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quarta-feira, 14 de março de 2012

Aerus deve ter uma solução até abril, diz diretor da Previc. Copiado e retirado do site www.ocaoquefuma.com do amigo e Comissário de bordo aposentado Varig Jim Pereira

quarta-feira, 14 de março de 2012

Aerus deve ter uma solução até abril, diz diretor da Previc


A solução para os aposentados e pensionistas do Aerus é esperada até abril deste ano. Segundo o diretor de Fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Manoel Lucena dos Santos, o órgão aguarda encaminhamentos jurídicos para dar uma solução ao caso.
A declaração foi dada durante audiência pública, nesta terça-feira (13/3), no Senado, na Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social. O objetivo da audiência foi debater a situação do Aerus e homenagear o advogado previdenciário Dr. Luis Antônio Castagna Maia.
De acordo com Lucena, há um compromisso assumido pelo governo de se chegar a uma solução definitiva, através de um acordo, antes de esgotarem-se os recursos de rateio do fundo. A previsão é de que esses recursos esgotem-se em maio, mas a Previc antecipou a necessidade de essa questão estar decidida até o início de abril.
A declaração de Lucena foi recebida de forma muito positiva pelo presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT), Celso Klafke, e dirigentes dos sindicatos de aeroviários e do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), presentes na audiência.
Conforme Graziella Baggio, diretora do SNA e da Fentac/CUT, “a sua manifestação (de Lucena) me faz estar extremamente otimista e feliz. Eu acho que terminamos a nossa homenagem felizes. Estamos muito próximos de uma solução para o Aerus e também para os quase 10 mil trabalhadores da ativa que possuem créditos junto à Varig”.
A presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, criticou a Secretaria de Previdência Complementar, que na década de 90 não fiscalizou como deveria o Aerus, levando à intervenção do Instituto em abril de 2006. “A Secretaria não fiscalizou como deveria. Se tivesse feito, não teria deixado a situação chegar a este ponto. O governo tem sim responsabilidade, junto com os empregadores, e agora tem que refletir e se apressar em fazer um acordo, pois estamos diante de um problema social grave”.
O senador Paulo Paim (PT-RS), que há anos apoia a causa dos aposentados e pensionistas do Aerus e Aeros, demonstrou otimismo e afirmou acreditar em uma solução. “A situação se arrasta e houve até quem fizesse greve de fome. É um massacre que se faz sobre essa gente que tantos serviços prestou a este país. Os aposentados não têm dinheiro para pagar um plano de saúde e comprar remédios. Muitos já perderam todos os seus bens”, ressaltou.


A sala da audiência estava lotada de aposentados, pensionistas, amigos e familiares do Dr. Maia, falecido em janeiro deste ano. A audiência pública foi proposta pelo senador Paim, presidente da Subcomissão.

Homenagem ao Dr. Maia

A primeira parte da audiência foi marcada por comoção, durante a homenagem póstuma ao advogado Luís Antônio Castagna Maia, que defendeu os aposentados e pensionistas do Aerus durante anos e faleceu em janeiro, vítima de um câncer, sem ver um desfecho para a causa.
“Tenham certeza de que ele é um orgulho para o Brasil, não só para a família. Vale a pena lutar por pessoas como ele”, disse o senador Paim, após a exibição de um vídeo sobre a vida do advogado, produzido pela Fentac/CUT.
Familiares, colegas de trabalho, sindicalistas, aposentados e pensionistas deram depoimentos emocionados. O presidente da Fentac/CUT, Celso Klafke, e a diretora de previdência do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, representaram os aeroviários e aeronautas na mesa da audiência. No vídeo, há depoimentos do senador Paim, do ex-governador do RS Olívio Dutra, do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e do amigo Félix Rosa Neto.
Além do vídeo, a Fentac/CUT entregou placas em homenagem à família do Dr. Maia e ao senador Paim, pelo apoio às causas dos trabalhadores do país, em especial a dos aposentados.
Em todos os depoimentos – de familiares, amigos, sindicalistas e parlamentares – foi afirmado que uma solução para o Aerus será a maior homenagem que o Dr. Maia poderá receber, depois de anos de luta em defesa desta causa.

Veja os vídeos da TV Senado sobre a audiência
VÍDEO 1 - Comissão de Assuntos Sociais debate o caso Aerus e presta homenagem póstuma ao advogado Castagna Maia (fala inicial do presidente da subcomissão, senador Paulo Paim, e vídeo em homenagem ao Dr. Luis Antônio Castagna Maia)


VÍDEO 2 - Convidados da Comissão de Assuntos Sociais falam de sua convivência com o advogado Castagna Maia (fala da diretora de Previdência do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, e trecho inicial da fala do presidente da Fentac/CUT, Celso Klafke)


Título e Texto: Fentac/CUT, 14-03-2012
Fotos: Henrique Lessa/APN
Colaboração: Janda Mendez 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Senador Paim falou, na tribuna do Senado, dos aposentados do AERUS. Retirado do site O Cão que fuma de Jim Pereira.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Senador Paim falou, na tribuna do Senado, dos aposentados do Aerus...

Foto: Luiz Alves/Agência Senado
Paim pede atenção para aposentados e pensionistas do fundo de pensão Aerus
O senador Paulo Paim (PT-RS) fez um alerta em Plenário, nesta segunda-feira (28), sobre a situação de aeroviários e aeronautas aposentados pelo Instituto Aerus de Seguridade Social. Eles lutam para garantir a integralidade do pagamento de suas pensões e aposentadorias depois da falência da Varig e da posterior liquidação do fundo de pensão.
Paim afirmou que os aposentados, que na ativa recebiam salários correspondentes a R$ 12 mil, recebem agora apenas um salário mínimo, cerca de 10% do valor a que a maioria teria direito como aposentadoria.
Segundo o senador, a falência do Aerus se deu por falta de fiscalização da gestão do fundo, razão pela qual o governo agora deve responder pelos aposentados do instituto. O senador é autor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 147/2010, que autoriza a União a indenizá-los, atualmente em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Paulo Paim relatou também que os aposentados - alguns com mais de 70 anos - estão fazendo greve de fome à espera de que o governo federal ou o Poder Judiciário resolva a questão de uma vez. No Supremo Tribunal Federal (STF), há uma ação pela reposição, por parte do governo, de perdas de defasagem tarifária nos anos 80 devidas à Varig. Aposentados veem no processo uma possibilidade de receber suas indenizações. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.
Agência Senado, 288-11-2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

( Aerus ) 64 meses de drama. Relembrando a Manifestação do dia 12 de outubro de 2009. Retirado do Site www.ocaoquefuma.com


terça-feira, 16 de agosto de 2011

[Aerus] 64 meses de drama. Relembrando a Manifestação do dia 12 de outubro de 2009

12 de outubro de 2009. Foto: JP

Paulo Resende
Relembrando a todos:
Manifestação de Trabalhadores da VARIG - Movimento ACORDO JÁ!
No dia 12 de outubro de 2009 o Grupo Movimento ACORDO JÁ! fez uma Manifestação em frente à Catedral Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro.
Nesse dia 12 de outubro perfazia 42 meses do Drama dos Trabalhadores da VARIG (aposentados, demitidos e pensionistas). No dia 12 de agosto de 2011 fez 64 meses e o Drama dos Trabalhadores da Varig continua. A Tragédia Silenciosa continua.
Relembrando então essa Manifestação ocorrida no dia 12 de outubro de 2009 por um Grupo de Trabalhadores (Movimento ACORDO JÁ!) em frente à Catedral Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro.
Clips filmados pelo Comissário Aposentado Varig Paulo Resende.
Câmera Fotográfica Digital Sony Cyber-Shot 12.1 Megapixels.
Música de fundo do filme " A lista de Schindler " de Steven Spielberg.
Maestro e Compositor John Willians
Violino do grande violinista Isaac Perlman

Vídeo realizado por Paulo Resende

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Texto sobre o AERUS. Comissário Aposentado Varig Bolognese


Prezados colegas,

Em 12 de agosto já serão 64 meses de calote no Aerus, mais de dois mil e cinquenta longuíssimos  dias. E assim será a cada dia 12, de cada mês, de todos os meses e talvez anos, enquanto não nos devolvem o que é nosso. O que fazer? Tocar a vida do jeito que der? Inevitável, pois viver é preciso. Mas viver, mesmo nas piores condições implica em nunca abandonar a luta pela justiça, mesmo quando esta não nos alcança ainda em vida física. As pessoas com um mínimo senso de solidariedade, seja familiar ou social, sabem que muito do que realizam na vida ultrapassa sua próprias existências, para alcançar seus descendentes. É assim....a "chamada ordem natural das coisas" . Da mesma forma, se o tocar a vida para  muitos está dando certo, graças a Deus, para muitos outros continua dando errado, muito errado com o passar do tempo e a falta de solução para o Aerus. Assim, eu, Bolognese, pediria encarecidamente a todos os colegas que receberem este e-mail, onde se encontra o link daVEJA.COM, que o abrissem para acessar, ler e - principalmente - postar um comentário sobre a matéria que fizemos e que foi publicada no dia 12 de abril deste ano pelo grande amigo, jornalista Ricardo Setti. Como vocês sabem, os jornalistas se realizam pela reação das matérias que publicam. Se não queremos que nosso problema caia no esquecimento, nós temos de ser essa reação e dar ao jornalista o valor pelo que faz por nós.

Ontem o jornalista me mandou um e-mail dizendo que haveria uma surpresa pra nós no seu no blog. Bem, a primeira surpresa foi não poder ler o blog, pois fiquei o dia inteiro sem eletricidade. Mas quando fui ver, lá estava desde as 9 horas da manhã, a republicação da matéria de 12 de abril.

Nessa altura das coisas, eu, Bolognese, não faço a menor idéia de como estão na justiça as ações que haverão de devolver nossos direitos e nossa tranquilidade. Mas, uma vez que até agora, nada se sabe de concreto, penso que devemos continuar na luta e a republicação da matéria sobre nós demonstra que outros fora do nosso grupo, como o Ricardo Setti, pensam da mesma forma.

A Internet não faz revoluções, ao contrário do que se pensa. Mas daquí pra frente, nenhuma revolução se fará sem ela. Nós, com toda a carga de iniquidades lançadas às nossas costas temos sido tímidos em aproveitar todo esse potencial que a tecnologia atual nos permite. Façamos a nossa parte; vamos acessar a matéria, postar comentários, pedir a parentes e amigos que façam o mesmo pois, do contrário, as pessoas que lerem a matéria, muitas sem conhecer o assunto, outras com evidente má vontade, dirão que não cuidamos do nosso direito e agora mandamos a conta para o governo. Vocês e eu sabemos que não é assim. Mas a nossa omissão poderá lhes dar razão. Não vamos deixar que isso aconteça.

Um abraço a todos e fiquem com Deus,

JC Bolognese

domingo, 31 de julho de 2011

Nas asas do Descaso. Texto de Dario Leite. Sobre a VARIG e sobre o Aerus.

O avião se aproximava do aeroporto Santos Dumont, no Rio. Levar passageiros pela ponte aérea não podia, nesse caso, ser taxado de rotina. A paixão de Rodrigo era voar,  contrariar a gravidade.  E se o tempo ajudava, vinha o pedido à tripulação.
- Vai lá, bota o copo de refrigerante em cima da galley.
Pois é, na pista curta do aeroporto carioca, Rodrigo fazia o avião pousar de forma tranqüila, tocar o chão sem solavancos,  chegar ao fim da pista sem derramar uma gota daquele copo.
Rodrigo da Matta era um piloto acima da média, instrutor com um histórico de vinte anos que roubaria de Tom Cruise o titulo de Top Gun. O Comandante da Matta era um astro da estrela brasileira.
Rodrigo era um dos talentos que a Varig usou para iluminar os céus do Brasil e tornar a empresa numa referência da aviação mundial
O Comandante Rodrigo da Matta pousou definitivamente há quase 5 anos. Venceu os ventos, os temporais. Perdeu para o ocaso da Varig. A voadora brasileira e o seu talento morreram no mesmo dia, 27 de junho de 2006. Um infarto tirou a vida do pai de Serena, Maria Vitória e Jerônimo. A administração caótica tirou a Varig dos ares.
- Eu soube que Rodrigo foi o primeiro a morrer com a morte da Varig e o número 506 no percurso da agonia dela. 
A viúva Rita sofreu como mulher e colega de trabalho. Era comissária de bordo. A perda dela e de outras 15 mil pessoas ultrapassa e muito a questão financeira.
Os empregados da Varig carregavam mais do que um crachá. Tinham orgulho de ser variguianos e, perceber esse lado emocional, é fundamental para quem deseja alcançar a dimensão do tragédia que tomou conta da vida deles.
A Varig foi colocada em recuperação judicial e partida em duas. Uma parte podre, nomeada Flex, ficou com o passível de R$ 8 bilhões.  A parte boa, responsável pelas rotas e posições em aeroportos do mundo inteiro foi vendida por R$24 milhões para o fundo de investimento Matlin Patterson, controlado pelo chinês Chap Lan, e depois revendida para a Gol por R$320 milhões.  Os funcionários foram quase todos demitidos e até hoje não receberam as indenizações trabalhistas. E até quem já não estava mais na Varig foi atingido.
- Eu ganhava em 2006, um mês antes da intervenção do Aerus, o benefício bruto de R$ 3745,00. Hoje, só recebo R$ 592,55. Mas tem gente recebendo verdadeiras migalhas.
O lamento é do comissário de bordo aposentado Paulo Rezende. Ele trabalhou quase a vida inteira na Varig e contribuiu mensalmente para um fundo de pensão Aerus, mantido pela empresa e pelos funcionários.
O Aerus foi a pique quase na mesma época da empresa, exatamente 2 meses antes. Os problemas de caixa fizeram a Varig deixar de repassar a parte dela e a que descontava nos contra-cheques dos empregados. A Secretaria de Previdência Complementar interviu. Extinguiu os planos Aerus 1 e 2 e os pensionistas perderam seus rendimentos.
Sem indenização trabalhista, sem pensão para os já aposentados e ainda sem o dinheiro depositado mensalmente num fundo que deveria garantir a tranqüilidade dos ex-funcionários da Varig.  Esse foi o trágico ano de 2006, mas de lá pra cá nada mudou.
A parte comprada pela Gol virou Nova Varig. A promessa era ocupar o espaço deixado no mercado internacional. Mas a falta de organização fez com que o projeto se encerrasse em pouco mais de um ano. Os vôos internacionais fora da América do Sul deixaram de ser feitos.
A Flex, com o passível, a parte podre do negócio, segue num processo pré-falimentar. Os ex-funcionários da Varig ainda esperam receber algo das indenizações trabalhistas, mas essa possibilidade fica cada vez mais distante. A falência já chegou a ser decretada, mas houve uma reviravolta e a Flex segue em recuperação judicial.
Os variguianos acusam o Governo Federal de, no mínimo, ter sido negligente no tratamento da questão. Ironicamente, a salvação para essas 15 mil pessoas está exatamente numa grande trapalhada do Palácio do Planalto.
O congelamento dos preços determinado pelo plano cruzado em 1986 criou a seguinte situação no mercado de aviação. O valor das passagens era fixo, mas os custos subiam normalmente já que eram regulados pelo mercado internacional. As empresas, então, resolveram acionar o Governo Federal na justiça para receber pela defasagem tarifária.
A Varig foi uma delas. O processo se arrasta por mais de uma década. Todas as decisões apontaram que a empresa tinha direito a ser indenizada pelo Governo Federal. E o valor é estratosférico: mais de R$ 7 bilhões.
Depois de uma decisão favorável à Varig no STJ, o Governo recorreu ao Supremo. O processo foi parar nas mãos da Min. Cármen Lúcia e nas mãos dela está desde 2008.
Sem decisão, seja qual for. A única movimentação importante foi a suspensão do andamento do processo para que o Governo e os representantes da Varig pudessem negociar um acordo. Foi em março de 2009. O prazo era de 60 dias. Não houve acerto e o processo voltou para as mãos da Ministra Cármen Lúcia.
Parte desse montante bilionário deveria ser destinado para quitar os débitos que a Varig tem com o Aerus e permitiria que pensionistas e ex-funcionários da Varig conseguissem reaver parte do dinheiro que investiram no plano. Sem falar que a massa falida da empresa poderia pagar a outros credores, entre eles os funcionários que foram mandados embora por telegrama em 2006 e não viram um tostão até hoje.
Rodrigo da Matta, comandante dos bons, variguiano dedicado, não passou por todo esse sofrimento. A família dele sim, ao lado de outras milhares de famílias que esperam ainda receber parte do que perderam com o fim da Varig.  Uma esperança que se perde um pouquinho a cada decepção.
Eles esperavam que o Governo Federal salvasse a Varig; que a intervenção no Aerus tivesse acontecido a tempo de salvar as pensões e o dinheiro investido pelos funcionários da ativa; que não fosse permitido a um investidor chinês lucrar 1300% em apenas 9 meses com a negociação do que restou da empresa que amavam e à qual se dedicaram até o fim.
Agora, eles esperam que uma ministra do supremo possa simplesmente cumprir o seu papel de julgadora e ponha um fim a essa história para que milhares de famílias possam, finalmente, enterrar as decepções e sofrimentos que aterrissaram em suas vidas desde o ocaso da Varig 
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Paulo Resende, em Brasília, remexe na " novela" Aerus. Fonte. Blog O Cão que fuma. Comissário Aposentado Varig Jim Pereira.

sábado, 14 de maio de 2011

Paulo Resende, em Brasília, remexe na "novela" Aerus

O aposentado Aerus, ex-Comissário de Vôo na Varig, Paulo Resende, foi a Brasília, com a cara e a coragem, e meneou por lá a saga dos ex-trabalhadores da Varig, Aposentados e Pensionistas Aerus, e familiares e amigos solidários! Obrigado! O relato (e fotos) de Paulo Resende:
Além de ter sido recebido pelos Exmos. Senadores Ana Amélia e Álvaro Dias e ter sido recebido pela assessora do Exmo. Senador Paulo Paim, passei de 10 horas da manhã ou um pouquinho mais até às 17 e 55 minutos dentro do Senado e da Câmara dos Deputados (Anexo) distribuindo a carta que solicita aos Exmos. Senadores e Deputados Federais que em seus pronunciamentos solicitassem à Exma. Ministra Cármen Lúcia e demais Ministros do Supremo Tribunal Federal a agilização do Julgamento da Defasagem Tarifária.
Visitei vários gabinetes explicando aos que me atendiam o porque de eu estar ali e o motivo da Carta entregue. Não visitei mais gabinetes de parlamentares brasileiros porque o tempo foi escasso. Estava sozinho para esta tarefa. Se eu tivesse uma ou duas pessoas comigo poderia ter visitado mais gabinetes. Fui a vários gabinetes de Senadores (os primeiros que visitei), inclusive estive marcando presença nos gabinetes do Senador Lindibergh Farias, Delcídio do Amaral e do Senador Eduardo Suplicy (todos do PT). Estive também nos gabinetes dos Exmos. Senadores Aécio Neves, Lucia Vania, Mario Couto, Flexa Ribeiro, Cristovam Buarque, Marisa Serrano, Marcelo Crivella, Magno Malta, Roberto Requião, José Agripino, Acir Gurgacz, Francisco Dornelles, Jorge Vianna (PT), Kátia Abreu, Marinor Brito, Paulo Bauer, Randophe Rodrigues, João Durval, Ataídes de Oliveira.
Sempre me apresentando e dando a carta endereçada aos parlamentares. Na  Câmara dos Deputados eu visitei vários gabinetes de Deputados Federais. Não visitei mais gabinetes porque a hora foi passando e eu tinha que voltar para o Aeroporto para pegar o avião da WebJet de volta para o Rio de Janeiro. Entre os gabinetes dos Deputados visitados estavam Rodrigo Maia, Romário, Alfredo Sirkis, Augusto Carvalho, Ronaldo Caiado, Walter Ihoshi, Jêronimo Goergen, Jutahy Junior, José Carlos Araujo, Ratinho Junior, Stepan Nercessian, Otávio Leite, Sandro Alex, Manato e Manuela D'Ávila.

Fui muito bem tratado. Espero que estes senadores e deputados que receberam a carta façam pronunciamento em nosso favor.
Vou fazer prestação de contas e há dinheiro para ser devolvido para a conta existente. Agora sobre os cuidados da Comissária Dayse Amorim Mattos.
Desculpem-me todos por não contatar mais deputados e senadores. Toda vez que eu entrava em um gabinete tinha que dar todas as explicações possíveis para que os assessores entendessem o que eu queria dizer com a carta que levava comigo.
Paulo Resende


Relacionados:
Camisetas que gritam!
Boletim Eletrônico do Sindicato Nacional dos Aeronautas 
Petição ao STF: entregue no dia 18 de abril de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apelo aos Minstros do STF. causa Aerus Varig. Coluna Claudio Humberto. Bronca Geral. 27 de janeiro de 2011

27/01/2011 | 15:27

Apelo aos ministros do STF: causa Aerus Varig


Todos nós Exma. Ministra Carmen Lucia e Exmos. Ministros queremos voltar a sorrir e comemorar as nossas vidas. Merecemos isto. Somos trabalhadores e merecemos o respeito que nos foi negado por um governo que se diz " Governo dos trabalhadores " Não podemos é ficar nesta situação dificil e grave pelo resto de nossas vidas. Mais de 400 dos nossos já se foram sem verem esta grave situação resolvida. Chega de dor e sofrimento Exma. Ministra Carmen Lucia e Exmos. Ministros do STF. Queremos nossas vidas de volta, somente isto. Julguem este processo o maiso rápidpossível e nos dê a vitória neste julgamento.

José Paulo de Resende 
Niterói - RJ

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Aerus - Cinco anos de Tergiversações. Comissário aposentado Varig Bolognese

AERUS - CINCO ANOS DE TERGIVERSAÇÕES

Nos debates do segundo turno da eleição passada, uma das advertências mas repetidas pela candidata eleita ao seu oponente era: - Sem tergiversações.....por favor, sem tergiversações! (Esse por favor é uma concessão minha. Não sei se de fato houve.) 
tergiversação   s.f. Ato ou efeito de tergiversar; hesitação, vacilação; dubiedade, evasiva.

Pois é, a palavra tem tantas sílabas e caracteres e foi repetida tantas vezes, que se por mágica, transformada no dinheiro que pagamos ao Aerus, talvez resolvesse o problema dos ex trabalhadores e aposentados da Varig. Mas infelizmente, o que não foi criado para expressar o bem não tem como corrigir o erro. É apenas usado para admoestar, quando é o próprio acusador fazendo um uso inadvertido da expressão. Os quatro significados referidos no dicionário para tergiversação, com forte ênfase para os dois últimos, "dubiedade, evasiva", estiveram e ainda estão presentes na forma como o caso Aerus é tratado pelos que têm poder & o dever de resolve-lo.
     Enquanto contida num debate ou artigo de opinião, qualquer expressão maligna não passa de palavra falada ou escrita. Mas quando é materialmente transformada em atos pelos que, até contra nossa vontade, atuam sobre nossas vidas, os danos podem ser irreparáveis. O que é que não foi hesitação e vacilação e depois, mais intensamente, dubiedade e evasivas quando o assunto Aerus foi tratado pelas autoridades executivas e judiciárias? Quando foi que alguém entre os que decidem, se deu conta dos danos causados a milhares de trabalhadores honestos ao se deixar prevalecer livremente o significado de tergiversação sobre os interesses dessas pessoas?

 A grande verdade é que esta malsinada expressão é uma  ferramenta muito útil  para os que não querem enfrentar os problemas reais dos trabalhadores, pelos quais são muito bem pagos. Na república do "não sei, não fui eu", é muito perigoso ser um cidadão comum e sem compadres no poder ou na sua periferia. Sendo apenas honesto e produtivo, o trabalhador não se protege do perigo de perder tudo o que construiu em uma vida de trabalho. Aparece alguém dizendo que seu contrato nada vale, o governo diz tudo bem. Do lado fraco começa a desgraça, e do forte, a indiferença.

Por tudo o que custam aos cidadãos,  principalmente os que trabalham, trabalharam e contribuem, nenhuma autoridade, de qualquer poder, pode colocar-se acima da lei. E não consta que a mesma lei obrigue pessoas decentes, numa fase da vida em que não podem senão viver do que construíram no passado,  a afundar na penúria. É mesmo o Brasil "Um País de Todos" ou de "Uns Poucos" e todo o resto, "Uns Tolos?" 

 Hesitação e vacilação, dubiedade e evasivas estão há cinco anos literalmente matando pessoas, corroendo seu patrimônio conseguido com trabalho e contribuições, impedindo seu acesso à saúde e legitimando o dolo. Autoridades que cultuam esses conceitos sob o pretexto de seguirem os ritos do ofício, deveriam se colocar no lugar dos que sofrem as consequências. Só assim mereceriam respeito. Quando uma ministra muito importante do judiciário diz.....

  Que todos os cidadãos tenham acesso fácil
a um juiz que lhes dê resposta pronta é o ideal a ser buscado. Que o
enfrentamento das questões de mérito não seja obstaculizado por bizantino
formalismo, nem se admita o uso de manobras procrastinatórias 

 ...... será que ela acredita no que diz ou já viu isso acontecer? No nosso caso certamente que não!  Por enquanto, o bizantino formalismo e as manobras procrastinatórias, estão valendo mais do que vidas humanas e direitos fundamentais.

A quem ficou ofendido é bom lembrar - Não existe ofensa maior do que a situação que nos é imposta, já por cinco anos, contra nossa vontade. 

O que faço com convicção é chamar as coisas pelo nome que elas têm. E não é assim só porque eu quero. Infelizmente, é assim porque é, e ninguém faz..... nem informa nada! Ou alguém, autoridade, formador de opinião, sindicalista etc., ousaria dizer que não resolver o problema dos ex trabalhadores da Varig, do Aerus que se arrasta há tanto tempo, não é condená-los permanecer nesse estado de penúria, que a cada dia gera mais mortes e perdas irreparáveis?

Há muitos parasitas nesta nação. Certamente nenhum deles entre os ex trabalhadores da Varig.

JC Bolognese

Comissário de Voo aposentado

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Carta enviada por mim para o Interventor do AERUS VARIG senhor Aubiérgio Barros

Prezado senhor Aubiergio Barros,

Interventor do AERUS VARIG



O Comunicado nº 01/2011, dá-nos conta de que a administração de Vossa Senhoria pretende transferir os créditos dos aposentados do Aerus para a Caixa Econômica Federal.

Tendo em vista inúmeros contratempos e incomensuráveis transtornos que tal medida nos poderá acarretar, encareço, no sentido de que a nossa conta-salário seja mantida no Banco Itaú S/A., tal como atualmente”.

Inclusive senhor Aubiérgio como vou ter as benesses que a CEF oferece se ganho apenas R$ 592,55 Reais do AERUS VARIG?

Oferecer crédito salário, Financiamento Habitacional e Cheque Especial não adianta nada, porque eu e milhares de aposentados e pensionistas do AERUS VARIG não temos como pagar os mesmos visto que nossos proventos, a cada dia que passa, está cada vez menor. Sua atitude de nos passar para receber nosso benefícios do Aerus pela CEF é uma atitude arbitrária para não dizer autoritária. Porque antes de tomar esta medida não consultou a todos nós que somos os principais interessado senhor Aubiérgio?

Sou contra esta medida e espero que a mesma não se concretize.

Afinal de contas somos ainda os donos ( bem ou mal ) do Aerus. Passamos anos e anos descontando em nossos contra-cheques religiosamente percentuais que não eram pequenos todos os meses para no final termos uma aposentadoria digna e tranquila. Infelizmente o que temos é uma aposentadoria indigna que não dá nem para pagar as contas. Tem gente, e o senhor sabe muito bem disto, que só ganha 102,00 Reais ou então 111,87 Reais como benefício do Aerus. Como estas pessoas vão ter condições de pedir crédito salário e outras benesses oferecidas pela CEF?

Fica aqui o meu protesto.....

Atenciosamente,

Comissário Aposentado Varig Paulo Resende.

José Paulo de Resende.

Matrícula Aerus 17.982.0

Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AERUS VARIG. Coluna de Claudio Humberto. Hoje dia 12 de Janeiro de 2011


12/01/2011 | 11:22


Aerus Varig


É, caro e prezado CH, aqui estou eu de volta para mais uma vez escrever sobre o nosso grave problema que até o presente momento não é resolvido e não aparenta solução. Hoje, dia 12 de janeiro de 2011, faz 4 anos e 9 meses que o grave problema Aerus Varig está sem solução. Enquanto isto vamos perdendo vidas que partem sem verem o problema resolvido. Dia 12 de abril de 2011 fará 5 anos desta Tragédia Silenciosa que se abateu sobre os trabalhadores da Varig. Até quando ficaremos sem solução para este problema? Será um problema que vai se perdurar eternamente? Será que nunca vamos ver a solução para o mesmo? Será que vamos ficar esquecido e jogados na rua da amargura para sempre? Difícil prever o que vai acontecer conosco. Aliás o que está acontecendo conosco é uma tremenda injustiça. E dizer que o governo que saiu diz que fez um governo da Justiça Social....Seria cômico senão fosse trágico. Brasileiros vivendo na miséria por causa de um governo ( que saiu recentemente ) que nos relegou e nos levou a bancarrota. Uma Injustiça tremenda... Um verdadeiro massacre cometido contra trabalhadores brasileiros.
José Paulo de Resende. 
Niterói - RJ

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aerus Varig: 4 anos e 8 meses sem solução. Coluna de Claudio Humberto. 11 de dezembro de 2010

Aerus Varig: 4 anos e 8 meses sem solução



Amanhã, caro e prezado CH, vai fazer 4 anos e 8 meses que o caso Aerus Varig está sem solução. Mais um ano se finda e nada a favor dos funcionários da Varig. A justiça social, tão apregoada pelo senhor Lula, passou longe de todos nós. E pelo andar da carruagem vai continuar a passar longe no governo desta senhora chamada Dilma Rousseff. O que nós temos é A Injustiça Social. Nada de julgamento no STF do Processo da Defasagem Tarifária devida para a Varig. O governo do senhor Lula termina deixando trabalhadores da VARIG e seus familiares na rua da miséria. Nunca antes na história deste país trabalhadores foram tão sacaneados.
José Paulo de Resende. 
Niterói - RJ

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comissão do Senado aprova solução de impasse entre a União e o Fundo AERUS.


Comissão do Senado aprova solução de impasse entre a União e o Fundo Aerus


Abaixo, duas notícias sobre o drama dos participantes do Instituto AERUSde Seguridade Social - a primeira, da Agência Senado, a segunda, da Folha online:

A situação de aposentados e pensionistas do fundo de pensão Instituto Aerus de Seguridade Social, que estão sem receber os benefícios em razão da quebra de empresas aéreas, poderá ser resolvida. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (8) proposta que autoriza empresas em falência a priorizar o pagamento de aposentadorias e pensões relativas a planos de benefício de entidades fechadas de previdência complementar quando receberem créditos por ações ajuizadas contra a União.
Senador Flávio Arns/PSDB-PR. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
O texto aprovado na CCJ é um substitutivo do senador Flávio Arns (PSDB-PR) ao projeto original do senador Paulo Paim (PT-RS) e altera a Lei de Recuperação de Empresas (Lei 11.101/2005). Ele autoriza a Advocacia-Geral da União, a Superintendência de Previdência Complementar (Previc), as empresas aéreas e o Instituto Aerus a negociarem diversos aspectos jurídicos e judiciais na tentativa de resolver o problema.
Além disso, a proposta também cria uma espécie de fundo de resseguro destinado a complementar benefícios aos participantes e assistidos de fundos de pensão, a ser mantido por contribuições de entidades participantes por parte da arrecadação da Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar e por multas aplicadas pela Previc. A próxima comissão a avaliar o projeto é a de Assuntos Sociais do Senado.

Para facilitar a coordenação e a solução mais rápida dos problemas judiciais, o projeto ainda prevê negociação da União com entidades de classe, como sindicatos, e não diretamente com os assistidos de fundos de pensão, como propõe o texto inicial do senador Paim. A proposta, agora, será enviada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde receberá decisão terminativa.*
O relator da proposta (PLS 147/2010), senador Alvaro Dias (PSDB-PR), explicou que aAerus é uma entidade fechada de previdência complementar responsável pela complementação das aposentadorias e pensões de ex-empregados de empresas como Varig (que foi sua maior patrocinadora), Transbrasil e Vasp. O projeto aprovado pela CCJ atinge a União, as empresas aéreas em processo de falência ou recuperação judicial e os empregados demitidos e aposentados prejudicados com a liquidação extrajudicial do Aerus e do Aeros - Fundo de Previdência Complementar.
Evolução
Em seu relatório aprovado na CAS, o senador Flávio Arns explicou a evolução do processo que culminou na interrupção do pagamento dos aposentados do Aerus. Segundo o senador, a situação financeira da Varig provocou o corte dos repasses da empresa área para o fundo, que foi levado a realizar várias negociações para controlar a dívida e buscar garantias para pagamento dos benefícios. Após diversas renovações dos contratos da dívida, a Varig não teve mais condições de honrar os acordos, explicou.
Mais de uma vez, o fundo passou pelo regime de intervenção da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), antecessora da atual Previc. Porém os problemas não foram resolvidos. O Sindicato Nacional dos Aeronautas e Aeroviários ajuizou ação civil pública na Justiça Federal cobrando indenização por parte da União com base na alegação de que a SPC havia aprovado acordos indevidos entre o Aerus e a Varig.
A Varig também ajuizou uma ação para obter indenização relativa a perdas que a empresa alega ter sofrido em virtude do controle de preços durante o governo de José Sarney. Os valores da indenização foram dados em garantia ao Aerus para quitação dos seus débitos.
Assim, o relatório destaca a existência de um impasse: enquanto não houver decisão sobre a indenização a ser paga à Varig pela União, não haverá qualquer possibilidade de retomada dos pagamentos dos aposentados do Aerus. Grupo de trabalho instituído pelo governo federal, em 2009, coordenado pelo então advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, para negociar a questão, também não conseguiu acordo entre a União, a Varig e o Aerus.
Várias reuniões foram realizadas no Senado para buscar o entendimento político. Dessas reuniões, evidenciou-se que a solução deveria passar pelo processo legislativo e foi então o que buscou Paim com esse projeto.
Iara Farias Borges e Denise Costa/Agência Senado, 08-12-2010, 14h31

* Decisão terminativa: 
É aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.


Comissão do Senado aprova indenização para aposentados da Varig
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que autoriza a União a indenizar os aposentados e pensionistas dos fundos de pensão Aerus, da Varig. O texto afirma que as empresas em falência devem priorizar o pagamento de dívidas com seu fundo de pensão antes de outros débitos a serem quitados - nos casos daquelas que têm ações ajuizadas contra a União se optarem pela via da negociação.
Com a aprovação na CCJ, o texto segue para análise da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
O projeto autoriza a AGU (Advocacia Geral da União), as empresas aéreas, Previc (Superintendência de Previdência Complementar) e o Instituto Aerus a negociarem suas dívidas. O projeto sugere a criação de um Fundo Garantidor de Emergência para complementar benefícios aos participantes e assistidos de fundos de pensão.
A receita do fundo viria de parcela das contribuições de entidades, participantes, e parte da arrecadação da taxa de fiscalização e controle da previdência complementar - além de multas aplicadas pela Previc.
"O governo promete e não cumpre. Assume compromissos e não honra", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-SP) ao defender o pagamento dos aposentados.
Para facilitar as negociações, o projeto sugere que a União dialogue diretamente com as entidades de classe, e não com os beneficiários, para agilizar os pagamentos.
O Aerus é o fundo de pensão da antiga Varig que administrava dois planos de previdência complementar dos funcionários da empresa aérea e outros 27 planos de empresas e entidades ligadas ao setor de aviação.
"Existe um impasse: enquanto não houver decisão sobre o a indenização a ser paga à Varig pela União, não haverá qualquer possibilidade de retomada dos pagamentos dos aposentados do Aerus. Como a tentativa de decisão liminar interposta pelo sindicato nacional dos aeroviários contra a União não foi bem sucedida, a tendência era que o caso fosse submetido aos trâmites normais da Justiça, o que poderia levar anos", afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS) ao defender a aprovação do projeto.
Gabriela Guerreiro, Folha online, 08-12-2010, 20h52