele do programa humorístico, cujo nome até agora não foi revelado, chama-se Francisco Dornelles Vargas. Huuummmmm... E o dito senador, premeditada e inteligentemente, apresentou suas "Emendas" ao projeto em tela (a emenda sempre fica pior que o soneto, não é o que diz o ditado?). Assim, intitulei-as de "Remendos de Francisco Dornelles". Espero que esta expressão fique registrada na História de nosso País.

Ao contrário do que o referido senador afirmara com doce "olhar de candura" ao ser indagado por repórteres, seus remendos verbo-temporais, modificam o espírito daquele projeto de lei, cujo objetivo era e é o de impedir que políticos - que são criaturas indignas, não importa se tenham ou não dinheiro, (dignidade não está à venda, por isso não tem preço) - fossem alijados de concorrerem a cargos político-eletivos. O senhor Dornelles propositalmente desfigurou o espírito da lei, a intentio legis (intenção da lei), a mens legis de forma que "salvou" da fogueira figurões e figurinhas da politicanalhada tupiniquim.

Como ficou, o PL Ficha Limpa não corresponde ao que o povo esperava, quer e exige. Que fique bem claro: Francisco Dornelles, com desculpas de (sic) mudanças verbais adequadas, salvou Maluf et caterva... E muitos outros. Mais uma vez, fomos ludibriados. "Malufs", há muitos. A maioria o é - diga-se - ou não teriam aceitado as desnecessárias emendas. Realmente, o que mais impressiona foi justamente o Senado ter anuído com tais emendas expletivas. Tudo leva a crer em jogos politiqueiros de interesses subalternos já previamente preparados nos bastidores. Pensem a respeito.

Abro um parêntese: escrevi sobre o assunto no Twitter e o Indio da Costa respondeu que (sic) NÃO ERA VERDADE, O QUE EQUIVALE A DIZER: era mentira E QUE A LEI PASSARIA A TER VIGENCIA AINDA ESTE ANO. Sinceramente: o que vai valer para este ano, se todos os sujos políticos continuarão? Se quiserem ler a respeito, acessem o endereço abaixo e leiam o que o mencionado deputado me respondeu e meus subsequentes questionamentos e afirmações (**).

Acresça-se que, até o momento em que estou a redigir esta, passados mais de dois dias, sua resposta não pode ser considerada como tal, vez que não usou argumento algum. Apenas escreveu (sic) haver feito consultas a juristas... Precisava? Ele não estava à frente do mesmo e não desconhecia não ser necessária modificação qualquer que fosse? Não viu ser apenas manobra protelatória de Dornelles?Além do mais, o referido PL estava bem redigido e o Dornelles não é dado a firulas gramaticais. Acima e além: o que realmente conta é a soberana vontade do povo, pois os políticos nada mais são do que representantes desse povo e exercem em nome do povo o Poder, senhor Presidente Luís inácio Lula da Silva.

Quanto aos leitores: não necessariamente só aos aposentados e pensionistas, mas a todos os que vertem contribuições para o INSS e serão os aposentados de amanhã. Se quiserem "seguir-me", faremos juntos uma corrente de "força" para pressionar, pressionar e mais pressionar. Assevero o óbvio: o interesse da maioria desses políticos está focalizado nos votos. O "bem do povo" é secundário - se é que, para eles, existe.

VOTOS, sim! Por isso, o PT, segundo a mídia, já dispendeu até agora soma vultosa para a campanha de sua candidata. PRECISAM TODOS DE VOTOS. SEM ELES, DEIXAM DE SER "POLÍTICOS". Quanto a Lula e o percentual de REAJUSTAMENTO (não "aumento" para os aposentados e pensionistas ), tudo piorou após o estratagema de Dornelles. E, uma vez mais, depois de voltar Lula de sua viagem diplomática frustrada e vergonhosa (**), ao pisar o solo de Pindorama, o Reizinho já mudou o discurso após ouvir os "doutos" Mantega e seu outro conselheiro que, de tão insignificante nem mesmo lhe lembro o nome. Pois bem, aconselhado por tão brilhantes figuras, como em todas as cortes, o Reizinho local deu-lhes ouvidos e parece que pensa agora em reajustar em porcentagem menor do que a prometida.

