Niterói. 20 de Janeiro de 2010.
Exmos. Senhores e Senhoras ( Ministros do Supremo Tribunal Federal ).
Exmos. Ministros hoje dia 20 de Janeiro de 2010 se comemora o dia de São Sebastião. O Santo protetor da Cidade do Rio de Janeiro. Eu, Paulo Resende, um carioca da gema e do ovo e um Comissário Aposentado da Varig venho neste dia tão importante para os cariocas pedir para Vsas. Excias que ao voltarem do recesso ( o1 de Fevereiro de 2010 ) possam colocar em julgamento o Processo da Defasagem Tarifária devida para a Companhia Varig.
Dia 24 de Janeiro de 2010, Exmos. Ministros se comemora o Dia do Aposentado. Pergunto para Vsas. Excias. como podemos comemorar tão importante data se nós, trabalhadores da Varig, nos encontramos em uma situação difícil para não dizer desesperadora desde que o Fundo de Pensão Aerus sofreu Intervenção e foram Liquidados os Planos I e II da VARIG neste importante fundo de pensão? Já não basta esta tragédia que se abateu sobre todos nós, que foi a Intervenção do Fundo de Pensão AERUS VARIG e ainda temos que passar por constrangimentos em não termos os nossos benefícios do INSS devidamente corrigidos. Estão os mesmos há muito tempo defasados porque o Governo do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, que antes de ser eleito prometeu ajudar os Aposentados Brasileiros, virou as costas para os mesmos.
Quer dizer Exmos. Ministros que estamos com perda severas no caso dos benefícios do Aerus e ainda temos que conviver com pequenos reajustes dados pelo Governo e pelo Ministério da Previdência para os Aposentados Brasileiros que ganham acima do salário mínimo.
Isto tudo é muito cruel Exmos. Ministros.
Homens e Mulheres, Trabalhadores da VARIG, que no final de suas vidas poderiam estar curtindo as suas vidas com os benefícios do AERUS e do INSS e desde o dia 12 de abril de 2006 passam por dificuldades severas e se encontram em situação desesperadora. Muitos já faleceram Exmos. Ministros. Desde o dia 12 de abril de 2006 340 trabalhadores da Varig já faleceram e não viram o problema AERUS VARIG resolvido. Muitos estão doentes, a maioria não possui mais planos de saúde. Muitos tiveram que se desfazer de bens conquistados com o seu trabalho na Companhia Varig. Se desfizeram de bens para continuarem a viver e pagar despesas. Com a diminuição dos benefícios do Aerus tiveram que vender bens para pagar despesas. Despesas estas que eram pagas religiosamente com os bons benefícios que o AERUS proporcionavam a todos antes da maldita intervenção ocorrida no dia 12 de abril de 2006. Intervenção feita de maneira fria e cruel.
Uma Secretaria de Previdência Complementar ( SPC ) que se omitiu e não fiscalizou corretamente o Fundo de Pensão Aerus ( um dos maiores fundos de Previdência Privada que este País já teve ) mas que soube sorrateiramente e de maneira vil e cruel intervir depois de ter aceito e concordado com as 21 repactuações de dívidas da VARIG com o AERUS. Estas repactuações foram feitas com a concordância desta Secretaria e que também concordou com 8 repactuações de dívidas da TRANSBRASIL com o FUNDO DE PENSÃO AERUS. Quer dizer concordaram e aceitaram as repactuações mas fiscalizar que é bom não fiscalizaram nada.
Hoje o Fundo de Pensão Aerus está sob intervenção e entregue na mão de Interventores que recebem excelentes salários, salários pagos pelo AERUS. São pagos pelo Instituto Aerus.
Enquanto os aposentados e pensionistas recebem merrecas o Interventor ou melhor os dois interventores recebem excelentes salários. Seria Cômico senão fosse Trágico Exmos. Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Os Demititos da VARIG então nem se fala Exmos. Ministros. Eles que pagaram durante anos sua contribuiçao para o Fundo de Pensão Aerus Varig ficaram com uma mão na frente e outra atrás. Perderam suas contribuições e não viram mais a cor do seu dinheiro. E também esperam uma solução definitiva para o Processo da Defasagem Tarifária devida para a Companhia VARIG para poder tentar reaver o que pagaram durante anos para terem uma aposentadoria tranquila. Muitos destes Demitidos da Varig em 01 de agosto de 2006 não conseguiram voltar ao mercado de trabalho da aviação e muitos vivem hoje com empregos menores e muitos continuam desempregados. Mais uma Tragédia Exmos. Senhores Ministros.
Por isto eu venho novamente solicitar para Vsas. Excias. que ao voltarem do Recesso do Judiciário coloquem em julgamento o Processo da Defasagem Tarifária devida para a Companhia VARIG. E que a razão que permeia vossas grandes decisões no âmbito do judiciário possa estar de acôrdo com os vossos corações.
Todos os Trabalhadores da Varig esperam que este julgamento seja favorável para Varig.
Já são 18 anos que este processo se encontra na Justiça. A companhia aérea Transbrasil já ganhou este processo e a Varig já ganhou a questão em todas as estâncias porque passou o Processo. Só falta ganhar no Supremo Tribunal Federal.
Então Exmos. Ministros peço encarecidamente que este importante processo seja colocado em julgamento e que o mesmo, pela parte de Vsas. Excias. seja vitorioso não só para a VARIG assim como para todos os Trabalhadores desta grande Companhia que poderia ter sido ajudada pelo Governo do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, mas que infelizmente deixou a mesma na mão do dito " MERCADO " enquanto isto este governo, dito dos trabalhadores, ajuda a outros países e povos, perdoa dívidas de países pobres, envia dinheiro para o FMI para se tornar um País credor do mesmo, envia dinheiro para a contrução do Metrô da Venezuela, para a criação de Estrada na Bolívia e etc....etc...etc......
Enquanto isto aqui Trabalhadores da VARIG e aposentados brasileiros passam terriveis necessidades e vivem sem o respeito que deveriam ter. Estes homens e mulheres trabalharam para a grandesa deste grande País e hoje são relegados a segundo plano.
UMA VERGONHA TUDO ISTO.
UM PAÍS E UM GOVERNO QUE NÃO RESPEITA TRABALHADORES E SEUS APOSENTADOS NÃO MERECE O RESPEITO DOS MESMOS.
Desde já agradeço à Vsas. Excias. pela atenção dada a minha pessoa.
Aproveito o ensejo para enviar para Vsas. Excias. e vossos assessores,
Cordiais Saudações!
Atenciosamente,
Comissário Aposentado Varig Paulo Resende.
José Paulo de Resende
Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
AERUS: POR UMA COMISSÃO DA VERDADE DE VERDADE.....Texto do Comissário Aposentado Varig José Calos Bolognese
AERUS: POR COMISSÃO DA VERDADE DE VERDADE
To:
AERUS: POR UMA COMISSÃO DA VERDADE DE VERDADE
O falecido presidente Ernesto Geisel é, até hoje, mais de uma década após sua morte, estigmatizado por ter dito que em sua época, o Brasil vivia numa democracia relativa. Não disse isso através de nenhum assessor para desmentir depois, ou dizer que ele teria escrito sem pensar, mas não tinha lido.
Nada é mais relativizado sem ser admitido hoje em dia, do que o conceito dos direitos humanos. E relativizar só serve àqueles que querem acomodar os princípios e valores da sociedade aos próprios interesses.
Quando isso acontece, só passam a ter “direitos” os escolhidos aos quais se concedem algumas regalias. Nunca são concessões por mérito ou direitos. Apenas são graduadas conforme o papel que cada grupo ou indivíduo representa no esquema de poder e cobradas quando convém. Assim, formam-se grupos com “direitos”, convivendo com grupos de excluídos de direitos dentro da mesma sociedade. A relativização de valores é o mesmo que relativizar a verdade. Nunca é demais voltar a Robert Musil em “O homem sem qualidades”: Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e sabe usar todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem.”
Em desvantagem há quatro anos, os trabalhadores e aposentados da Varig/Aerus, que falam a verdade, não só de seu passado como pessoas decentes, que deram sua contribuição ao desenvolvimento do país, como quando rogam por seus direitos, cuja sistemática negação por parte das autoridades acarreta essa outra triste verdade, que é a situação dramática em que hoje se encontram. Um aumento de quase 50% na taxa de mortalidade desses aposentados nos últimos quatro anos, já devia envergonhar o mais desleixado dos governantes. Mas não por aqui.
Portanto, Uma Comissão da Verdade, de verdade, está fazendo falta para apurar as irregularidades que culminaram com as até hoje, não esclarecidas “vendas da Varig”, que impuseram perdas de recursos ao país, exportação de mão de obra qualificada e de alto custo de formação e, pior que tudo, um acachapante calote nos direitos trabalhistas e nas aposentadorias dos variguianos.
É curioso, sem deixar de ser trágico, esse mesmo grupo que finge não existir um sério problema de DIREITOS HUMANOS como o dos variguianos, estar tão convencido de sua verdade e querer impor um sistema moral ao país. Primeiro de tudo, precisam entender que o poder por si só, não define o que é moral.
Winston Smith em “1984”, de George Orwell, diz: “Liberdade, é a liberdade de dizer que dois mais dois é igual a quatro. Se isto for concedido, todo o resto se segue." (Essa é a presunção dos que se acham sempre certos)
Se outras pessoas vão definir meus direitos, eu preferia que não estivessem sempre tão certas de estarem certas. A incerteza admitida e a capacidade de ouvir, é a disposição de ser mais justo e não indeciso ou desorientado - mas de não se achar inflível. Não podemos esperar para ter certeza e falar a verdade, quando já é tarde demais e se sofre danos irreparáveis, como acontece com a gente, os variguianos.
José Carlos Bolognese
Comissário de Vôo aposentado Varig/Aerus
To:
AERUS: POR UMA COMISSÃO DA VERDADE DE VERDADE
O falecido presidente Ernesto Geisel é, até hoje, mais de uma década após sua morte, estigmatizado por ter dito que em sua época, o Brasil vivia numa democracia relativa. Não disse isso através de nenhum assessor para desmentir depois, ou dizer que ele teria escrito sem pensar, mas não tinha lido.
Nada é mais relativizado sem ser admitido hoje em dia, do que o conceito dos direitos humanos. E relativizar só serve àqueles que querem acomodar os princípios e valores da sociedade aos próprios interesses.
Quando isso acontece, só passam a ter “direitos” os escolhidos aos quais se concedem algumas regalias. Nunca são concessões por mérito ou direitos. Apenas são graduadas conforme o papel que cada grupo ou indivíduo representa no esquema de poder e cobradas quando convém. Assim, formam-se grupos com “direitos”, convivendo com grupos de excluídos de direitos dentro da mesma sociedade. A relativização de valores é o mesmo que relativizar a verdade. Nunca é demais voltar a Robert Musil em “O homem sem qualidades”: Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e sabe usar todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem.”
Em desvantagem há quatro anos, os trabalhadores e aposentados da Varig/Aerus, que falam a verdade, não só de seu passado como pessoas decentes, que deram sua contribuição ao desenvolvimento do país, como quando rogam por seus direitos, cuja sistemática negação por parte das autoridades acarreta essa outra triste verdade, que é a situação dramática em que hoje se encontram. Um aumento de quase 50% na taxa de mortalidade desses aposentados nos últimos quatro anos, já devia envergonhar o mais desleixado dos governantes. Mas não por aqui.
Portanto, Uma Comissão da Verdade, de verdade, está fazendo falta para apurar as irregularidades que culminaram com as até hoje, não esclarecidas “vendas da Varig”, que impuseram perdas de recursos ao país, exportação de mão de obra qualificada e de alto custo de formação e, pior que tudo, um acachapante calote nos direitos trabalhistas e nas aposentadorias dos variguianos.
É curioso, sem deixar de ser trágico, esse mesmo grupo que finge não existir um sério problema de DIREITOS HUMANOS como o dos variguianos, estar tão convencido de sua verdade e querer impor um sistema moral ao país. Primeiro de tudo, precisam entender que o poder por si só, não define o que é moral.
Winston Smith em “1984”, de George Orwell, diz: “Liberdade, é a liberdade de dizer que dois mais dois é igual a quatro. Se isto for concedido, todo o resto se segue." (Essa é a presunção dos que se acham sempre certos)
Se outras pessoas vão definir meus direitos, eu preferia que não estivessem sempre tão certas de estarem certas. A incerteza admitida e a capacidade de ouvir, é a disposição de ser mais justo e não indeciso ou desorientado - mas de não se achar inflível. Não podemos esperar para ter certeza e falar a verdade, quando já é tarde demais e se sofre danos irreparáveis, como acontece com a gente, os variguianos.
José Carlos Bolognese
Comissário de Vôo aposentado Varig/Aerus
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Texto do Comissário Aposentado Varig Bolognese para a HRF. Human Rights Foundation.
Mr. Thor Halvorssen
President & CEO
HRF - Human Rights Foundation,
Dear Sir,
I beguin with two of the fundamentals of HRF on your web page:
"We recognize the inalienable rights that protect the individual from arbitrary state and legal actions. "
"We stand for the possibility of fully democratic American states, limited by the rule of law, that honor and uphold individual rights."
Forgive me if I´m wrong, but I have not seen or read in your pages anything related to the specific rights of workers (except slave work) and saw no mention of elderly or retired people. I understand that your mission is to primarily fight human rights abuses in their main spectrum, i.e., political & police violence, abuses against children and women, as well as to foster freedom of speech and individual liberties in all its forms. But the case I hope you will embrace, is about circa ten thousand people now steadly moving towards below poverty line, an avoidable tragedy should the brazilian government listened to reason and took the appropriate measures to stop it. I should also mention that it is too late now for some 300 of us to benefit from any justice made so far.
Human rights are simple in its own concept. People is complicated and often cruel. But although they are simple things, its application is tough and the human rights violations have many ugly faces. One of these ugly faces that has befallen on us is that we, the former workers and retired personel of Varig Brazilian Airlines, are being denied our basic rights to survive. Many workers who lost their jobs with the demise of the airline remain unpaid to this day. The retired employees now mostly in their sixties, seventies and eighties, are seeing pensions grow smaller every month since april of 2006.
The United Nations Proclamation on Ageing notes that there is an unprecedented ageind of populations taking place througthout the world. The number of elderly men and women is also on the rise in Brazil, and so the need to respond to their changing needs, mostly health care.
But far from being a "A Society of All Ages" as stated by the UN Secretary General, Brazil allows hard working people to be humiliated and be denied the resources they saved for retirement. These workers who contributed for many years of their active labor to a private pension fund are now being paid only 8% or less of their pensions in a clear violation to their original contracts, making us, former and retired employees of Varig Airlines, part of the most vulnerable groups in the nowadays brazilian society.
So we beg you to help us convince the brazilian government to recognize and protect our inalienable and individual rights as people who actually paid to retire with dignity. Brazil is a fully democratic american state although individual rights, as in the case of Varig Airlines´former workers here, are not being honoured or upheld.
Please, on our behalf, have your say on this matter to the Brazilian Authorities.
Yours Gratefully,
José Carlos Bolognese
Flight attendant (retired)
Varig Brazilian Airlines
President & CEO
HRF - Human Rights Foundation,
Dear Sir,
I beguin with two of the fundamentals of HRF on your web page:
"We recognize the inalienable rights that protect the individual from arbitrary state and legal actions. "
"We stand for the possibility of fully democratic American states, limited by the rule of law, that honor and uphold individual rights."
Forgive me if I´m wrong, but I have not seen or read in your pages anything related to the specific rights of workers (except slave work) and saw no mention of elderly or retired people. I understand that your mission is to primarily fight human rights abuses in their main spectrum, i.e., political & police violence, abuses against children and women, as well as to foster freedom of speech and individual liberties in all its forms. But the case I hope you will embrace, is about circa ten thousand people now steadly moving towards below poverty line, an avoidable tragedy should the brazilian government listened to reason and took the appropriate measures to stop it. I should also mention that it is too late now for some 300 of us to benefit from any justice made so far.
Human rights are simple in its own concept. People is complicated and often cruel. But although they are simple things, its application is tough and the human rights violations have many ugly faces. One of these ugly faces that has befallen on us is that we, the former workers and retired personel of Varig Brazilian Airlines, are being denied our basic rights to survive. Many workers who lost their jobs with the demise of the airline remain unpaid to this day. The retired employees now mostly in their sixties, seventies and eighties, are seeing pensions grow smaller every month since april of 2006.
The United Nations Proclamation on Ageing notes that there is an unprecedented ageind of populations taking place througthout the world. The number of elderly men and women is also on the rise in Brazil, and so the need to respond to their changing needs, mostly health care.
But far from being a "A Society of All Ages" as stated by the UN Secretary General, Brazil allows hard working people to be humiliated and be denied the resources they saved for retirement. These workers who contributed for many years of their active labor to a private pension fund are now being paid only 8% or less of their pensions in a clear violation to their original contracts, making us, former and retired employees of Varig Airlines, part of the most vulnerable groups in the nowadays brazilian society.
So we beg you to help us convince the brazilian government to recognize and protect our inalienable and individual rights as people who actually paid to retire with dignity. Brazil is a fully democratic american state although individual rights, as in the case of Varig Airlines´former workers here, are not being honoured or upheld.
Please, on our behalf, have your say on this matter to the Brazilian Authorities.
Yours Gratefully,
José Carlos Bolognese
Flight attendant (retired)
Varig Brazilian Airlines
domingo, 29 de novembro de 2009
Texto do Comissário Aposentado Varig João Carlos Luz para o Grupo Lesados do Aerus.
Pessoal:
Eu também trabalho nessa linha de raciocínio de que é chegada à hora de engrossar o caldo a voz e o coro. Afinar o discurso arregaçar as mangas e partir pra luta.
Acredito que todas as frentes, que vão desde processos jurídicos, políticos, sindicais, cartas particulares etc., e tal, e demais forças que trabalham em prol da nossa causa são de extrema essencialidade. Mas, precisamos assumir o protagonismo dessa história, afinal quem são os personagens reais, não somos nós?
Sei que nessa hora é inócua a briga entre Planos, porém antes de dar por finalizado o assunto é importante que se bata na campainha de alerta, lembrando alguns desavisados do plano dois que, a água desse poço mais dia menos dias também vai secar. A esses navegantes vai o aviso; à hora é essa também. Aproveitem enquanto a mobilidade financeira lhes permite uma maior autonomia. Depois do avião no chão, vem à sobrevivência na selva, por fim, a parte que lhes caberá neste latifúndio. Quando acordar será tarde demais.
Esse nosso grupo está com aproximadamente 500 pessoas “Lesadas”, na sua maioria comissários e comissárias, está faltando Pilotos, F/ES, Aeroviários e Pensionistas.
Aviso:
Ao mais naufrago dos náufragos e aos náufragos distraídos: Não existe mais lugar para antigas categorias, e sim para LESADOS. Esqueçamos as hierarquias porque hoje somos iguais em uma só categoria, LESADOS do Aerus.
O objetivo inicial da criação desse grupo foi formar uma grande rede nacional para nos organizarmos em núcleos, ou solitariamente em qualquer que seja a cidade do Brasil e do mundo em que haja um aeroporto e um Lesado. Seja interior, ou capital haverá sempre um símbolo do nosso protesto. E que esse símbolo se torne tema em fóruns de direitos humanos, nacionais e internacionais.
Se formos 10.000, e acredito que somos muito mais, está, portanto, faltando muita gente ainda aqui nesse grupo. É necessária uma maior mobilização no sentido de aumentar a quantidade de aderência dessas pessoas que faltam. A maioria delas nem sequer sabem que existimos como grupo. No entanto, estou certo que gostariam de estar participando, unindo-se ao nosso coro e formando uma só voz.
A voz dos LESADOSDOAERUS.
É hora, portanto de trazermos mais gente aqui pra dentro.
Um exemplo curto? Só ontem tive conhecimento que há o blog dos aposentados e demitidos da Varig há dois meses no ar. Fiquei muito feliz quando dei pela existência desse blog. É isso minha gente, parabéns. E vamos divulgar.
Dias atrás, no intuito de formar um grupo que se comunicasse na mesma língua (e esse já é realidade), postei no blog do Advogado Castanha Maia uma carta aberta. Nela, deixei expostas algumas linhas de ações do que penso poder ser desenvolvidas. Embora radicais, são dentro de procedimentos legais, e por isso, julgo serem efetivas. Pois estaremos criando fatos com novos atos em cima de tudo que já há. A mídia vive de espetáculo este é um dos segredos do século. Já que é assim, podemos fazer um espetáculo real. Por exemplo, um revezamento de greve de fome. Cada três dias um grupo fica amarrados entre si no aeroporto mais próximo, de preferência em volta das pilastras centrais. Claro que haverá um grupo de apoio dando assistência, de tempos em tempos passando uma bandeja de água e fazendo uma social. Eu me proponho a ser personagem em qualquer um dos papeis.
Claro que depois haverá revezamento, sejam essas tripulações simples ou compostas. Não necessita esforço, podendo ir gente de cadeira de roda, de muletas, de almofadas, crochê, baralho, travesseiros, a paisana, fardada. Enfim, seremos quase tão persistentes quanto às mães da Praça de Maio.
Ainda tenho um velho quepe, camisa branca, sapato preto, paletó, gravata e calça azul-marinho cheirando a naftalina. Vamos deixar os aeroportos cheirando a naftalina. podemos angariar um pequeno fundo, comprar naftalinas e distribuir para passageiros e demais pessoas nos aeroportos.
Vamos acabar com as traças, esse inseto predador e infame que come o dinheiro de aposentados.
Naftalina neles.
A propósito, segue abaixo a carta que originou a criação desse grupo.
Dei uma pequena editada para diminuir um pouco, mas fiel ao seu conteúdo.
Abraço a todos
Jece
CARTA AOS LESADOS DO AERUS
Caros colegas e companheiros lesados do Aerus, por esse longo tempo que acompanhamos o desenrolar desse processo que transformou em tragédia, agonia e desespero milhares de vidas, o que obtivemos até então de concreto, além de espera e óbitos? Nesse aeroporto, devido à idade avançada de muitos, o destino de vôos agora, só para o além. Portanto, a espera pode ser fatal.
Questão de lógica:
Se há lesados, obrigatoriamente tem que haver um lesador.
Qual seu nome?
Tenho procurado ver a realidade por diferentes prismas. Pela insensibilidade das autoridades até então e, por conseguinte a iniqüidade dos resultados. Penso que é chegada à hora de se deixar o muro das lamentações e partir para ações radicais e mais efetivas, fazendo nós próprio algo também por nós. Ou seja, montar tripulações completas, simples e de revezamento, com despacho, logística, manutenção e todo o pessoal de apoio em terra. Feito isso, aterrissaremos em todos os aeroportos do país em busca do nosso direito e da nossa dignidade.
Quando falo em ações radicais, sei que o primeiro pensamento que vem a mente de muitos é o uso da violência. Nada disso. Mahatma Gandhi foi de uma extrema radicalidade, sem, no entanto, em momento algum ter deixado de agir pacificamente. Até mesmo porque na nossa idade já não teríamos mais forças físicas para ações alternativas que delas também pudessem se valer.
Nossas forças físicas se consumiram no processo produtivo em forma de trabalho, construindo a riqueza da nação e os recursos que mantêm o funcionando essa instituição chamada Estado. Instituição que tem como principal finalidade zelar pelo bem estar e pela a vida dos cidadãos que nela cumprem honestamente o seu dever, e assim deveria proceder.
Enquanto jovens, nossas forças eram gastas nas intempéries que encurtam distancias entre o tempo e o espaço, executando vôos de integração que levavam as cidades para o interior do Brasil, e traziam o interior do Brasil para as cidades. Mais tarde, a caminho do envelhecimento, essas forças foram sendo gastas entre os fusos horários e os horários confusos. Levando o país para o mundo e trazendo o mundo para o Brasil.
Testemunhos desses fatos são inúmeros e vivem por aí. Façamos se necessário uma lista, ou ninguém se lembra de memória nomes de deputados, senadores, juízes, desembargadores, embaixadores, presidentes, sindicalistas, operários, jornalistas, empresários, artistas, advogados, executivos, escritores, e outras pessoas de diversas profissões mais, transportadas em aeronaves por nós tripuladas? Muito desses possivelmente pela passagem do tempo, hoje também velhos, usufruem, creio que com justiça, suas aposentadorias. Pois foi para isso que nos preparamos também enquanto nossos corpos tinham energia e gozavam de plena saúde. Depois, foi chegando o desgaste.
Mesmo os materiais produzidos com a mais alta tecnologia de que são feitos os moderníssimos aviões, com o tempo se desgastam, ou fadigam, porque é próprio da natureza da matéria com tempo sofrer perda de suas propriedades. Nossa capacidade de trabalho, força física/intelectual diretamente ligada ao corpo, com o tempo haveria também de se exaurir quando este fadigasse.
Os aviões quando aposentam são mandados para o cemitério de Tucson no deserto do Arizona, o maior cemitério de aviões do mundo. Certamente se pudesse, seria para onde nos mandariam as autoridades brasileiras.
No entanto, a natureza da matéria de que são feitos, esqueleto, fuselagem, corpo e também o cérebro dos aviões, é diferente da nossa. A nossa, traz e guarda em si dois componentes inigualáveis por ser único do ser humano. Um é a razão, faculdade que norteia nossas ações. O outro é o espírito, força que ao contrário da força física nunca se acaba.
Portanto, meus amigos, antigos colegas, companheiros e companheiras, velhinhos e velhinhas, a velhice acumula experiências, e experiência é sinônimo de conhecimento e sabedoria. Se agora descobrimos que temos tudo isso; força, conhecimento e sabedoria, o que está nos faltando para agir? Coragem?
Quem diria que um dia, cabelinhos brancos, pele enrugadinha, quiçá, de bengala voltaríamos novamente aos aeroportos. Desta vez para acamparmos, nos revezando e fazendo greve de fome nos principais aeroportos do país, seremos ridículos e escandalosos se preciso for, acorrentamo-nos coletivamente nos aeroportos do país até que devolvam o que nos roubaram.
SERÁ QUE SONHEI?
Que não há mais espaços para estratificações hierárquicas e nem categorias, aeronautas, aeroviários e sim, LESADOS.
Quer tenha sido você, comandante, comissário, mecânico de vôo, de terra, diretor, despachante, gerente, ou motorista da Kombi.
.
SERÁ QUE SONHEI?
Em criar acontecimentos que provoquem impactos e chame atenção dos meios de comunicações, de toda a mídia e vá ecoar lá no palácio do planalto, repercutir na Câmara, no Senado, no Tribunal e na sociedade de um modo geral.
Que vamos chamar atenção de outros movimentos sociais e instituições, inclusive internacionais.
Que para ter apoio e solidariedade da sociedade é preciso que ela nos enxergue e nos ouça.
SERÁ QUE SONHEI?
Que respiramos fundo, nos insuflamos de força, desprendimento e acima de tudo coragem.
Que descobrimos que entre ficar em casa morrendo passivo, se lamentando sem dinheiro para remédio, é melhor morrer lutando nem que seja de bengala, muleta e cadeira de roda.
Que chegou a hora de nos organizarmos, nos juntarmos em grupos e irmos para os principais aeroportos do país e iniciarmos coletivamente uma greve de fome, quiçá por tempo indeterminado.
Que foi preciso chegar ao absurdo de nos acorrentarmos nas pilastras dos aeroportos para que devolvam o que nos roubaram.
SERÁ QUE ACORDAREI
Vendo essas manchetes nos jornais e telejornais do país?
Velhinhos do Brasil estão morrendo de fome.
Meteram a mão na aposentadoria dos velhinhos aeronautas e aeroviários.
Um país que rouba aposentadoria de seus velhinhos não respeita os direitos humanos.
Policia tenta arrancar a força dos aeroportos velhinhos que tiveram aposentadoria roubada e fazem greve de fome, mas estes de forma pacífica resistem bravamente.
Se por ventura depois que tiver lido o texto acima você ainda achar que estou sonhando, lembro-lhe, quase parafraseando John Lennon; se você se juntar a esse sonho, já não serei mais o único.
Para isso, criamos uma grande rede só nossa para que possamos trocar idéias online, e assim nos organizarmos melhor.
Chama-se: LesadosdoAERUS@yahoogrupos.com.br.
Junte-se a nós
Meu nome é João Carlos da Luz.
Sou Sociólogo Formado pelo Puc-Campinas-SP
Com Bacharelado e Licenciatura Plena em Ciências Socias.
Pós-Graduando em Estudos Literários pela Faculdade Anhanguera.
Sou Comissário de Vôo aposentado pela Varig, onde com o nome de JECE trabalhei por 28 anos. email: joaocarlosdaluz@yahoo.com.br
Eu também trabalho nessa linha de raciocínio de que é chegada à hora de engrossar o caldo a voz e o coro. Afinar o discurso arregaçar as mangas e partir pra luta.
Acredito que todas as frentes, que vão desde processos jurídicos, políticos, sindicais, cartas particulares etc., e tal, e demais forças que trabalham em prol da nossa causa são de extrema essencialidade. Mas, precisamos assumir o protagonismo dessa história, afinal quem são os personagens reais, não somos nós?
Sei que nessa hora é inócua a briga entre Planos, porém antes de dar por finalizado o assunto é importante que se bata na campainha de alerta, lembrando alguns desavisados do plano dois que, a água desse poço mais dia menos dias também vai secar. A esses navegantes vai o aviso; à hora é essa também. Aproveitem enquanto a mobilidade financeira lhes permite uma maior autonomia. Depois do avião no chão, vem à sobrevivência na selva, por fim, a parte que lhes caberá neste latifúndio. Quando acordar será tarde demais.
Esse nosso grupo está com aproximadamente 500 pessoas “Lesadas”, na sua maioria comissários e comissárias, está faltando Pilotos, F/ES, Aeroviários e Pensionistas.
Aviso:
Ao mais naufrago dos náufragos e aos náufragos distraídos: Não existe mais lugar para antigas categorias, e sim para LESADOS. Esqueçamos as hierarquias porque hoje somos iguais em uma só categoria, LESADOS do Aerus.
O objetivo inicial da criação desse grupo foi formar uma grande rede nacional para nos organizarmos em núcleos, ou solitariamente em qualquer que seja a cidade do Brasil e do mundo em que haja um aeroporto e um Lesado. Seja interior, ou capital haverá sempre um símbolo do nosso protesto. E que esse símbolo se torne tema em fóruns de direitos humanos, nacionais e internacionais.
Se formos 10.000, e acredito que somos muito mais, está, portanto, faltando muita gente ainda aqui nesse grupo. É necessária uma maior mobilização no sentido de aumentar a quantidade de aderência dessas pessoas que faltam. A maioria delas nem sequer sabem que existimos como grupo. No entanto, estou certo que gostariam de estar participando, unindo-se ao nosso coro e formando uma só voz.
A voz dos LESADOSDOAERUS.
É hora, portanto de trazermos mais gente aqui pra dentro.
Um exemplo curto? Só ontem tive conhecimento que há o blog dos aposentados e demitidos da Varig há dois meses no ar. Fiquei muito feliz quando dei pela existência desse blog. É isso minha gente, parabéns. E vamos divulgar.
Dias atrás, no intuito de formar um grupo que se comunicasse na mesma língua (e esse já é realidade), postei no blog do Advogado Castanha Maia uma carta aberta. Nela, deixei expostas algumas linhas de ações do que penso poder ser desenvolvidas. Embora radicais, são dentro de procedimentos legais, e por isso, julgo serem efetivas. Pois estaremos criando fatos com novos atos em cima de tudo que já há. A mídia vive de espetáculo este é um dos segredos do século. Já que é assim, podemos fazer um espetáculo real. Por exemplo, um revezamento de greve de fome. Cada três dias um grupo fica amarrados entre si no aeroporto mais próximo, de preferência em volta das pilastras centrais. Claro que haverá um grupo de apoio dando assistência, de tempos em tempos passando uma bandeja de água e fazendo uma social. Eu me proponho a ser personagem em qualquer um dos papeis.
Claro que depois haverá revezamento, sejam essas tripulações simples ou compostas. Não necessita esforço, podendo ir gente de cadeira de roda, de muletas, de almofadas, crochê, baralho, travesseiros, a paisana, fardada. Enfim, seremos quase tão persistentes quanto às mães da Praça de Maio.
Ainda tenho um velho quepe, camisa branca, sapato preto, paletó, gravata e calça azul-marinho cheirando a naftalina. Vamos deixar os aeroportos cheirando a naftalina. podemos angariar um pequeno fundo, comprar naftalinas e distribuir para passageiros e demais pessoas nos aeroportos.
Vamos acabar com as traças, esse inseto predador e infame que come o dinheiro de aposentados.
Naftalina neles.
A propósito, segue abaixo a carta que originou a criação desse grupo.
Dei uma pequena editada para diminuir um pouco, mas fiel ao seu conteúdo.
Abraço a todos
Jece
CARTA AOS LESADOS DO AERUS
Caros colegas e companheiros lesados do Aerus, por esse longo tempo que acompanhamos o desenrolar desse processo que transformou em tragédia, agonia e desespero milhares de vidas, o que obtivemos até então de concreto, além de espera e óbitos? Nesse aeroporto, devido à idade avançada de muitos, o destino de vôos agora, só para o além. Portanto, a espera pode ser fatal.
Questão de lógica:
Se há lesados, obrigatoriamente tem que haver um lesador.
Qual seu nome?
Tenho procurado ver a realidade por diferentes prismas. Pela insensibilidade das autoridades até então e, por conseguinte a iniqüidade dos resultados. Penso que é chegada à hora de se deixar o muro das lamentações e partir para ações radicais e mais efetivas, fazendo nós próprio algo também por nós. Ou seja, montar tripulações completas, simples e de revezamento, com despacho, logística, manutenção e todo o pessoal de apoio em terra. Feito isso, aterrissaremos em todos os aeroportos do país em busca do nosso direito e da nossa dignidade.
Quando falo em ações radicais, sei que o primeiro pensamento que vem a mente de muitos é o uso da violência. Nada disso. Mahatma Gandhi foi de uma extrema radicalidade, sem, no entanto, em momento algum ter deixado de agir pacificamente. Até mesmo porque na nossa idade já não teríamos mais forças físicas para ações alternativas que delas também pudessem se valer.
Nossas forças físicas se consumiram no processo produtivo em forma de trabalho, construindo a riqueza da nação e os recursos que mantêm o funcionando essa instituição chamada Estado. Instituição que tem como principal finalidade zelar pelo bem estar e pela a vida dos cidadãos que nela cumprem honestamente o seu dever, e assim deveria proceder.
Enquanto jovens, nossas forças eram gastas nas intempéries que encurtam distancias entre o tempo e o espaço, executando vôos de integração que levavam as cidades para o interior do Brasil, e traziam o interior do Brasil para as cidades. Mais tarde, a caminho do envelhecimento, essas forças foram sendo gastas entre os fusos horários e os horários confusos. Levando o país para o mundo e trazendo o mundo para o Brasil.
Testemunhos desses fatos são inúmeros e vivem por aí. Façamos se necessário uma lista, ou ninguém se lembra de memória nomes de deputados, senadores, juízes, desembargadores, embaixadores, presidentes, sindicalistas, operários, jornalistas, empresários, artistas, advogados, executivos, escritores, e outras pessoas de diversas profissões mais, transportadas em aeronaves por nós tripuladas? Muito desses possivelmente pela passagem do tempo, hoje também velhos, usufruem, creio que com justiça, suas aposentadorias. Pois foi para isso que nos preparamos também enquanto nossos corpos tinham energia e gozavam de plena saúde. Depois, foi chegando o desgaste.
Mesmo os materiais produzidos com a mais alta tecnologia de que são feitos os moderníssimos aviões, com o tempo se desgastam, ou fadigam, porque é próprio da natureza da matéria com tempo sofrer perda de suas propriedades. Nossa capacidade de trabalho, força física/intelectual diretamente ligada ao corpo, com o tempo haveria também de se exaurir quando este fadigasse.
Os aviões quando aposentam são mandados para o cemitério de Tucson no deserto do Arizona, o maior cemitério de aviões do mundo. Certamente se pudesse, seria para onde nos mandariam as autoridades brasileiras.
No entanto, a natureza da matéria de que são feitos, esqueleto, fuselagem, corpo e também o cérebro dos aviões, é diferente da nossa. A nossa, traz e guarda em si dois componentes inigualáveis por ser único do ser humano. Um é a razão, faculdade que norteia nossas ações. O outro é o espírito, força que ao contrário da força física nunca se acaba.
Portanto, meus amigos, antigos colegas, companheiros e companheiras, velhinhos e velhinhas, a velhice acumula experiências, e experiência é sinônimo de conhecimento e sabedoria. Se agora descobrimos que temos tudo isso; força, conhecimento e sabedoria, o que está nos faltando para agir? Coragem?
Quem diria que um dia, cabelinhos brancos, pele enrugadinha, quiçá, de bengala voltaríamos novamente aos aeroportos. Desta vez para acamparmos, nos revezando e fazendo greve de fome nos principais aeroportos do país, seremos ridículos e escandalosos se preciso for, acorrentamo-nos coletivamente nos aeroportos do país até que devolvam o que nos roubaram.
SERÁ QUE SONHEI?
Que não há mais espaços para estratificações hierárquicas e nem categorias, aeronautas, aeroviários e sim, LESADOS.
Quer tenha sido você, comandante, comissário, mecânico de vôo, de terra, diretor, despachante, gerente, ou motorista da Kombi.
.
SERÁ QUE SONHEI?
Em criar acontecimentos que provoquem impactos e chame atenção dos meios de comunicações, de toda a mídia e vá ecoar lá no palácio do planalto, repercutir na Câmara, no Senado, no Tribunal e na sociedade de um modo geral.
Que vamos chamar atenção de outros movimentos sociais e instituições, inclusive internacionais.
Que para ter apoio e solidariedade da sociedade é preciso que ela nos enxergue e nos ouça.
SERÁ QUE SONHEI?
Que respiramos fundo, nos insuflamos de força, desprendimento e acima de tudo coragem.
Que descobrimos que entre ficar em casa morrendo passivo, se lamentando sem dinheiro para remédio, é melhor morrer lutando nem que seja de bengala, muleta e cadeira de roda.
Que chegou a hora de nos organizarmos, nos juntarmos em grupos e irmos para os principais aeroportos do país e iniciarmos coletivamente uma greve de fome, quiçá por tempo indeterminado.
Que foi preciso chegar ao absurdo de nos acorrentarmos nas pilastras dos aeroportos para que devolvam o que nos roubaram.
SERÁ QUE ACORDAREI
Vendo essas manchetes nos jornais e telejornais do país?
Velhinhos do Brasil estão morrendo de fome.
Meteram a mão na aposentadoria dos velhinhos aeronautas e aeroviários.
Um país que rouba aposentadoria de seus velhinhos não respeita os direitos humanos.
Policia tenta arrancar a força dos aeroportos velhinhos que tiveram aposentadoria roubada e fazem greve de fome, mas estes de forma pacífica resistem bravamente.
Se por ventura depois que tiver lido o texto acima você ainda achar que estou sonhando, lembro-lhe, quase parafraseando John Lennon; se você se juntar a esse sonho, já não serei mais o único.
Para isso, criamos uma grande rede só nossa para que possamos trocar idéias online, e assim nos organizarmos melhor.
Chama-se: LesadosdoAERUS@yahoogrupos.com.br.
Junte-se a nós
Meu nome é João Carlos da Luz.
Sou Sociólogo Formado pelo Puc-Campinas-SP
Com Bacharelado e Licenciatura Plena em Ciências Socias.
Pós-Graduando em Estudos Literários pela Faculdade Anhanguera.
Sou Comissário de Vôo aposentado pela Varig, onde com o nome de JECE trabalhei por 28 anos. email: joaocarlosdaluz@yahoo.com.br
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Texto da Comissária Aposentada Varig Elizabeth Feoli para Ministros do STF
Excelentíssimo Senhores,
Diz o artigo, 5º, III, da CRFB/88: "Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante";
Pergunto: Por quê permitem que, estando em Vossas mãos as vidas dessas vítimas, não só 10000 dessas, sim, porque ao derrubarem a VARIG, o avião não caiu apenas sobre seus funcionários e aposentados, mas sobre todos os nossos familiares, que, somados, chegamos a mais ou menos (45000) QUARENTA E CINCO MIL CIDADÃOS DESTE PAÍS, SUJEITOS TAMBÉM DE DIREITOS, sejamos submetidos a essa tortura sem fim?
Queremos apenas que a LEI MAIOR seja respeitada e nos devolvam os nossos direitos Adquiridos, que a mesma Lei diz proteger.
Tenho fé e confiança em vossas Excelências pois, assim como médicos não lutam para tirar de seus pacientes a vida, mas, para salvá-las, estou certa de que os Os Excelentíssimos Senhores, Guardiões da Lei e promotores da JUSTIÇA, farão prevalecer a moral, a ética e dignidade deste país, interpretando e aplicando as Leis na forma do direito e da justiça, para que todos nós , ex trabalhadores da VARIG/TRANSBRASIL, aposentados, participantes e assistidos AERUS, recuperemos um pouco da vida que nos está sendo tirada através da privação dos nossos direitos.
Exmos. Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal, precisamos de uma decisão para o RE571969 e SL127.
O governo, ao acordar, através da SPC, que parte dos recusros da Diferença Tarifária, seria revertida ao AERUS para quitação da dívida da VARIG para com todos nós, credores, participantes, assistidos, aposentados e pensionstas daquele Instituto, admitiu sua dívida para com a empresa, e por conseguinte, para conosco, sabendo exatamente o montante dessa dívida.
Dessa forma, de há muito, o governo já deveria estar tutelando os nossos benefícos de forma integral, pois se colocou na posição de fiador, e não posso crer, de forma alguma, que houve má fé nesse acordo.
Exmo. Desembargador, Senhor Carlos Moreira Alves, pedimos, conforme artigo 71 do Estatuto do Idoso, prioridade na produção de provas, apreciação e julgamento do processo de Nº. 2003.34.00.030154-6.
Onde teria ido parar os 3% recolhidos de todas as passagens aéreas vendidas em território nacional a se destinar ao Intituto Aerus de Seguridade Social, por um período de 30 anos, como terceira fonte de custeio dos nossos benefícios e em apenas 09, foi arbitrariamente abolido pelo então Departamento de Aviação Civil, mas que parece não ter sido retirado do valor dessas passagens?
Exmo. Juiz da 14ª Vara Federal, Senhor Roberto Luis Luchi Demo, pedimos, conforme artigo acima citado, prioridade na produção de provas, apreciação e julgamento do processo Nº 2004.34.00.010319-2.
Como puderam as empresas discontar dos salários dos trabalhadores, soma destinada a poupança dos mesmos no fundo AERUS e não repassar as importâncias a este, com a cumplicidade do governo, através da SPC, seu ógão fisaclizador? Seria isso furto?
Exmo. Ministro Luís Inácio Lucena Adams, tenho certeza de que, se o Brasil realmente for um "País de Todos", os números não serão tão desfavoráveis a VARIG como a princípio parecem ser.
Excelentíssimos Senhores, neste exato momento, sinto-me como se tivesse sido beneficiada com a declaração de contitucionalidade do artigo 5º da lei de biossegurança, para logo a seguir, ser condenada à morte por crime que não cometi.
Seria esse o "espírito das leis"?
Em tempo: Segue abaixo do próximo texto, relato sobre o qual dou testemunho.
Respeitosamente,
Elizabeth F. de Oliveira.
Cmsa. aposentada VARIG/AERUS
Vítima desse desastre, submetida à tortura e, a continuar simplesmente na esfera de "solução política" serei em muito breve mais uma condenada à morte por todos aqueles que a lei diz serem garantidores da justiça e do direito, e estão deixando de nos prestar socorro.
Diz o artigo, 5º, III, da CRFB/88: "Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante";
Pergunto: Por quê permitem que, estando em Vossas mãos as vidas dessas vítimas, não só 10000 dessas, sim, porque ao derrubarem a VARIG, o avião não caiu apenas sobre seus funcionários e aposentados, mas sobre todos os nossos familiares, que, somados, chegamos a mais ou menos (45000) QUARENTA E CINCO MIL CIDADÃOS DESTE PAÍS, SUJEITOS TAMBÉM DE DIREITOS, sejamos submetidos a essa tortura sem fim?
Queremos apenas que a LEI MAIOR seja respeitada e nos devolvam os nossos direitos Adquiridos, que a mesma Lei diz proteger.
Tenho fé e confiança em vossas Excelências pois, assim como médicos não lutam para tirar de seus pacientes a vida, mas, para salvá-las, estou certa de que os Os Excelentíssimos Senhores, Guardiões da Lei e promotores da JUSTIÇA, farão prevalecer a moral, a ética e dignidade deste país, interpretando e aplicando as Leis na forma do direito e da justiça, para que todos nós , ex trabalhadores da VARIG/TRANSBRASIL, aposentados, participantes e assistidos AERUS, recuperemos um pouco da vida que nos está sendo tirada através da privação dos nossos direitos.
Exmos. Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal, precisamos de uma decisão para o RE571969 e SL127.
O governo, ao acordar, através da SPC, que parte dos recusros da Diferença Tarifária, seria revertida ao AERUS para quitação da dívida da VARIG para com todos nós, credores, participantes, assistidos, aposentados e pensionstas daquele Instituto, admitiu sua dívida para com a empresa, e por conseguinte, para conosco, sabendo exatamente o montante dessa dívida.
Dessa forma, de há muito, o governo já deveria estar tutelando os nossos benefícos de forma integral, pois se colocou na posição de fiador, e não posso crer, de forma alguma, que houve má fé nesse acordo.
Exmo. Desembargador, Senhor Carlos Moreira Alves, pedimos, conforme artigo 71 do Estatuto do Idoso, prioridade na produção de provas, apreciação e julgamento do processo de Nº. 2003.34.00.030154-6.
Onde teria ido parar os 3% recolhidos de todas as passagens aéreas vendidas em território nacional a se destinar ao Intituto Aerus de Seguridade Social, por um período de 30 anos, como terceira fonte de custeio dos nossos benefícios e em apenas 09, foi arbitrariamente abolido pelo então Departamento de Aviação Civil, mas que parece não ter sido retirado do valor dessas passagens?
Exmo. Juiz da 14ª Vara Federal, Senhor Roberto Luis Luchi Demo, pedimos, conforme artigo acima citado, prioridade na produção de provas, apreciação e julgamento do processo Nº 2004.34.00.010319-2.
Como puderam as empresas discontar dos salários dos trabalhadores, soma destinada a poupança dos mesmos no fundo AERUS e não repassar as importâncias a este, com a cumplicidade do governo, através da SPC, seu ógão fisaclizador? Seria isso furto?
Exmo. Ministro Luís Inácio Lucena Adams, tenho certeza de que, se o Brasil realmente for um "País de Todos", os números não serão tão desfavoráveis a VARIG como a princípio parecem ser.
Excelentíssimos Senhores, neste exato momento, sinto-me como se tivesse sido beneficiada com a declaração de contitucionalidade do artigo 5º da lei de biossegurança, para logo a seguir, ser condenada à morte por crime que não cometi.
Seria esse o "espírito das leis"?
Em tempo: Segue abaixo do próximo texto, relato sobre o qual dou testemunho.
Respeitosamente,
Elizabeth F. de Oliveira.
Cmsa. aposentada VARIG/AERUS
Vítima desse desastre, submetida à tortura e, a continuar simplesmente na esfera de "solução política" serei em muito breve mais uma condenada à morte por todos aqueles que a lei diz serem garantidores da justiça e do direito, e estão deixando de nos prestar socorro.
Texto da Comissária Varig Denise Diedrich. Causa Aerus Varig.
Peço licença aos Sr. Ministros, Desembargadores, Senadores do nosso imenso Brasil, para acrescentar uma palavra ao texto escrito por meu colega Bolognese.
Sinto-me extremamente desencantada com o lastimável enredo final da situação dos participantes do Fundo de Pensão AERUS. Não bastassem a perda do emprego, a perda das contribuições mensais ao Fundo AERUS efetuadas durante 20 anos, o não pagamento das indenizações trabalhistas, não bastassem as humilhações sofridas na luta pela manutenção de nossos direitos constitucionais, algo que parece não sensibilizar ninguém após 3 anos e meio da venda da Varig a pessoas sem a devida qualificação para a condução do negócio, parece-me agora que chegamos ao fundo do poço pela seguinte história que venho a relatar:
- nesses árduos anos de luta, no dia de ontem, tomei conhecimento da humilhante história de um aposentado do AERUS, que, em uma passeata no centro do Rio de Janeiro pelos direitos suprimidos, relatou que diariamente pega o ônibus, utilizando a gratuidade do idoso, e dirige-se ao centro do Rio para almoçar no restaurante de R$ 1,00 criado pela Rosinha Garotinho, ex-governadora do Estado, de modo que do dinheiro da aposentadoria do INSS e do mínimo que recebe do AERUS reste algum dinheiro para auxiliar o filho que está na busca por um emprego, de modo a salvar a todos de sua família. Esse Aposentado já encontra-se em situação de deficiência alimentar, pois sua figura é magra e esquálida. Meus Senhores, isso é chegar ao fundo do poço. Parece, por estar nessa situação crítica, que esse Aposentado nunca fez nada na vida, nunca trabalhou, nunca pagou impostos, nunca contribuiu para ter uma aposentadoria digna e prover os meios de subsistência dele e de sua família. É uma história bem diferente da história dos milhões de miseráveis que recebem do Governo Federal todas as Bolsas Famílias possíveis para seu sustento. Porém, no final de sua trajetória de vida, a história desse Aposentado e as histórias dos Bolsistas se comunicam de forma trágica para aquele que tanto se esforçou, pagou, acreditou e confiou no sistema. Ele e tantos outros lesados do AERUS e ex-trabalhadores da ativa da Varig são hoje os verdadeiros excluídos do sistema, de forma perversa, e agora vivem à margem da sociedade, esperando a morte chegar. Essa é a nossa dura realidade, triste, comovente, infame, injusta. É chegada a hora, Srs.. O tempo urge. Peço, pois, humildemente aos Desembargadores que julguem com a maior rapidez possível os processos do AERUS e VARIG, pois somos idosos sem chances no mercado de trabalho, porém sedentos e famintos de reparação e justiça.
Por vossa atenção, desde já o meu muito obrigada.
Denise Diedrich
Ex-Comissária da Varig.
Sinto-me extremamente desencantada com o lastimável enredo final da situação dos participantes do Fundo de Pensão AERUS. Não bastassem a perda do emprego, a perda das contribuições mensais ao Fundo AERUS efetuadas durante 20 anos, o não pagamento das indenizações trabalhistas, não bastassem as humilhações sofridas na luta pela manutenção de nossos direitos constitucionais, algo que parece não sensibilizar ninguém após 3 anos e meio da venda da Varig a pessoas sem a devida qualificação para a condução do negócio, parece-me agora que chegamos ao fundo do poço pela seguinte história que venho a relatar:
- nesses árduos anos de luta, no dia de ontem, tomei conhecimento da humilhante história de um aposentado do AERUS, que, em uma passeata no centro do Rio de Janeiro pelos direitos suprimidos, relatou que diariamente pega o ônibus, utilizando a gratuidade do idoso, e dirige-se ao centro do Rio para almoçar no restaurante de R$ 1,00 criado pela Rosinha Garotinho, ex-governadora do Estado, de modo que do dinheiro da aposentadoria do INSS e do mínimo que recebe do AERUS reste algum dinheiro para auxiliar o filho que está na busca por um emprego, de modo a salvar a todos de sua família. Esse Aposentado já encontra-se em situação de deficiência alimentar, pois sua figura é magra e esquálida. Meus Senhores, isso é chegar ao fundo do poço. Parece, por estar nessa situação crítica, que esse Aposentado nunca fez nada na vida, nunca trabalhou, nunca pagou impostos, nunca contribuiu para ter uma aposentadoria digna e prover os meios de subsistência dele e de sua família. É uma história bem diferente da história dos milhões de miseráveis que recebem do Governo Federal todas as Bolsas Famílias possíveis para seu sustento. Porém, no final de sua trajetória de vida, a história desse Aposentado e as histórias dos Bolsistas se comunicam de forma trágica para aquele que tanto se esforçou, pagou, acreditou e confiou no sistema. Ele e tantos outros lesados do AERUS e ex-trabalhadores da ativa da Varig são hoje os verdadeiros excluídos do sistema, de forma perversa, e agora vivem à margem da sociedade, esperando a morte chegar. Essa é a nossa dura realidade, triste, comovente, infame, injusta. É chegada a hora, Srs.. O tempo urge. Peço, pois, humildemente aos Desembargadores que julguem com a maior rapidez possível os processos do AERUS e VARIG, pois somos idosos sem chances no mercado de trabalho, porém sedentos e famintos de reparação e justiça.
Por vossa atenção, desde já o meu muito obrigada.
Denise Diedrich
Ex-Comissária da Varig.
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