Não me agrada adjetivar. Mas a indignação que sinto conduz-me a escrever alguns adjetivos sobre fatos - e são esses que interessam e são esses que nos fazem buscar a Justiça à luz das leis - não as leis "casuísticas" e injustas, mas à Luz do próprio espírito que anima e dá vida à Constituição. Não entrarei em detalhes neste artigo, pois há tratados sobre o mesmo - o que não procederia aqui escrever. Aos interessados em aprofundarem-se no assunto, indico os livros que poderão auxiliá-los. (***)

Outrossim, estamos todos fartos de saber a forma como age Lula. Ele fala para a "plateia", mas pouco ou nada cumpre do que diz. Mesmo sendo apenas um alfabetizado funcional sabe, como poucos, dizer o que o povo quer e gosta de ouvir. Interessante, guardadas as proporções, é notar-se que Lula se inflama como Hitler o fazia em seus discursos. E mais e mais se exalta, conforme vê o efeito positivo de seu discurso sobre os ouvintes. É sem dúvida inteligente, mas não tanto que possa nos enganar todo o tempo. Sua expressão corporal - como a da maioria das pessoas ao faltarem com a verdade, fala de per si. Assim age o presidente do povo - trabalhador que pouco ou nada trabalhou...

Por outro lado, os que puderam observar as expressões faciais e corporais de Lula e seu Chanceler Celso Amorim, ao referirem-se a uma suposta carta de OBAMA para que ele, Lula, atuasse como mediador no Irã era inconfundível e tudo diziam. As ações de Lula, já que é uma metamorfose ambulante, consoante ele mesmo, muitas vezes o tem colocado mal. A ânsia de poder é tanta e tão desmesurada que tem feito de tudo para estar nas páginas internacionais como "O" único que pode tudo resolver. Essa sua atitude espontânea é de arrogância intolerável.

Leiam o que puderem sobre o Foro de São Paulo. O ANGU ESTÁ SENDO COZINHADO HÁ MUITOS ANOS. A mentira, quando se torna parte do agir de uma pessoa, seja quem for, convive com ela por toda a vida. Por outro lado, parece que infelizmente, Lula está sofrendo de "lapsos de memória" cada vez maiores. É lamentável, pois como o passar do tempo, tais lapsos tendem a aumentar. E aí nosso "líder" dos trabalhadores que nunca - ou pouco trabalhou, QUE INEGAVELMENTE É UM FENÔMENO, deixará o cenário político para finalmente gozar tudo o que de bom a vida oferece para os que têm dinheiro.

Quanto aos leitores, se quiserem "seguir-me", faremos juntos uma corrente de "força" PARA PRESSIONAR, PRESSIONAR E MAIS PRESSIONAR. O que interessa à maioria desses políticos são os votos. Só isso. Sem votos, deixam até de ser políticos.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque.

(*) Tendo em vista o engodo que foi o PL "Ficha Limpa" com a atuação deletéria de Dornelles - aceita pelos demais, anteriormente escrevi: "Aposentados e Amigos da Varig: jamais desistam!", para nossos aposentados e o pessoal da VARIG não esmorecerem nem na luta nem nas decisões a serem tomadas. Existe, sim, um culpado: o governo, por não ter fiscalizado o Instituto AERUS, através do órgão então fiscalizador e regulamentador do MPAS: a Secretaria de previdência Complementar.

Os leitores não podem ter ideia do quanto têm padecido os ex-empregados da VARIG.
Perderam seu trabalho e sua complementação de aposentadoria, para a qual contribuíram em percentual relativo aos seus ganhos: foi tudo para o ralo. E Lula não teve a sensibilidade de ajudá-los, mas teve para com o Haiti, com Cuba, só para citar dois. Isso é desrespeitar nossas leis e nosso povo.

(*) http://pt.netlog.com/out/url=http%3A%2F%2Ftwitter.com%2Fmirnacavalcanti

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Critica minha a mensagem pelo dia do Trabalho feita pelo presidente Lula em cadeia nacional de televisão. Bronca Geral da Coluna Claudio Humberto




30/04/2010 | 10:44
Mensagem pelo Dia do Trabalho
Não dá para acreditar no senhor presidente Lula. Ontém em cadeia nacional de televisão falou loas e loas do seu governo. Disse que o Brasil cresceu muito e que a população está vivendo cada vez melhor. Só esqueceu de dizer a todos os brasileiros que os aposentados nestes quase 7 anos e poucos do seu governo estão cada vez mais sendo esmagados pelo rolo compressor que existe na Câmara dos Deputados. Massacre este comandando pelo senhor Vagareza (vá ser devagar assim nos quintos dos infernos ) que pertence aos quadros do PT ( Partido dos Trambiqueiros ). Lula disse que espera que o modelo implantado por ele nestes quase 8 anos continue. Se o mesmo continuar assim como está hoje os Aposentados Brasileiros irão sofrer muito mais. Todo o cuidado é pouco Aposentado Brasileiro. Não confie em quem nos traiu. Mas em Outubro de 2010 estes aposentados e todos os seus familiares têm o dever de expurgar de vez este PT e seus aliados (partidos que votam a favor das ordens do rei Lula) da política brasileira. Chega de sermos esmagados e sacaneados.

José Paulo de Resende
Niterói - RJ

quarta-feira, 24 de março de 2010

OSCAR ARIAS X LULA.......Um Estadista ( Oscar Arias ) o outro ( Lula ), bem o outro é somente o outro e nada mais











LULA: Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome. Vocês sabem que sou contra greve de fome porque já fiz greve de fome.
ARIAS: Uma greve de fome de 85 dias não foi suficiente para convencer o governo cubano de que era necessário preservar a vida de uma pessoa, acima de qualquer diferença ideológica. Não foi suficiente para induzir à compaixão um regime que se vangloria da solidariedade que, na prática, só aplica a seus simpatizantes. Nada podemos fazer agora para salvar Orlando Zapata, mas podemos erguer a voz em nome de Guillermo Fariñas Hernández, que há 17 dias está em greve de fome em Santa Clara, reivindicando a
libertação de outros presos políticos, especialmente aqueles em precário estado de saúde?.

LULA: Eu acho que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade?.
ARIAS: Seria perigoso se um Estado de Direito se visse obrigado a libertar todos os presos que decidirem deixar de alimentar-se. Mas esses presos cubanos não são como os outros, nem há em Cuba um Estado de Direiro. São presos políticos ou de consciência, que não cometeram nenhum delito além de opor-se a um regime?.

LULA: Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos.
ARIAS: Não existem presos políticos nas democracias. Em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente. Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma democracia especial. Cada preso político nega essa afirmação. Cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo. Todos foram julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa.

LULA: Cada país tem o direito de decidir o que é melhor para ele.
ARIAS: Sempre lutei para que Cuba faça a transição para a democracia. O governo de Raúl Castro tem outra oportunidade para mostrar que pode aprender a respeitar os direitos humanos, sobretudo os direitos dos opositores. Se o governo cubano libertasse os presos políticos, teria mais autoridade para reclamar respeito a seu sistema político e à sua forma de fazer as coisas.

LULA: Não vou dar palpites nos assuntos de outros países, principalmente um país amigo.
ARIAS: Estou consciente de que, ao fazer estas afirmações, eu me exponho a todo tipo de acusação. O regime cubano me acusará de imiscuir-me em assuntos internos, de violar sua soberania e, quase com certeza, de ser um lacaio do império. Sem dúvida, sou um lacaio do império: do império da razão, da compaixão e da liberdade. Não me calo quando os direitos humanos são desrespeitados. Não posso calar-me se a simples existência de um regime como o de Cuba é uma afronta à democracia. Não me calo quando seres humanos
estão com a vida em jogo só por terem contestado uma causa ideológica que prescreveu há anos. Vivi o suficiente para saber que não há nada pior que ter medo de dizer a verdade.

Oscar Arias é um chefe de Estado. Lula é chefe de uma seita com cara de bando.
Arias é um pensador, conhece a História e tenta moldar um futuro mais luminoso.
Lula nunca leu um livro, não sabe o que aconteceu e só pensa na próxima eleição.
Arias é justo e generoso.
Lula é mesquinho e oportunista.
Arias se guia por princípios e valores.
Lula menospreza irrelevâncias como direitos humanos, liberdade ou democracia.
O artigo do presidente da Costa Rica, um homem digno, honra o Nobel da Paz que recebeu.
A discurseira do presidente brasileiro, um falastrão sem compromisso com valores morais, tornou-o tão candidato ao prêmio quanto
Fidel, Chávez ou Ahmadinejad. A colisão frontal entre o que Lula disse e o que Arias escreveu escancarou a distância abissal que separa um político sem grandeza de um estadista.

sábado, 13 de março de 2010

A Decepcionante Visita de Lula...Mario Vargas Llosa




A decepcionante visita de Lula
Mario Vargas Llosa

Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa. Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.

Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.

Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição - depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere - depois de 85 dias de greve de fome.

Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.

DESCARAMENTO

Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.

O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.

Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.

Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato - dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.

Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.

O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.

O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao "estadista" brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário "democrático" latino-americano.

Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora - quando não têm mais remédio - praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de "progressistas" que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.

Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: "Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina - entre eles o algoz cubano - reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos." O único que se atreveu a protestar - um justo entre os fariseus - foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.

De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.

Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.

O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina.