quarta-feira, 30 de junho de 2010

Carta da Comissária Varig Denise Diedrich para a Rede Bandeirantes e a Produção do Programa CQC - Custe o que Custar

À
Rede Bandeirantes e Produção do Programa CQC

Prezados Senhores

É com imensa alegria que escrevo aos Senhores, pois adoro o Programa Custe o Que Custar.

Não conseguia imaginar uma maneira de fazer com que parlamentares de nosso país se tornassem conscientes de suas ações (ou da sua falta de ação) e, principalmente, que se conscientizassem de que parte do povo brasileiro não é conivente com suas atitudes.

Já enviei diversos emails ao congressistas, mas recebo somente respostas atenciosas, sem qualquer menção às providências que porventura seriam tomadas para a resolução do nosso problema. Ou seja, a inação é total e irrestrita.

Porém, quando os repórteres do CQC entrevistam os políticos em Brasília, é realmente um gozo para mim poder observar a cara de ofendidos dos mesmos! Onde está a cara-de-pau deles nessa hora? O constrangimento é visível!

Por isso, assistir a esse programa, para mim, é poder lavar a alma diante de tanta podridão exposta por estes políticos brasileiros.

Sem falar na parte humorística, que realmente é muito divertida, com toda espontaneidade e criatividade manifestadas por vocês.

Assim, faço minhas as palavras de minha colega de infortúnio Geni Reschke, que já entrou em contato com os Senhores, para ver a possibilidade de viabilizar um programa "Proteste Já" sobre o "Caso Varig".

O "Caso Varig" é o caso do descaso do Governo Federal, o dito governo dos trabalhadores, para com estes mesmos trabalhadores. O Governo Federal permitiu que contribuições dos trabalhadores da Varig para o seu Fundo de Pensão fossem descontadas de seus contra-cheques sem, no entanto, terem sido repassadas pela Varig para referido Fundo. Ora, foram 20, 25 anos de contribuição para formação de suas aposentadorias. Mas, 21 repactuações da dívida da Varig para com o Fundo foram autorizadas pela Secretaria de Previdência Complementar, o órgão fiscalizador do Governo Federal, sem exigir qualquer contrapartida.

Em 2006, a Varig foi vendida e os empregados foram demitidos sem receber suas indenizações trabalhistas.

É o único caso de que tenho conhecimento no país, em que trabalhadores são demitidos sem receber a indenização a que tinham direito, e pior, sem qualquer manifestação da Justiça do Trabalho, onde os processos não andam, pelo menos aqui no Rio de Janeiro.

Desde 2006 os aposentados e pensionistas do Aerus vêem seus benefícios diminuirem a cada mês. Alguns estão recebendo R$ 7,00 por mês, em troca de suas contribuições ao referido Fundo.

Existe uma ação da Varig contra o Governo Federal que, finalmente, depois de aproximadamente 15 anos, chegou ao Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma ação por perdas tarifárias da época do congelamento de preços de um dos tantos planos de salvação da moeda, se não me engano era o Plano Cruzado. Nessa época, a Varig tinha despesas em dólar, o qual aumentava diariamente no nosso país, e recebia o pagamento pelos serviços executados em cruzados congelados. A empresa ficou estrangulada. Além disso, enfrentou a abertura dos céus brasileiros para as empresas estrangeiras, mais enxutas e mais competittivas.

Bem, o resultado dessa ação, se positivo, é a única esperança que têm, os ex-trabalhadores da Varig, os aposentados e os pensionistas do Aerus, de receber seus direitos trabalhistas e de ter de volta o valor real de suas pensões. Esta ação já deveria ter sido jugada pelo Supremo no ano passado, porém o Governo Federal acenou com uma possibilidade de um Acordo que beneficiaria tanto o governo quanto os credores da Varig. Infelizmente, tratou-se de mais uma procrastinação de parte do Gov. Federal, visto que um ano inteiro se passou para no final do ano o Governo declarar a impossibilidade de realizar o tal Acordo.

Mais de 300 aposentados já faleceram sem ver resolvida essa questão.

Muitos aposentados são idosos com mais de 80 anos, e enfrentam dificuldades financeiras cada vez maiores, e vendo sua saúde debilitando a cada dia.

A ação da defasagem tarifária está parada no STF, aguardando o pronunciamentro da Ministra Carmen Lúcia.

A alta faixa etária dos aposentados do Aerus exige uma resposta urgente do STF, porém esta não vem com a velocidade que o caso requer, pois tantas vidas já se perderam, e os que ainda sobrevivem estão com suas pensões e benefícios reduzidos, ou quase acabando.

Pedimos, portanto, a atenção desse programa para estas questões urgentes que envolvem idosos em desamparo, ex-trabalhadores demitidos sem receber indenização e que acreditaram no sistema, porém foram completamente ignorados exatamente por quem deveria defendê-los.

Todas as situações desencadeadas com a venda da Varig são muito mais amplas do que a situação acima exposta, abrangendo todo setor aéreo. Mas restrinjo-me a esta explicitada acima, que é a questão da sobrevivência e a injustiça de que foram vítimas os funcionários, aposentados e pensionistas da Varig, que do dia para a noite se viram espoliados de seu trabalho, de sua dignidade, de seu valor.

Coloco-me a disposição para maiores esclarecimentos sobre o caso, inclusive para estabelecer contato com representantes de Associação de Pilotos, de Mecânicos de Voo, de Comissários e de Aeroviários da Varig, que possuem informações mais detalhadas e documentadas sobre o assunto.

Contando com vosso interesse pelo assunto, despeço-me, não sem antes novamente parabenizá-los pelo Programa CQC, o qual assisto regularmente pela Band.

Um grande abraço a todos!

Denise Diedrich

Ex-Comissária de Voo da Varig, por 21 anos.

Agradecimento aos 63 seguidores deste Blog. Muitíssimo obrigado por seguirem o mesmo.

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Abraços fraternos do amigo Variguiano e Cruzeiro do Sul Paulo Resende.
Este Blog pertence aos aposentados e demitidos da VARIG.
Participem escrevendo, colocando fotos ou vídeos. Caso não consigam fazer isto é só enviar os arquivos para os meus emails.
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MUITO OBRIGADO A TODOS QUE SÃO SEGUIDORES DESTE BLOG.

FERREIRA GOULART: " LULA É DESONESTO "





FERREIRA GOULART: "LULA É DESONESTO"


Em entrevista ao Jornal "O Tempo" de Belo Horizonte, o poeta Ferreira Goulart, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, afirma que Lula é "uma pessoa desonesta" por se apossar de conquistas que não são do governo dele. Diz ainda que “o PT é um perigo para o país” porque representa alto risco para a regime democrático. Leia, abaixo:

P: Neste ano temos eleição presidencial. Você está animado?

Ferreira: Ah, vai ser uma batalha. Os dois candidatos estão empatados. Espero que o Serra ganhe. Será um absurdo se o Lula, que empurrou a Dilma garganta adentro do PT, vá empurrar agora garganta adentro do país só pela vontade exclusiva dele. Acho que nem a Dilma é a favor disso.

P: Mas o governo Lula não teve nenhum mérito?

Ferreira: Não é que não teve nenhum mérito. O principal problema do Lula é ele não reconhecer o que ele deve aos governos anteriores. Tudo dele é “Nunca na história deste país…”. Ele se faz dono de tudo o que ele combateu. Por que o Brasil passou pela crise da maneira que passou? Porque havia o Proer (programa de auxílio ao sistema financeiro). Mas o PT foi para a rua condenar o Proer dizendo que o governo FHC estava dando dinheiro para banqueiro. E a Lei de Responsabilidade Fiscal? O PT entrou no STF contra a lei. Ainda está lá o processo do PT para acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT era contra o superávit primário, era contra tudo.

P:Tudo?

Ferreira: Tudo o que eles estão adotando e que se constitui a infraestrutura da política econômica que eles combateram. Agora o cara não reconhece isso: ele diz que fez tudo. O Lula é, de fato, uma pessoa desonesta. Um demagogo. E isso é perigoso. Está arrastando o país para posições que são realmente inacreditáveis. O cara se tornar aliado do Ahmadinejad, o presidente de um país que tem a coragem de dizer que não houve o Holocausto? Ele está desqualificando mundialmente porque está negando um fato real que não agrada a ele. Então não pode. O Brasil vai se ligar a um cara desse? É um oportunismo e uma megalomania fora de propósito. É um desastre para o país. Eu espero que a Dilma perca a eleição. Não tenho nada contra ela, mas contra o que isso significa. O PT é um perigo para o país. O aparelhamento do Estado, o domínio dos fundos de pensão… Um sistema de poder que vai ameaçar a própria democracia. As pessoas têm que tomar consciência".

Muito obrigado presidente Lula por levar os aposentados brasileiros e os aposentados, pensionistas e demitidos da Varig para a miséria e cemitério

Niterói, 30 de junho de 2010.


Hoje, é o último dia do mês de Junho de 2010. Amanhã faltarão apenas 6 meses para o Ano de 2010 terminar. E pelo andar da carruagem os aposentados brasileiros e os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG ficarão mais uma vez a ver navios. O nosso Presidente que tanto fala em Justiça Social e tanto fala das suas realizações a frente do Governo merece o meu agradecimento por levar os aposentados brasileiros mais rápido para a rua da miséria. E também agradecer a ele, que possui uma popularidade enorme ( gostaria de saber quem responde a estas pesquisas? ) por levar mais rápido para o cemitério os aposentados e pensionistas do Aerus Varig.
Em 4 anos e quase 3 meses desde o fatídico dia 12 de abril de 2006 que mais de 360 pessoas já vieram a falecer sem verem a causa Aerus Varig resolvida e sem terem a suas dignidades de volta.
Este é o tipo de Justiça Social que o nosso Presidente Lula entende muito bem. Quanto mais ele e seu partido prejudicam milhares de pessoas sua popularidade sobe. Mas este tragédia silenciosa que se abateu sobre os trabalhadores da Varig a grande maioria do Povo Brasileiro não sabe. Não sabem o quanto ele, presidente Lula e sua turma, prejudicam e prejudicaram a estes trabalhadores da Varig.

Ele, presidente Lula, está colaborando em muito com todos nós não acham? Antes de se tornar Presidente do Brasil seu discurso era um discurso contra tudo que faziam contra os aposentados brasileiros ( ele e sua turma do PT gritavam palavras de ordem para desancar os governos anteriores ). Aliás ele e seu partido continuam a fazer isto nestes quase 8 anos de mandato.
Em relação ao Governo do Ex.Presidente Fernando Henrique Cardoso, principalmente na questão das aposentadorias, ele tem até razão, pois o senhor FHC foi o criador, junto com o congresso da época, do maldito fator previdenciário. Acontece que ele, presidente Lula, continuou com a mesma política do seu antecessor que prejudica tanto os aposentados brasileiros que ganham acima de um salário mínimo.
Seus ministros ( Guido Mantega e Paulo Bernardo ) dizem que esta merreca de aumento de 7,72 % seria inviável e a previdência iria entrar em colapso caso fosse dado este pequeno aumento. No final concordaram e aceitaram com a tal merreca porque em ano eleitoral não se deve brincar com o eleitor, principalmente se o eleitor é e for aposentado brasileiro. Então a decisão tomada recentemente foi para não perder votos para sua candidata Dilma Rousseff.
Mas os aposentados brasileiros não vão se deixar enganar por estas migalhas dadas recentemente pelo nosso presidente Lula. O tal Fator Previdenciário criado pelo " principe dos sociológos " o ex. presidente FHC continua de pé e se depender do presidente Lula e de sua turma continuará firme e forte. Ele vetou o fim do mesmo e como um bom vira casaca que é deixa milhares de futuros aposentados e os atuais com uma mão na frente e outra atrás.

Espera-se que em outubro de 2010 os aposentados brasileiros e seus familiares dêem o troco para este Governo e toda a sua turma. Espera-se também que os futuros aposentados brasileiros dêem o troco também em outubro de 2010.

No caso do Aerus Varig a tragédia é bem maior. Tragédia esta provocada pelo atual governo, pelo presidente Lula, Dona Dilma e outros menos votados ( a maioria do Partido dos Trabalhadores ). Em 17 de julho de 2006 a decisão de vender a Varig em Leilão foi sacramentada e ponto final. Ao venderem a mesma três dias depois ( 20 de julho de 2006 ) em leilão pelo preço módico de 24 milhões de dolares para o grupo Volo os trabalhadores da Varig viram ruir por terra todas as suas esperanças de manter a VARIG em funcionamento e com isto poderem tirar da Intervenção o fundo de Pensão AERUS e tirar da liquidação os Planos I e II da Varig neste Fundo de Pensão.
Mas a mão forte e pesada do governo do senhor presidente Lula não quis que isto acontecesse. Aliás estava tudo programado por ele e pela sua turma que a Varig deveria ser varrida do mapa da aviação comercial brasileira. Tudo bem engendrado e programado.

Já em 12 de abril de 2006 a primeira pancada foi dada em cima dos Trabalhadores da Varig pela SPC - Secretaria de Previdência Complementar dirigida na época por um tal senhor chamado Adacir Reis. Neste fatídico dia 12 de abril de 2006 os aposentados, pensionistas e pessoal da ativa Varig viram ruir um dos maiores fundo de pensão privado que existia neste País. Fundo este mal administrado por seus dirigentes e que com o apoio total da SPC que concordou e assinou em baixo as 21 repactuações de dívidas que a Varig tinha com o Aerus.
Estas duas grande pancadas em cima dos Trabalhadores da Varig foram decisivas para levar todos a uma situação caótica e difícil. Situação que perdura até hoje. Passado mais de 4 anos e quase 3 meses nada foi ou é resolvido para solucionar a questão AERUS VARIG. O governo do senhor Lula não tem interesse algum em ver esta questão resolvida. Pouco importa para ele, para dona Dilma e demais participantes deste governo que os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG e os demitidos da Varig, que perderam suas poupanças neste fundo, tenham suas vidas de volta e tenham suas dignidades de volta. Eles não estão nem aí para o sofrimento e dor porque todos passam. 360 trabalhadores já faleceram e se outros vierem a falecer sem verem esta difícil questão resolvida não é problema para o presidente Lula e sua turma. Se em 11 de abril de 2006 ( um dia antes de ser decretada a intervenção e liquidação dos planos I e II da Varig no Aerus ) ele não recebeu siquer um trabalhador da Varig em Brasília não é agora que ele e sua turma vão tentar resolver esta grave questão que aflige a milhares de pessoas. É bom que se diga aqui que até hoje ele não recebeu um trabalhador da Varig. Recebeu ao que parece pseudos dirigentes que ajudaram em muito a levar os trabalhadores da VARIG também para a rua da amargura e miséria.

Não há interesse político e os pseudos dirigentes do SNA - Sindicato Nacional dos Aeronautas - atrelados a este governo do PT continuam correndo atrás do prejuízo que causaram a todos. Continuam a dizer em comuicados que os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG não devem esmorecer e que eles ( dirigentes do SNA atrelados até a alma a este governo ) continuam confiantes em relação a solução para o caso Aerus Varig.
Aliás algumas frases com as palavras confiante, e não esmorecer são ditas por estes senhores e senhora desde o início da maldita crise que se abateu sobre todos os trabalhadores da Varig.
Continuam como sempre a levar todos na conversa e só.
Aliás é esta a função dos Sindicatos atrelados a este governo. Ir enrolando a todos e dizendo sempre que estão confiantes e que ninguém deve esmorecer. Os Sindicatos atrelados a esta República Sindicalista fazem muito bem esta parte. Não deixam que os seus associados se revoltem e estão sempre controlando os mesmos para que permaneçam quietinhos e calados a espera de uma solução ou que sabe " um milagre ".

Então para terminar o meu " muito obrigado " presidente Lula por o senhor, tão defensor da tal Justiça Social apregoada aos quatro cantos do Brasil por Vsa. Excia. e vossa turma, ter levado os aposentados e pensionistas e mais os demitidos da Varig para o fundo do poço e muito obrigado também por estar levando devagar todos nós para o cemitério mais cedo.
E o meu " muito obrigado " presidente Lula por o senhor estar levando todos os aposentados brasileiros para, a cada dia que passa, uma situação humilhante e precária.
Em outubro de 2010 espero eu que toda esta gente que o senhor, dona Dilma e seu partido prejudicam e prejudicaram lhe dêem o troco a altura.
Afinal de contas eles todos irão lhe agradecer em peso em outubro de 2010 dando para o senhor e para todo o seu governo um Obrigado carregado de decepção e revolta através do voto.

Caros aposentados brasileiros e caros aposentados, pensionistas e demitidos Varig está chegando a hora de agradecer ao senhor presidente Lula e a toda a sua turma.
Vamos dar o troco para ele e toda a sua turma em Outubro de 2010.

Asssinado:
José Paulo de Resende.
Aposentado Brasileiro e aposentado Aerus Varig altamente prejudicado. Duas vezes altamente prejudicado pelo Governo do presidente Lula.
Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro.

Aposentadoria RGPS, AERUS, Salários Fator Previdenciário e Rui Nogueira. Texto de Mirna Cavalcanti




Aposentadoria RGPS,AERUS,Salários Fator Previdenciário e Rui Nogueira

O Estado deveria respeitar e dignificar os que por ele trabalharam toda uma vida, reconhecendo seus direitos.
Hoje li a matéria de Rui Nogueira. Sobre aposentados e salários.
Inicia não com uma síntese ‘caricata’ (assim por ele considerada), mas com uma afirmação acaciana que nada tem a ver com a triste realidade social que estamos todos a vivenciar.
O salário é, em definição abrangente, simples, mas não simplória, um determinado valor a ser pago pelo empregador para o trabalhador. Este valor será determinado por uma série de variáveis que não procede aqui a todas enumerar. Menciono algumas, como o tipo de trabalho – se intelectual ou braçal, onde é ele prestado, as qualificações do empregado,suas habilidades, produtividade, criatividade e a demanda do próprio mercado de trabalho entre tantas outras mais variáveis.
Parece-me que o ilustre jornalista perdeu-se em meio ao seu próprio discurso. O fato de tentar abarcar os ‘sistemas públicos universais de previdência’ já, de per si, revela-se impossível em tão conciso artigo. Para escrever sobre assunto de tal relevância, necessitaria de espaço que só um livro poderia oferecer-lhe.
O fato é que a França, a Itália, Portugal, garantem aos seus cidadãos o direito a uma previdência e assistência social humanas e possível de ser efetuada, enviando, em certos casos, o médico do Estado à casa do paciente, bem como possibilitando todos os exames possíveis para diagnosticar a doença, e fornecendo, inclusive, os remédios imprescindíveis para tentar curar o doente.
A ‘diferenciação’ do articulista, logo no seu primeiro parágrafo, entre os vocábulos salário e aposentadoria é expletiva. Fecha o parágrafo afirmando (sic) não há como conter demandas corporativistas em cima de uma política que é, na prática, uma garantia de qualidade mínima de vida na velhice.
Senhor jornalista, uma vez que existe um preceito de altura Constitucional que determina um salário-mínimo (que na verdade só teve vida vigorou no tempo de quem o instituiu, Getúlio Vargas) e, que, com o transcorrer do tempo, todos os demais presidentes só vieram a fazer com que ele fosse não tão paulatinamente perdendo seu poder de compra, deveria, sim, este salário, ter sido respeitado – e mantido em nível de poder alimentar, vestir, agasalhar, etc… tanto o trabalhador como toda sua família. Caricato, senhor jornalista – e tristemente caricato – para usar a palavra empregada pelo senhor, é que não o salário (generalizado e ampliado), mas o salário mínimo sequer é suficiente para dar ao trabalhador uma vida digna.(*)
Acontece que o senhor ainda se refere (sic) a uma garantia de vida na velhice …
NÃO EXISTE ESSA GARANTIA NESTE PAÍS, SENHOR JORNALISTA. NEM PARA O TRABALHADOR QUE PERCEBE APENAS O SALÁRIO MÍNIMO, NEM PARA OS DEMAIS, JÁ QUE O TETO MÁXIMO parPARA A PERCEPÇÃO DO MESMO NEM CHEGA AOS R$ 4.000 …
Lamento asserir que a primeira frase de seu artigo não se sustenta. Primeiro, por não ser alicerçada na verdade. Os aposentados, ao contrário do que imagina, NÃO TÊM AS MESMAS NECESSIDADES DOS QUE ESTÃO NA ATIVA . Suas necessidades são bem maiores, via de regra – e causadas pela própria idade que consigo pode trazer uma série de problemas de várias espécies, como doenças e suas conseqüências…
Todavia, sua afirmação preconceituosa , de que “saem do mercado de trabalho ativo … e passam para a categoria dos cidadãos que devem ter a velhice amparada” … demonstra que desconhece – ou finge desconhecer não só nossa Constituição , como as próprias Leis Trabalhistas e Previdenciárias. Se pudesse aconselhar-lhe diria que as lesse atentamente. Nossa Constituição parece inexistir para a maioria dos políticos e, muitas das vezes, para o próprio Judiciário.
É de lamentar-se, outrossim, que as Leis Trabalhistas e principalmente as Previdenciárias têm sido desfiguradas e muitas vezes descumpridas pelos fazedores de leis, na sua maioria despreparados, ignorantes e até maldosos. Tudo em detrimento do trabalhador. Este, senhor jornalista, durante toda sua vida ativa, contribui, sim, de acordo com o que a lei determina, para ter uma qualidade de vida na velhice. Seu empregador também contribui em nome desse empregado. Acontece o que é imoral, ilegal e inconstitucional: o Estado, que também deveria verter sua contribuição para o enpregado, não o faz. Não o faz por não querer, pois é o maior devedor da Previdência Social (Leia-se: INSS). Se o Estado cumprisse com seu dever e devolvesse para os Cofres do INSS o que deles tem tirado e retirado sempre que lhe convém, ver-se-á que inexiste deficit qualquer que seja.
Escreveu o senhor: “ Viver a aposentadoria com um salário igual ao tempo da ativa é uma reivindicação corporativista que foi gerada em nome dos baixos salários das funções públicas” …
Ora, ora, senhor articulista… estou a discorrer sobre o trabalhador que pertence ao RGPS, a grande maioria, aquela que contribuiu durante toda sua vida ativa para a tal garantia de qualidade mínima de vida na velhice, sobre a qual se referiu o senhor em seu artigo...
E MAIS: ESSE TRABALHADOR VERTE PARA OS COFRES ESTATAIS UM SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO BEM MAIS ELEVADO DO QUE O CHAMADO SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO QUE VIRÁ A RECEBER AO APOSENTAR-SE. Acresço por fundamental, desumano, e inconstitucional: o valor que perceberá como benefício será calculado de acordo com a perversa fórmula do Fator Previdenciário, herança maldita de FFHHCC e seu então Ministro Stephanes.
LULA, o presidente que nada sabe, nada ouve, nada vê,, mas tudo em campanha prometeu , após eleito, finge que se esqueceu de que atacava- e com razão,o presidente-Scholar por tê-lo instituído sob falsas alegações. Há pouco , Lula, o presidente do povo, vetou-o- também sob falsa alegação.
CABE AGORA AO CONGRESSO DERRUBAR TAL VETO. SE NÃO O FIZER, MUITOS DE SEUS MEMBROS – SE NÃO A MAIORIA, TERÃO MUITA DIFICULDADE PARA SE REELEGEREM.
Ao final de seu artigo, o ilustre articulista refere-se à privilegiada classe dos Magistrados. Desnecessário tecer qualquer comentário a respeito.
E conclui sua matéria com uma frase de efeito:
Se o tamanho do salário e da aposentadoria fosse a garantia da independência, então ninguém podia ganhar salário mínimo”.
Sabe o senhor que há muitíssimas pessoas neste pais recebendo bem menos que o salário mínimo, tanto na ativa quanto aposentados? E É INCONSTITUCIONAL!
Exemplos há muitos, caro articulista. Há pessoas mesmo, que contribuiram para o INSS e para o Fundo de Pensão – como o AERUS, da VARIG, e que, pela incúria e descaso do governo recebem- quando recebem – R$ 108.00 (isto mesmo, cento e oito reais por mês, como o Senhor GEGÊ (**)… e há muitos como ele, prezado articulista). O Estado Brasileiro tem punido seus filhos mais leais quando justamente, não por caridade, mas por direito, esses mais dele precisam. Não estão os aposentados a pedir esmolas, caro senhor, apenas deveriam receber seus dinheiros – e se as leis fossem justas e humanas, esses dinheiros deveriam ser corrigidos de forma a readquirirem seu poder de compra – ou, pelo menos, restaurados de forma a dar-lhes a todos, uma vida digna.
Caro jornalista Rui Nogueira,
Se pudesse usar sua profissão na defesa dos DIREITOS de nosso povo, que belo trabalho não faria. É inteligente e espero não esteja a fazer parte de um grupo de colegas seus que, sem coisa alguma entenderem de Previdência Social, escrevem sobre a mesma as maiores sandices, como Miriam Leitão.
A intenção nada esconsa dos governantes é PRIVATIZAR tanto a SAÚDE quanto a PREVIDÊNCIA SOCIAL.
Quem ganhará com isso ? Os banqueiros e os governos.
Quem perderá? O povo, como sempre.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque OAB/RJ 004762

terça-feira, 29 de junho de 2010

Carta da Aposentada Varig Geni para o Programa CQC da Rede Bandeirante de Televisão

À Rede Bandeirantes de Televisão

Produção do Programa CQC

Prezados senhores


Cumprimentando os quero parabenizá-los pelas excelentes atuações nos vários segmentos da sociedade brasileira com vosso programa CQC, ao mesmo tempo que peço vossa atenção para um grave problema que estamos atravessando, quero frisar não só meu caso pessoal, como e, principalmente, do nosso grupo de trabalhadores, aposentados e pensionistas da VARIG, espoliados dos direitos de receber suas rescisões trabalhistas, pensões e aposentadorias.

Como cidadã, protestar contra o estilhaçamento da principal cia aérea do país, a nossa VARIG. Fazer um veemente protesto contra a entrega dos aviões da nossa Varig a cias de outras bandeiras, a entrega das instalações de nossa cia no RS para cia estrangeira TAP e a entrega dos céus do Brasil e das nossas linhas aéreas aos estrangeiros.
Não podemos aceitar que tudo isso passe em brancas nuvens , que os governos façam tantos absurdos e fique como está, trabalhadores demitidos sem receber suas indenizações, aposentados em idade avançada sem receber suas aposentadorias, sendo humiliados sem dinheiro até para compra de alimentos e remédios, quando trabalharam uma vida inteira para garantir uma velhice tranquila.

A justiça, se é que isso se pode chamar de justiça, continua prorrogando, mesmo depois de ter dado a sentença na mais alta esfera do judiciário a ação que tramita nos tribunais, na qual temos esperanças de receber, continua sendo prorrogada através de recursos intermináveis, atualmente, nas mãos do STF com a ministra Carmem Lúcia, como se as pessoas não precisassem mais viver, como se as pessoas pudessem abrir um espaço sem ter de se alimentar, sem ter de morar, sem ter de simplesmente viver, enquanto esperam as intermináveis prorrogações desta ação que se encontra no STF com o RE 571 969.

Estivemos no escritório do advogado Arnold Wald Filho, titular da ação, que nos informou que todas as medidas judiciais cabíveis foram tomadas, sem ter uma solução.
Fomos à defensoria pública da UNIÃO pedir ajuda e depois de muita tramitação nas esferas estaduais e divisões federais dos estados, conseguimos enviar para a DPU do distrito federal e está nas mãos dos defensores públicos federais que tratam junto ao STF com uma possivel uma audiência para agosto.
Pedimos a este programa atenção para o caso e sugerimos que convoquemos uma assembléia geral da nossa comunidade com a presença deste programa para fazermos nossa manifestação. Temos a disposição vasta matéria sobre o caso que poderá servir de base para um excelente programa.
A copa de 2014 está ai, quanto prejuizo ao país, com o transporte aéreo estilhaçado, um boeing não se compra de um dia para o outro. Não se refaz uma cia aérea com curto espaço de tempo. Quanto prejuizo a nossa nação, não temos mais linhas para o Japão, para Los Angeles e várias outras linhas internacionais que só a nossa VARIG tinha condições para operar. Não é apenas uma questão dos seus trabalhadores aposentados e pensionistas, mas uma questão nacional, de segurança do nosso transporte aéreo(aproximadamente 1000 comandantes altamente qualificados foram para o exterior), é uma questão econômica, é uma questão de segurança e soberania nacional.

Quero continuar acreditando neste programa, por isso espero que esta manifestação seja ouvida e que possamos, através da BAND e do CQC, fazer com que nosso protesto invada os céus deste país.

No aguardo de breve manifestação de vossa produção, renovamos nossos protestos de elevada estima e consideração.

Geni de Cezere Reschke
Pensionista do aerus-VARIG

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Perigos do " Já Ganhou " Por Carlos Chagas




OS PERIGOS DO “JÁ GANHOU”
Por Carlos Chagas


Um fantasma ronda a campanha de Dilma Rousseff: o “já ganhou”, que ela própria tenta exorcizar em meio à precipitada euforia de montes de companheiros. É incontestável a prevalência da candidata nas pesquisas. Sua ascensão acontece de forma lenta e segura, desde que rompeu a barreira de um dígito, ultrapassando agora os índices de José Serra. Continuando as coisas como vão, estará eleita em outubro, ainda que contar com a vitória no primeiro turno pareça prematuro.

Diante dessa perspectiva, porém, ergue-se o “já ganhou”, principal fator e maior praga a assolar tantas candidaturas pretensamente vitoriosas, na crônica de eleições passadas. Porque muitos de seus partidários extrapolam resultados futuros e deixam de empenhar-se como deveriam. Já se disse mil vezes que pesquisas não ganham eleições. Representam a tendência do eleitor num determinado momento, mesmo devendo, pela lógica, desdobrar-se no mesmo rumo. Como política não tem lógica, faz muito bem Dilma Rousseff de conter seus auxiliares, aliados e simpatizantes, até com certa rispidez.

A experiência de eleições anteriores exprime um alerta. Em 2006 ninguém imaginava Geraldo Alckmin chegando ao segundo turno, mas chegou, obrigando o Lula a desdobrar-se na campanha. Em 2002 foi a mesma coisa, sendo José Serra o adversário, acrescendo que em determinado momento Ciro Gomes despontava como favorito. Ou alguém duvida de que na revisão constitucional de 1993 o Congresso reduziu os mandatos presidenciais de cinco para quatro anos, e sem reeleição, por medo do Lula ganhar em 1994, pois parecia imbatível, apesar de em seguida derrotado por Fernando Henrique?

Por essas e outras o “já ganhou” em favor de Dilma surge como um fantasma capaz de desmontar estruturas tidas como sólidas, fazendo muito bem a candidata em reunir seus assessores e até, se necessário, passar-lhes um pito. Comemoração, só depois da apuração...



PENSAR SÓ EM MINAS?

No fim de semana, oficializado candidato ao Senado pelo PPS, em coligação com o PSDB, o ex-presidente Itamar Franco afirmou aos repórteres que “só pensa em Minas”, uma espécie de esnobada na candidatura presidencial de José Serra. O diabo é se esse estado de espírito também for partilhado pelo candidato à outra vaga de senador, o ex-governador Aécio Neves. Porque as Gerais foram novamente desconsideradas por São Paulo. Primeiro quando José Serra rejeitou a proposta de Aécio pela realização de uma prévia no PSDB, para decidir quem seria o candidato presidencial. Depois, ao ser descartada a hipótese de Itamar tornar-se o candidato à vice-presidência na chapa do ex-governador paulista. É bom os tucanos tomarem cuidado, porque sem Minas, não chegarão a lugar algum

VARIG DECOLA DEIXANDO APOSENTADOS À DERIVA. Coluna de Claudio Humberto. Bronca Geral. Edson Cardin aposentado Varig

28/06/2010 | 16:04
Varig decola deixando aposentados à deriva
Aos poucos a Gol retoma a marca Varig; está pintando aviões com as cores da Varig, o que não fazia há anos; para a Varig retornar aos voos internacionais no dia 21/07 as 15:10 estará decolando um 767 da Varig de São Paulo para Orlando na Florida.Parece que tem muita gente se dando bem à "sombra" do sofrimento dos demitidos e aposentados da Varig/Aerus; os salários dos dois interventores do Aerus são pagos integral com as poupanças dos aposentados. A impressão é a de que quanto maior for o prazo para divulgação oficial de um possível acordo entrre a Varig e a União, melhor será para alguns, que poderão dormir tranquilos na certeza de terem seus salários garantidos; e a VARIG decolando deixando seus aposentados a deriva; Só Moisés para libertar o povo da Varig/Aerus da escravidão a que estão sendo submetidos pelo Governo do PT e seus seguidores.
Edson Cardin
Rio de Janeiro - RJ

Fatores Humanos e Atores Desumanos. Texto do Comissário Aposentado Varig Bolognese




FATORES HUMANOS & ATORES DESUMANOS

Prezados senhores/sras. ministros do STF, senadores, deputados, membros do executivo federal,

Viajando toda semana, os srs./sras. usam o transporte onde mais pesam os fatores humanos no que eles tem a ver com a segurança. Se a percepção dos senhores não ultrapassa a linha de como são bem ou mal atendidos, saibam que a complexidade e o perigo de voar, desaparecem pelo rigoroso cumprimento de protocolos operacionais, testados e aperfeiçoados ao longo do tempo e de tecnologia cada vez mais atualizada e colocada em uso. Mas isso de nada valeria se não fosse pelas pessoas, seres humanos que cumprem com suas responsabilidades assumidas, não só por serem rotineiramente testados, examinados e fiscalizados mas também...e muito mais por amor à própria vida e respeito pelas vidas dos outros. Ainda assim morre gente em acidentes aéreos? Claro, mas é verdade também que muitas dessas fatalidades são geradas a partir de salas refrigeradas e bem pregadas no chão, onde o fator humano está concentrado apenas em fazer dinheiro - ou política em interesse próprio.

É comum quando ocorre um "quase acidente", dizer-se que o piloto e a tripulação souberam preservar as vidas dos passageiros que estavam em suas mãos. Mas a rigor, esses profissionais estavam, embora no limite operacional, fazendo apenas o que deles se esperava. Na verdade, não é só a tripulação num caso desses, que atua na sobrevivência dessas pessoas. Todos aqueles envolvidos na atividade e que cumprem com suas obrigações, estão salvando vidas. É o papel deles, mas suas vidas e direitos dependem que outros também sejam responsáveis nos papéis que lhes cabem.

O que quero demonstrar é que não basta um profissional estar concentrado em seu ofício, se alguém remotamente o estiver sabotando, na atividade ou quando dela se afasta. Agora pensem as sras./srs. se invertessemos os papéis: profissionais de aviação, tratando o interesse alheio da mesma maneira como vem agindo toda a máquina administrativa do país, contra os interesses de uma comunidade inteira de trabalhadores e aposentados da aviação - nós, os variguianos. Não seria moralmente condenável a negligência de trabalhadores na aviação, fazendo pouco caso de seus passageiros (pagadores de seus salários) deixando-os perecer e ainda culpando as vítimas por sua desgraça? Se as viagens das sras./srs. devem começar e acabar em segurança, porque insistem em manter o vôo dos variguianos rumo ao desastre?

Quem não quer ser chamado à razão, dirá que não procede a comparação. Mas procede sim, por um único detalhe inerente a qualquer papel que nos caiba: A vida e os direitos daqueles que impactamos com nossos atos. O enfoque no fator humano não é só uma ferramenta otimizada para uso em atividades de alto risco como a aviação. Ele decorre do simples fato de sermos....humanos. Por sermos humanos, jamais controlamos individualmente todas as situações. Quem trabalha na aviação, pode muito bem dar conta de suas obrigações e sobreviver numa atividade perigosa. Mas continua a depender que o patrão seja honesto e pague o salário. Mais do que isso, precisa que o governo, o judiciário e o legislativo cumpram com o próprio papel na proteção dos direitos do trabalhador. E se chegar vivo à aposentadoria não pode, depois de ter atuado dentro de regulamentos, que se fossem violados poderiam até causar a morte de inocentes, ser submetido à humilhação de ter sua renda confiscada com legitimação pela "justiça". O caso Aerus destaca a falácia que são as instituições no Brasil.

No drama da justiça social, atuam de um lado trabalhadores sem direito a errar, sendo punidos até quando fazem a coisa certa e do outro, esses atores desumanos, que não carecem de competência, pois conhecem a lei, conhecem os direitos dos trabalhadores e aposentados Varig/Aerus, estão no poder e só não agem por má vontade e indiferença. É preciso então ir além da má vontade e da impunidade porque esta última quando prevalece, causa o grande mal que é a perda de referência dos parâmetros da justiça social.

José Carlos Bolognese
Comissário de Vôo aposentado
Varig/Aerus

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Valor Econômico. Credores querem parte de Indenização da Varig. Companhia tenta no STF cobrar prejuízos com congelamento. Zinia Baeta de São Paulo

Valor Econômico
Credores querem parte de indenização da Varig
Companhia tenta no STF cobrar prejuízos com congelamento
Zínia Baeta, de São Paulo
24/06/2010

A indefinição jurídica da antiga Varig – atual Flex – tem levado advogados de trabalhadores e a própria União a buscar alternativas para garantir o que têm a receber, antes de uma possível falência da companhia. A esperança e a estratégia dos credores estão focadas numa possível vitória da Varig no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da ação judicial pela qual busca uma indenização da União estimada em alguns bilhões.

A empresa cobra da União os prejuízos que teria sofrido em razão do congelamento das tarifas aéreas, entre 1985 e 1991, determinado pelo Plano Cruzado. O processo chegou ao Supremo no fim de 2007, mas ainda não foi julgado. Apesar disso, já contabiliza 35 penhoras no rosto dos autos. O que significa que esses credores pediram a reserva do dinheiro – caso a Varig ganhe a ação – a que têm direito. A medida pode ser usada quando o credor tem reconhecido, por decisão judicial irrecorrível, o seu direito. Nesse caso, se a Varig ganhar a indenização, quem já fez o pedido de penhora terá prioridade para receber. A preferência só deixa de existir se a Varig falir. Nesse caso, passam a valer as regras de prioridade da legislação falimentar – com os trabalhadores em primeiro lugar (até 150 salários mínimos), seguido por aqueles que têm a chamada garantia real (normalmente os bancos) e por último os credores quirografários (fornecedores).

Das solicitações, 29 são de trabalhadores que já ganharam ações contra a Varig na Justiça do Trabalho, principalmente de São Paulo e Distrito Federal. As demais são da União e de Fazendas estaduais. Um dos primeiros pedidos ocorreu em 2008, efetuado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Pelo instrumento, o INSS tenta assegurar prioridade no pagamento de aproximadamente R$ 52 milhões conferidos por uma ação de execução fiscal contra a empresa – segundo informação do andamento processual fornecida pelo site do Supremo.

“A penhora no rosto dos autos é uma forma de carimbar o dinheiro”, afirma o advogado Carlos Duque Estrada que já obteve a penhora para 28 ex-trabalhadores da companhia que têm decisões já encerradas na Justiça do Trabalho. Duque afirma que possui pedidos que variam de R$ 30 mil a R$ 400 mil e totalizam R$ 500 milhões. Segundo o advogado, a dívida trabalhista total da antiga Varig corresponderia a cerca de R$ 1,5 bilhão. “Se não fizermos isso, o trabalhador vai ficar sem receber novamente”, afirma.

O advogado responsável pelo processo da antiga Varig no Supremo, Arnoldo Wald Filho, do escritório Wald Associados, afirma que ainda não há previsão de julgamento. Mas que isso pode acontecer no segundo semestre. Segundo ele, no caso de uma vitória, esse seria o ativo mais importante da companhia aérea. No ano passado, foram realizadas algumas tentativas de acordo entre a União, representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), e a Varig que não tiveram sucesso. Em razão dessa negociação, o andamento do processo ficou suspenso entre março e setembro do ano passado. Com o revés nas tentativas, os credores esperam que a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, não demore mais para levar o seu voto ao Plenário da Corte. A possível indenização que a companhia receberia está estimada entre R$ 3 bilhões (valor inicial) e R$ 5 bilhões.

Contexto
24/06/2010

A antiga Varig (atual Flex) entrou em recuperação judicial em 2005. Saiu do procedimento em setembro do ano passado por determinação da Justiça Estadual do Rio de Janeiro. Apesar disso, hoje o termo mais utilizado pelo mercado para definir a situação da Varig é o “limbo”. Isso porque, apesar de ter saído do procedimento, a empresa não está cumprindo os pagamentos estipulados pelo plano. Mas os credores, que poderiam pedir a falência da companhia, segundo advogados da área, não têm interesse em tomar esse caminho em razão do processo de indenização em favor da empresa que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Se a falência for decretada antes de uma decisão da Corte, aqueles credores, principalmente os fornecedores, que estão nos últimos lugares da ordem de pagamento da Lei de Falências não teriam chances de receber. Fora da falência, qualquer credor pode cobrar a empresa e receber o valor, desde que encontre alguma fonte de pagamento. Mas, como o único possível ativo da empresa seria a indenização a ser recebida da União, o foco de muitos credores está nesse processo. Atualmente, há recursos de três fornecedores da companhia aérea no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) contra o encerramento da recuperação, que aguardam julgamento
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Agora eles querem censura este Blog. Blog do Reynaldo Azevedo.




AGORA ELES QUEREM CENSURAR ESTE BLOG!!!
terça-feira, 22 de junho de 2010 | 21:31
(Vou manter este post, publicado originalmente às 17h32, aqui no alto por algum tempo; procurem novos posts abaixo dele; acabo de publicar outro intitulado “VAMOS LÁ, INSTRUINDO OS BOTOCUDOS E FAZENDO INDAGAÇÕES”)

A rede petralha está mais ativa do que nunca! Trabalhando a todo vapor! Inclusive aqueles financiados pela Lula News e pelas estatais. A questão da hora é um certo blog de apoio à candidatura de Dilma Rousseff. O Ministério Público Eleitoral o acusa de fazer campanha irregular. Parece que a página tentava arrecadar recursos pela Internet ou algo assim. Não li direito porque fiquei com preguiça e porque tenho mais o que fazer.


Escrevi, que eu me lembre, um único post a respeito. E disse, então, que achava a ação uma bobagem, uma irrelevância. Não faz sentido esse tipo de monitoramento — a questão envolvendo grana, eventualmente, pode esbarrar numa forma ilegal de arrecadação. Mas também não examinei o caso a fundo. Não sei quem é essa gente nem quero saber. Grave, já disse, é haver páginas financiadas por estatais ou blogueiros que recebem dinheiro público para fazer campanha. É disso que deveria se ocupar o Ministério Público Eleitoral.

Mas o que vai acima não é o objeto deste post. Mandam-me comentários publicados pelos petralhas num texto da Folha Online. Esses “comentaristas” revelam a sua real natureza. Eu, quando escrevi a respeito, não pedi censura a ninguém. Eles, abertamente, cobram que o Ministério Público Eleitoral tente me impedir de escrever. Acusação: este seria um blog pró-Serra como aquele outro seria pró-Dilma.

Ai, ai… Este blog completa quatro anos depois de amanhã. O arquivo está aí. Ao longo desses anos, escrevi textos sobre os mais variados assuntos:
-política;
- economia:
- Oriente Médio;
- eleições americanas;
- terrorismo;
- religião;
- aquecimento global;
- células-tronco embrionárias;
- Saramago;- humor (não confundir com Saramago!);
- Gramsci;
- Tocqueville;
- aborto;
- Maquiavel;
- Waldick Soriano (não confundir com Emir Sader);
- imprensa;
- sexo;
- Fernando Pessoa;
- Carlos Drummond de Andrade;
- minhas filhas;
- Graciliano Ramos;
- educação (não confundir com Fernando Haddad);
- Lula (não confundir com propaganda);
- propaganda;
- culinária;
- Dois Córregos;
- Corinthians;
- Seleção Brasileira (não confundir com Dunga);
- Pipoca (a cadelinha);
- Igreja Católica….

Sim, esta página já publicou textos até sobre José Serra!!!

Nesse período, este blog usou a lógica para furar o paredão das mentiras convenientes — alguns furos de alcance, tenho de dizer, mundial: provou que golpista, em Honduras, era Manuel Zelaya e que sua deposição era constitucional, o que hoje é de domínio público; conseguiu corrigir um erro de tradução de uma encíclica papal (!!!) que punha na pena do papa o que ele não havia escrito; evidenciou um falso caso de “racismo” contra uma brasileira na Suíça; deu em primeira mão as ligações da tal organização humanitária turca (aquela da flotilha) com os terroristas do Hamas; foi o primeiro a chamar a atenção para os descalabros do tal Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos…

Blogueiros rancorosos, no auge de sua decadência — alguns financiados; outros com o traseiro ainda na fila, à espera de financiamento —, não se conformam. Com o quê? Em primeiro lugar, com o sucesso desta página. Sabem quantos leitores eles têm de verdade e podem ao menos supor quantos tenho. Também ficam injuriados ao constatar que não, esta não é uma página de Serra, embora ninguém tenha o direito de duvidar do que considero o melhor para o Brasil — mesmo eu já tendo explicitado aqui divergências que não são pequenas com o presidenciável tucano.

Huuummm… Não sou um social-democrata ou algo assim. Sou bem mais conservador do que isso, certo? Há tucanos que me detestam de modo dedicado. A minha escolha eleitoral, que é PARCELA MÍNIMA das coisas de que trato aqui, será determinada por aquilo que chamo “Questão Democrática”. Meu voto vai responder a seguinte indagação: “Quem mais contribui para assegurar as conquistas democráticas?”

Estou certamente entre os mais lidos da Internet na área em que atuo — e eles sabem disso —, mas não me considero um “blogueiro popular”. Seria ridículo imaginar que as coisas que escrevo servem à campanha eleitoral porque nem sou exatamente compreensível “para as massas”. Então por que o blog incomoda tanto? Porque estou entre aqueles que rompem a sonhada unanimidade dos totalitários.

A canalha não se assanhe. O Ministério Público Eleitoral certamente lê tudo o que escrevo — porque todo mundo lê. Para tirar esta página do ar, será preciso atentar contra a Constituição. Pode até ser que esses vigaristas, um dia, venham a ter bala na agulha para isso. Por enquanto, não têm. E eu continuarei a denunciar as suas tentações.

E um conselho final aos vagabundos: em vez do esforço para tirar meu blog do ar, tentem fazer um melhor do que o meu. Pô, parem com essa mesquinharia que noto aqui e ali contra a VEJA ou a Globo, para citar dois casos… Não é dinheiro que os impede de fazer a” sua” VEJA, a “sua” Globo ou o “seu” blog do Tio Rei.

O que lhes falta é, antes de tudo, talento!

Livro mostra como foi a crise da Varig, em meio ao sucesso da Nordeste Linhas Aéreas. Alexandre Tadeu Camargo ( Autor )

A s s e s s o r i a de I m p r e n s a


Livro mostra como foi a crise da Varig, em meio ao sucesso da Nordeste Linhas Aéreas

Varig e Nordeste foram duas marcas de peso na história da aviação e da vida empresarial brasileira e mundial. Duas companhias do mesmo grupo que estiveram presentes no dia a dia de muitos brasileiros e de turistas espalhados por vários continentes.
A trajetória dessas empresas está retratada em “O ano em que só nós tivemos lucro – Como a Nordeste se tornou a única companhia aérea rentável do Brasil e os bastidores da crise que levou à falência da Varig.” (Matrix Editora).
Na obra, o autor, que comandou o marketing da Nordeste, mostra como levou a empresa a alcançar lucros expressivos, em meio a um cenário de dificuldades do setor. O ano de 2001, por exemplo, é fundamental nessa história, já que foi considerado um ano negro na história da aviação mundial, por conta dos atentados de 11 de setembro. Com Alexandre Camargo no comando do marketing e uma equipe extremamente competente, durante esse período a Nordeste Linhas Aéreas foi a única companhia do setor a obter lucro.
A partir do episódio de 11 de Setembro, poucos passageiros se aventuravam a entrar em um avião, e companhias aéreas do mundo todo começaram a registrar prejuízos que chegavam facilmente aos bilhões de dólares. O segmento aéreo entrou em colapso. Se empresas de porte estavam à beira da falência, o que esperar da Nordeste, uma pequena regional do grupo Varig, que um ano antes havia perdido R$ 10 milhões? Seguramente, o ano de 2001 não deveria ser nada promissor, mas foi.
O autor mostra histórias reais dele e de homens e mulheres que um dia dedicaram suas vidas ao grupo Varig. E apresenta um pouco da história recente da aviação brasileira, em meio a ações arrojadas, como fazer da Nordeste a primeira empresa aérea a ter publicidade na fuselagem do avião – o que contribuiu para a lucratividade no final do ano. “Tenho certeza de que qualquer uma dos 210 milhões de pessoas que voaram um dia pelos aviões da Varig, Nordeste ou Rio-Sul também reviverá intensamente cada página da obra.” – afirma Alexandre Camargo.
“O ano em que só nós tivemos lucro” apresenta cases interessantes adotados pela Nordeste e que serviram para reerguer uma empresa desacreditada. E mostra também como uma empresa de sólida reputação e grandes serviços prestados para o país, como a Varig, pode virar pó quando interesses individuais estão acima do bem comum.


Sobre o autor
Após iniciar sua carreira no Banco Itaú, o paulistano Alexandre Tadeu Camargo
ingressou no Grupo Varig, onde assumiu postos importantes, como Gerente de Vendas, Diretor de Vendas e Marketing da Nordeste Linhas Aéreas e Gerente do
Programa Smiles. Deixou o grupo para comandar a área de vendas da Vasp, onde
ficou até ser convidado para assumir as operações brasileiras da Copa Airlines. Permaneceu como Diretor Brasil da empresa por cinco anos, período em que aumentou a frequência de voos de 7 para 30 operações semanais e expandiu a empresa nacionalmente, abrindo filiais em São Paulo, Manaus, Rio de Janeiro e
Belo Horizonte. Junto com Adriano Zunino, criou o projeto Quartas Musicais, responsável por abrir espaço para novas cantoras da MPB, como Luiza Possi, Céu, Bruna Caram, Mariana Aydar, Luciana Mello, entre outras. Trabalhou em conjunto com empresas de diversos segmentos, sempre voltadas ao público feminino, como Biodolce (cosméticos) e MABE (eletrodomésticos). Seus trabalhos receberam prêmios como o Top de Marketing, da ADVB, o Grand Prix
de Publicidade e o Profissionais do Ano, da Rede Globo. Em 1993, formou-se em Comunicação Social pela Universidade Braz Cubas e, em 2001, especializou-se em Administração e Marketing pela Universidade Federal Fluminense.

Sobre a Matrix Editora
A Matrix Editora tem em seu catálogo de autores nomes como Millôr Fernandes e Steve Martin, além de best-sellers como “Chaves – Foi sem querer querendo?” e “Mothern”.

O ano em que só nós tivemos lucro – Como a Nordeste se tornou a única companhia aérea rentável do Brasil e os bastidores da crise que levou à falência da Varig. – 160 páginas
Preço – R$ 29,90

Outras informações - Matrix Editora: Lenita ou Paulo
11 3873-2062 / 9104-4471
ou pelo e-mail imprensa@matrixeditora.com.br

Depoimentos dramáticos de funcionários VARIG. Clip do Youtube postado há mais de 2 anos atrás

A tragédia do AERUS VARIG. 12 de abril de 2006

IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO NEOLIBERALISMO. O PAPEL DE FHC E LULA. Texto de Ronald Santos Barata




IMPLANTAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO NEOLIBERALISMO
O PAPEL DE FHC E LULA
As recorrentes crises do capitalismo impõem mudanças periódicas para sobrevivência do sistema. O Estado liberal foi substituído pelo Estado do Bem Estar Social (Welfare State), em diversas formas e trajetórias. Na crise de 1970, foi substituído pelo monetarismo de Milton Friedman e pelo Estado neoliberal que impõe rígido controle da inflação, equilíbrio fiscal e estabilização total do câmbio. Nova crise, e juntam-se a essas três premissas, as receitas do Consenso de Washington. Acrescentam-se então a exigência de privatização de ativos públicos, desregulamentação da economia, liberalização comercial, garantia da propriedade intelectual, superávit primário, metas de inflação e, com muita ênfase, o livre fluxo de capitais e autonomia de bancos centrais.
Para implementação dessas premissas, a desregulamentação das legislações de proteção aos trabalhadores e redução de todas as conquistas sociais, inclusive a previdenciária, tornam-se necessárias.
No Brasil, esse arcabouço de medidas começa a ser implantado a partir de 1990, no governo Collor de Melo, mas os governos que sucederam, aprofundaram e consolidaram. Com doses diferentes e algumas nuanças, a política econômica é exatamente a mesma nos últimos 15 anos.
Senão, vejamos como os dois últimos governos trataram as prescrições do Consenso de Washington acima citadas:
a) Enfraquecimento dos direitos trabalhistas – Necessariamente não precisa modificar a legislação; basta tolerar a terceirização, a informalidade, as PJ, o contrato por tempo certo, avulsos etc. Essas ilegalidades alcançaram níveis absurdos. O estudo “Trabalho Decente e Juventude no Brasil”, realizado pela OIT, informa que a informalidade entre os jovens de 15 a 24 anos, alcança 67,5%. Houve indulgência no governo FHC como há no de Lula. Ilegalidades que podem até ser tipificadas como Crime Contra a Organização do Trabalho (art. 198 C.Penal). Pior: o tucano denunciou (suspendeu a vigência) a Convenção 158 da OIT, que impede demissões imotivadas. Criou o famigerado Fator Previdenciário. O operário não recolocou em vigência a Convenção 158 nem implantou a Convenção 151, fez a Reforma da Previdência de 2003, vetou o fim do Fator Previdenciário. Além disso, cometeu o maior crime que se possa impor contra os trabalhadores e a sociedade: manietou o movimento sindical, através da cooptação, da corrupção e do fisiologismo. As “lideranças” sindicais (a maioria dos sindicatos e todas as Centrais), absorveram o “transformismo” denunciado por Antonio Gramsci. Formou-se uma super-burocracia sindical que se afastou das bases e freqüenta a cúpula do aparato do Estado, muitas vezes em gabinetes comprometidos com denúncias de corrupção. Não mais mobilizam as massas, levando as reivindicações trabalhistas para os conchavos políticos. Da mesma forma, sufocou os movimentos sociais.
b) Liberdade absoluta para fluxo de capitais – igual nos dois governos, mas Lula exacerbou, pois concedeu isenção de impostos para os aplicadores estrangeiros. Só agora, ao apagar das luzes, voltou a cobrar. Podem entrar, faturar e sair à vontade. A remessa de lucros e dividendos, que Getulio limitou e Jango denunciou, e por isso caíram, é sem limites. Em 2009, foram remetidos ao exterior R$ 33,9 bilhões a título de remessa de lucros.
c) Autonomia do Banco Central/metas de inflação – tudo igual nos dois governos, mas Lula foi mais prático. FHC nomeou para a presidência do BACEN os srs. Pérsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco e Armínio Fraga, que tornaram-se banqueiros após a saída do BACEN. Lula nomeou diretamente um banqueiro de banco norte-americano, Henrique Meireles.
d) Privatizações – FHC escancarou; vendeu na bacia das almas, ativos públicos. Lula faz de forma sibilina: derrama, através dos bancos públicos, dezenas de bilhões de dólares nos cofres de empresas privadas para adquirirem outras empresas, formando cartéis, mega corporações, principalmente (mas não só), algumas empreiteiras, o que demonstrarei em outro artigo.
e) juros elevados/cambio flexível – Não há diferença entre os dois. Os erráticos capitais especulativos (mercado) fixam o preço do câmbio e dos juros, os mais importantes para a Economia. Impõem suas vontades, garantidos pelo BACEN.
O modelo neoliberal foi implantado a ferro e fogo por Margareth Tatcher e Ronald Reagan. Na América Latina, a primeira experiência foi no Chile, após o golpe que matou Salvador Allende. Seguiram-se os demais países, à exceção de Cuba. Hoje, Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua e Argentina, estão saindo das garras desse modelo.
Para manter a farra dos capitalistas, praticam-se elevadíssimos impostos. E a maior carga é em impostos indiretos que sacrificam mais as camadas mais pobres. Segundo a CEPAL-Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, as famílias com renda de até dois salários mínimos pagam o dobro de impostos das que ganham mais de trinta salários. A tabela de imposto de renda apresenta apenas quatro faixas; quem percebe R$ 4.000,00 mensais é enquadrado na mesma faixa (27,5%) dos que ganham dez ou cem vezes mais.
Também são idênticos no que deixaram de realizar: Reforma Agrária, Reforma Tributária, Reforma Política. Não permitiram a abertura dos arquivos da ditadura nem a apuração dos crimes cometidos pelos torturadores; não acabaram a ditadura dos oligopólios midiáticos. Em corrupção, também são muito parecidos.
FHC, patrocinou a formação de grandes conglomerados financeiros e acabou com o limite de 30% de capitais estrangeiros em bancos nacionais.. Lula patrocina, com recursos dos bancos públicos, fusões e incorporações entre empresas brasileiras e estrangeiras. Propiciou o Surgimento de grandes conglomerados: Sadia/Perdigão, Aracruz Celulose/Votorantin Celulose (Fibria), Norsk Hydro/Statoil (Statoi Hydro), Monsanto/Xanxerê, Telemar/Brasil Telecom, (OI), com R$ 7 bilhões do BNDES. As empreiteiras criaram inúmeras subsidiárias e hoje atuam em vários setores como mineração, petroquímica, telefonia, produção de etanol, açúcar, energia elétrica etc. Os supermercados maiores engoliram os menores. É a oligopolização da economia.
Conforme a consultoria Deloitte, a entrada de capitais estrangeiros, acentuada em 2009, cresceu 98% no primeiro trimestre de 2010. Em todo o ano de 2009 houve 58 investimentos estrangeiros e no primeiro trimestre/2010 chegou a 65. Destina-se à compra de empresas nacionais, ou de terras, ou simplesmente especulação.
O sociólogo mandou que esquecessem tudo o que ele escrevera. O operário, hoje detentor de uma grande fortuna, deixou de lado tudo o que pregava quando era candidato: estatização do sistema financeiro, apuração das privatizações (principalmente das Teles), defesa do meio ambiente, impedir o desenvolvimento de transgênicos, acabar com o desmatamento na Amazônia, gestão quadripartite na Previdência Social, auditar a dívida externa, império da ética etc. etc.
Afinal, quem é o mais neoliberal, o intelectual corrompido ou o operário que fez curso na Johns Hopkins University, Baltimore–Mariland-EUA, em 1973?
Em junho de 2010
RONALD SANTOS BARATA
Movimento de Resistência Leonel Brizola

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Entrevista do Candidato do PSDB José Serra a Presidência da República. Entrevista Exclusiva para a ISTO É




"No meu governo não terá um ministro que pensa de uma maneira e outro que pensa o contrário" Parte 2
O candidato José Serra diz, em entrevista exclusiva à ISTOÉ,
que o presidente do Banco Central será subordinado
ao ministro da Fazenda


ISTOÉ – O sr. é centralizador, como o acusam?
Serra – É engraçado... Eu não sou centralizador no trabalho de governo. As pessoas têm uma liberdade enorme para trabalhar comigo. Eu monitoro, o que é diferente. Acompanho, cobro resultados e, quando o assunto não está andando, eu mergulho. A centralização é ineficiente e eu procuro sempre render naquilo que estou fazendo. Se você ficar centralizando tudo, prejudica os resultados. Sou demasiado racional para viver num esquema dessa natureza.



ISTOÉ – O sr. ainda não tem um vice. Isto não o preocupa?
Serra – Sinceramente, não estou angustiado. Acho que há muitos nomes bons, muitas pessoas que aceitariam e temos ainda duas semanas para decidir.


ISTOÉ – O Aécio Neves era o vice ideal? Foi uma grande perda?
Serra – Não foi perda no sentido de que você só perde o que tem. Para mim, sempre ficou claro, desde o início, que o Aécio não topava ser vice. Ele me disse isto lá no final do ano. Há pouco, teve o pessoal de Minas querendo que o Aécio fosse vice. Não é que eu não quisesse, mas não levantei esta bandeira em respeito a ele. Se alguém me diz que não quer fazer isto, eu vou ficar depois insistindo?

ISTOÉ – Neste quadro de empate técnico na disputa, com que trunfos o sr. conta para voltar à dianteira?
Serra – Se eu tivesse esses trunfos, não contaria numa entrevista. Mas não tem nada milagroso. O Lula não é candidato. A partir de 31 de dezembro ele não será mais presidente e a população vai ter que escolher quem vai continuar levando o Brasil para a frente. O eleitor vai julgar, com base nos apoios que os candidatos têm, com base no que fizeram, no conhecimento, nas propostas para a frente, na credibilidade. Mesmo nas fases em que eu estava liderando, nunca achei que a eleição ia ser moleza. Será uma eleição dura e disputada.

ISTOÉ – Que outros problemas o sr. observa no governo?
Serra – De economia a gente já falou. Há outras questões vitais como a saúde. Existe uma clara percepção da população, não minha, a respeito da deterioração do atendimento da saúde no Brasil. Outro aspecto fundamental é a segurança, que deixou de ser um problema lateral, como sempre foi visto historicamente.

ISTOÉ – A legislação trata a segurança como um problema estadual, não federal. O sr. vai mexer nesta legislação?
Serra – Se for preciso, mexemos na própria Constituição. Mas não creio que seja. O governo federal não pode mais ser só um observador da segurança, dando um dinheirinho aqui, fazendo uma coisinha ali. O crime não tem fronteiras, nem entre países, o que dizer entre Estados. O assunto da fronteira também tem que ter uma solução. Não podemos ter uma fronteira seca deste tamanho praticamente desguarnecida.



ISTOÉ – O sr. está falando em envolver as Forças Armadas?
Serra – Não. Um soldado ou um oficial das Forças Armadas não é preparado para olhar notas fiscais, uma série de documentações, etc. Precisamos de uma força que, embora militarizada como as PMs estaduais, tenha uma preparação específica para isto.

ISTOÉ – Apareceram nos últimos dias notícias sobre dossiês na campanha. O sr. está se sentindo espionado?
Serra – Eu não estava, mas descobriu-se que estamos sendo espionados.

ISTOÉ – O sr. acha que estamos vivendo num Estado policial?
Serra – Não chega a isto. Não quero fazer comparações, vou falar apenas o que eu penso sobre esta questão. Para uma grande parte da esquerda, a democracia era vista como uma coisa tática, menor. Nunca se debruçaram sobre questões como a forma de governo, por exemplo. Para a direita, a democracia era vista apenas como consequência. Curiosamente, os dois lados sempre tiveram um enfoque economicista a este respeito. Os dois casos são insuficientes.

ISTOÉ – Agora o sr. é vítima desses dossiês. Mas seus adversários dizem que o sr. também perseguiria inimigos políticos. Colocam na sua conta, por exemplo, o caso Lunus, que atingiu a Roseana Sarney.
Serra – O que é evidentemente uma estupidez. Falam, mas nunca apareceu o mais remoto indício para começar a ser investigada qualquer coisa a este respeito. Já no dossiê Cayman o pessoal foi preso. O dossiê dos aloprados deu prisão. E agora deu a maior confusão a ponto de mandarem gente embora. Eu não tenho cabeça para este tipo de coisa.

ISTOÉ – O sr. acha que a candidata Dilma é responsável por estes dossiês?
Serra – Como dirigente da campanha, claro. Não estou dizendo que foi ela quem fez a coisa. Mas quando acontece algo assim se deve agir imediatamente. Abominar aquilo ou assumir a responsabilidade e tomar medidas. Mas se passaram dias e não aconteceu nada. Se vocês pegassem o blog da Dilma tinha lá boa parte das ignomínias que estavam nos dossiês. Parece que eram dois dossiês: um que já estava pronto, e que dignatários da campanha da Dilma comentaram com a imprensa, e outro que iria ser preparado. Pois todo este material está posto, a cada dia, no blog da Dilma. Nos últimos dias retiraram.

ISTOÉ – Como seriam, no seu governo, as relações do Brasil com Cuba e Venezuela, por exemplo?
Serra – Normais. Sou ferrenho defensor da autodeterminação. Agora, se tiver chances de fazer pesar uma posição em defesa dos direitos humanos, por exemplo, eu faria. Se houver uma votação num órgão de direitos humanos em prol da maior liberdade em Cuba, o Brasil votará a favor.

ISTOÉ – E quanto às relações do Brasil com o Irã?
Serra – Eu dou ao governo o crédito da boa vontade que tiveram. Agora, eu não confiaria no parceiro. Eu não confiaria no Ahmadnejad. Convenhamos, um país que condena um jornalista a 16 anos e condena à forca manifestantes não é um país que respeita direitos humanos. Eu não acho que o Lula tenha simpatia pelo regime de lá. Mas deu um crédito de confiança que eu não teria dado.

ISTOÉ – Sua campanha vai abordar agora aspectos mais pessoais, falando sobre sua infância humilde. O sr. está decidido a mostrar uma outra face ao eleitor?
Serra – Eu nunca gostei muito de expor essas coisas assim. Acho que não tem muito a ver, sabe. Mas o pessoal acha importante e sei que isso acabou virando importante no Brasil. Eu disse que aprendi o que é a pobreza não estudando, não numa reunião política. Eu aprendi vivendo. Para mim, não é teoria quando falo de saúde, de deficiente físico, de andar em ônibus apertado, de pegar condução ruim.

ISTOÉ – E sua fama de mal-humorado? É só pela manhã?
Serra – Eu só sou mal-humorado quando durmo pouco.

ISTOÉ – Como são os seus vínculos com os netos?
Serra – São muito fortes. Eles são todos pequenos. O mais velho tem 7 anos, a menina, que é terrível, tem 3, e o outro está caminhando para 2.

ISTOÉ – O sr. viveu a experiência trágica de perder uma neta recém-nascida. Como isso pesa hoje na relação com os seus netos?
Serra – A relação já era forte com o irmão dela, o Antônio, que foi o primeiro filho. A Sofia, que morreu, foi a segunda. Isto aí não tem muito conserto, viu? Nem para os pais, nem para mim, nem para o irmão. Fica uma marca. Você pensa sempre... Essa história de que você vai esquecer e tal... Não há hipótese.

ISTOÉ – O sr. não acha que o país ideal, em termos de educação, é aquele em que seus netos poderiam estudar numa escola pública?
Serra – Eu acho. Na Mooca, onde eu morava, estudar em escola particular era mal considerado. Era para quem não ia bem na escola. “Fulano precisou ir para uma escola particular”, era um estigma. Acho que a situação de hoje é reversível, mas será demorado. Na minha época o Brasil tinha 50% de analfabetos. Houve uma correspondência entre a abertura do ensino e a deterioração. Hoje são máquinas gigantescas. O governo do Estado tem cinco milhões e tanto de alunos, cinco mil escolas. Tudo centralizado. A prefeitura aqui tem um milhão de alunos. A estratégia para mudar deve estar na valorização da sala de aula. Como prefeito e governador eu dava aulas de verdade na quarta série. Era muito divertido. Aí vi com muita clareza qual é o problema. Em geral, as escolas são boas. Essa história de que as construções são ruins é conversa. O problema é que não se aprende na sala de aula. Na quarta série o sujeito não sabe tabuada. Eu aprendi na pré-escola. Não sabem mais ler em voz alta. Vi que não tinham currículo, guia para professor. Isto tudo virou ­ideologia: ah, compromete a liberdade do ensino... Como assim? Tem que ter um guia, um programa mínimo. E o aluno precisa de material para estudar. Ele vai embora e não tem onde ler aquilo que foi ensinado.

ISTOÉ – O sr. é favorável ao sistema de cotas para negros?
Serra – Sou a favor de políticas afirmativas diversas, como a Unicamp fez. É um bom esquema que leva em conta escola pública, cor e conhecimentos.

ISTOÉ – Por cor apenas, não é a favor?
Serra – Eu acho que a gente tem que fazer um balanço das diferentes experiências. Mas, em geral, sou a favor das ações afirmativas.

ISTOÉ – O sr. apoiou ou não a revisão da Lei de Anistia?
Serra – Acho que a gente tem que saber a verdade. Mas, do ponto de vista jurídico, não teria andamento. O Judiciário não faz coisas retroativas.

ISTOÉ – O sr. pediu indenização por seu período no exílio?
Serra – Não. Eu mandei uma carta tratando de tempo de trabalho, porque efetivamente trabalhei 11 dos meus 14 anos no Exterior. E nessa carta eu renunciei explicitamente a qualquer ajuda financeira.

ISTOÉ – O sr. acha que houve abusos nas indenizações da chamada bolsa-ditadura?
Serra – Há abuso, claro. Tem gente que ajudei a obter, dando meu testemunho. Mas tem gente que acho um absurdo completo receber. Essa do Glauber, por exemplo. Se é compensação financeira, supõe-se que você deixou de ganhar, ou virou abuso.

ISTOÉ – Dizem que o sr. sempre se preparou para ser presidente. Quando este desejo realmente apareceu?
Serra – Aí é muito folclore. É que uma tia e algumas senhoras que foram amigas da minha mãe, que teria agora 94 anos, diziam que “o Zezinho (nome pelo qual me chamavam), quando tinha 5 anos, já dizia que queria ser presidente”...

ISTOÉ – É verdade?
Serra – Não sei, não me lembro.Tem uma tia que falava em 10 anos. Mas é verdade que eu discutia política com adultos, quando tinha 8, 10 anos. Não tenho a menor ideia do que eu devia dizer...

ISTOÉ – Nessa época, o sr. pensava em grandes estadistas, certamente. Quem eram?
Serra – Churchill e Roosevelt, até hoje.

ISTOÉ – Ninguém pela esquerda?
Serra – Eu tinha pelo Fidel, mas aí quando já era estudante. Ele me desiludiu. Conheci o Fidel, estive com ele uma noite conversando e não vi motivos para ficar entusiasmado.

ISTOÉ – E no Brasil, alguma referência?
Serra – Juscelino, sem dúvida. Eu tinha alguma admiração por ele.

ISTOÉ – E Getúlio Vargas?
Serra – Sobre Getúlio eu tinha ideias contraditórias. É que na Mooca havia muitos comunistas. E desde criancinha eu vi gente sendo perseguida. Meu bairro era um reduto de comunistas e sindicalistas que, na época do Estado Novo, sofreram muito. Isto sempre me deixou com um pé atrás com Getúlio.

ISTOÉ – E o Jango, com quem o sr. se reuniu quando era presidente da UNE?
Serra – Eu cometi erros eleitorais. O primeiro foi ter votado no Jânio, em 60, na minha primeira eleição. Votei nele embora fosse simpático ao Lott. Foi um voto errado. O Jango, que conheci, era um boa-praça, um bom coração. Mas acho que ele não estava bem preparado para a complexidade que o Brasil já era. Pegou um rabo-de-foguete.

ISTOÉ – Em relação ao governo Lula, o sr. está à esquerda ou à direita?
Serra – Do ponto de vista da análise convencional, eu estou à esquerda. Só que eu acho que esta análise hoje é muito pobre. Hoje você pega pessoas que se dizem de esquerda e são, na verdade, reacionárias, defendendo interesses estritos de uma corporação. Esquerda, tal como existia, não existe mais, praticamente desapareceu. Este debate, então, fica uma espécie de ficção.

domingo, 20 de junho de 2010

CALA BOCA DILMA....VAMOS COMEÇAR ESTA CAMPANHA

A UNIÃO EM TORNO DE UMA MIRAGEM. Texto do comissário aposentado Varig Jim Pereira. Causa Aerus Varig

A união em torno de uma miragem


Por que será que TODOS os e-mails que me chegam aos olhos, trombeteiam a UNIÃO, SEMPRE e SÓ a UNIÃO em torno do auto-extinto SNA?
Não costumo fulanizar lutas. Nada tenho contra a pessoa da afastada presidente do SNA; nada tenho contra a pessoa do ‘interinado’ presidente, pelo contrário, pessoalmente sempre me tratou muito bem. E politicamente também, quando ambos militávamos nas associações profissionais da finada.
Por que não se unir em torno de outros movimentos, organizações, até pessoas, se assim for o entendimento da maioria?
O SNA já era. Só conseguirá ressuscitar se viver uma revolução interna. Por exemplo, eleições gerais, amplas e irrestritas: para eleger um Conselho Diretor que redigiria um novo estatuto sindical. Um estatuto moderno, enxuto e, sobretudo, que resgate o valor do voto de cada associado. Isto é, que sepulte definitivamente o arremedo de parlamentarismo e o “confusionismo” presidencialista. (Presidencialista mais por culpa da cultura nacional do que estatutária.). Existem “diretores” que foram eleitos com um total de votos que os desautorizaria a integrar um corpo diretivo de qualquer espécie ou fim. Por exemplo, quantos votos teve o atual secretário-geral?
Continuando, esse Conselho Diretor, eleito ad hoc, além da redação dos (novos) estatutos organizaria, após a aprovação daqueles, uma nova eleição. Como em qualquer sindicato: chapa contra chapa. Chapa entenda-se, claro, um grupo de pessoas, alocadas nos respectivos cargos disponíveis estatutariamente, concorrendo coletivamente dentro de uma chapa. Depois disso - novos estatutos, nova diretoria eleita, por maioria absoluta de votos -, e só depois disso, poderemos voltar a participar, torcer, envolver, por e com um sindicato altaneiro e independente dos senhores do engenho.
O que sobrou do SNA teve quatro anos e dois meses para resolver o maior drama que atingiu a classe de aeronautas (e aeroviários) nos últimos 25 anos. Não conseguiu. Nem conseguirá. Porque preso e aparelhado pelos senhores do engenho, justamente aqueles que poderiam dar uma solução definitiva, fora dos limites jurídicos ou formais. Mas estes não querem. E só farão alguma coisa, se e quando:
1) Obrigados pela Justiça, esgotados todos os recursos legais ou nem tanto.
2) Pressionados e constrangidos pelas manifestações populares.
Quem poderia – teria a obrigação – mobilizar e galvanizar os milhares de prejudicados, optou (por obediência aos senhores) por “contatos”, manifestações de mentirinha, homenagens, votos de parabéns… bem ajudados por endeusado causídico cuja pilha se esgota às vezes e sabiamente recomenda cautela e caldo de galinha quando detecta qualquer dança diferente que venha da senzala.
Enfim, acreditar ainda nos embaixadores e prepostos do que está aí, é masoquismo. Mas, a cada um com cada qual.
Portanto, é legítimo, é biologicamente recomendável que os milhares de prejudicados por esse Instituto de Seguridade Social coonestado por uma Secretaria Oficial procurem novas formas e maneiras, caminhos e atalhos, organizações, até pessoas (se assim o entenderem) nas quais, eles, prejudicados, acreditem e construam. Em consequência, se unam em torno de! Tão simples quanto! Só ter coragem e vontade de participar, de fato, na e da luta – árdua, exposta e ingrata.
PS: Quanto ao “ódio” mencionado, inicial e distraidamente pensei no ódio, recíproco e retribuído, entre a TGV e o SNA. (Seria muito interessante e norteador pesquisar quem começou). Logo concluí que não era a esse ódio que se referiu o mensageiro. Qual, então?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Caros Aposentados e Pensionistas do AERUS VARIG. Bom dia a todos.

Niterói, 14 de junho de 2010.



Caros Aposentados e Pensionistas do AERUS VARIG.


Bom dia a todos.


A Aprus ( Associação dos Beneficiários e Pensionistas do AERUS ) agora pede socorro ao Presidente da CUT......... Escreve para o mesmo dizendo tudo que está acontecendo com os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG. Até aí tudo bem.
Mas será que a Cut não sabe ou não sabia de nada do que está acontecendo conosco neste 4 anos e 2 meses de sofrimento?
A Aprus uma associação que segue as determinações da sindicalista do PT, ( que agora anda sumida do pedaço.....Onde estará a sindicalista do PT? Correndo atrás do prejuízo ainda ? ), não sabe a quem mais vai recorrer.

Será que estão sem esperança vendo que suas ações até hoje não deram em nada? " Esperança é a última que morre" . ( Velho e importante ditado ).

As cruzes colocadas no final do ano passado na areias da praia de Copacabana foi um ato muito bom pois chamou atenção da mídia televisiva que quase não dá a mínima para o nosso problema.
Fora isto nada mais se fez de movimentação para chamar a atenção das autoridades brasileiras e da sociedade sobre o nosso grave problema.
Ah ia me esquecendo houve o convescote no dia 12 de abril de 2010 em frente ao Aeroporto Santos Dumont para lembrar os 4 anos de sofrimento dos aposentados e pensionistas do AERUS. Um convescote sim, quer dizer uma reunião para arrecadar mantimentos e donativos para as vítimas das enchentes do Rio de Janeiro e mais nada. Todos reunidos e muita conversa e papo mais ação contudente mesmo pelo que sei não houve. Pelo menos em São Paulo houve uma manifestação que percorreu a Avenida Paulista com caixão e tudo. Aqui ficaram reunidos em convescote em frente ao Aeroporto Santos Dumont.
Houve um discurso de um dos diretores ligados a sindicalista do PT e mais nada. Afinal de contas o moço tem que apresentar algum serviço não é?

A VISITA AO ARCEBISPO DO RIO DE JANEIRO.

A Aprus e a sindicalista do PT foram ao Arcebispo do Rio de Janeiro pedir ajuda. Até hoje ninguém soube o que o Arcebispo do Rio de Janeiro fez após esta visita da Aprus e da sindicalista do PT. Ninguém foi informado se o digníssimo Arcebispo do Rio de Janeiro intercedeu por todos os aposentados e pensionistas do Aerus Varig. De repente ele o fez, mas até hoje pelo que sei nínguém soube mais nada referente a este encontro. Alguém que saiba poderia me responder por gentileza. Estaria prestando um enorme serviço a todos os aposentados e pensionistas do AERUS VARIG.

O PEDIDO AGORA AO PRESIDENTE DA CUT.

Será que o Presidente da Cut vai fazer alguma coisa em relação a este gravíssimo problema que já tem 4 anos e 2 meses?
Pode ser que sim, mas pode ser que não. Pois a Cut é ligada ( Ligadíssima!!!!!!! pelo que se sabe ) ao Governo do Senhor Presidente Lula que até hoje nada fez e nada faz para resolver este problemão.
Será que vai ter efeito esta carta enviada ao Presidente da CUT? Pode ser que sim, mas pode ser que não.

A SINDICALISTA DO PT E SEUS CONTATOS

Ano passado a sindicalista do PT esteve com Dona Dilma e disse para todos que a dona Dilma ia tentar encontrar uma solução para o grave problema que aflige a todos os aposentados e pensionista do AERUS VARIG. Novembro de 2009.
Dona Dilma não fez nada pelo que se sabe. Também pudera ela está preocupada com sua campanha para a Presidencia da República.
Não tem tempo suficiente agora para se preocupar conosco.
Em Janeiro deste ano também a sindicalista do PT esteve em Porto Alegre ( Forum Social ) e se encontrou com o Exmo Presidente Lula ( amigo dela há muito tempo ) e ele disse para ela que ia marcar uma reunião em fevereiro para encontrarem uma solução. Fevereiro passou e até hoje nada de reunião marcada. Vai ver o Exmo. Presidente da República ( amigo da sindicalista do PT ) esqueceu de dizer se seria em fevereiro deste ano ou do ano que vem.
Afinal de contas este é um Ano de Copa do Mundo e o Exmo. Presidente não quer se preocupar com cositas menores como é o caso do AERUS VARIG.
Também agora a pouco ( mês passado ) fez colocar no site do Sindicato que preside SNA, ( Ah ia me esquecendo a sindicalista do PT passou a Presidencia para o Vice Presidente que assumiu interinamente a Direção do SNA ), que o Senador Paulo Paim iria se reunir com o Advogado Geral da União ( Senhor Luiz Inácio Adams ) para encontrar uma solução.
Pelo que se sabe não deve ter havido a tal reunião. Se alguém souber de alguma coisa sobre esta reunião me avise e avise a todos.
Torço para que o Presidente da CUT consiga levar o nosso difícil problema e interceda por todos nós junto a Presidente da República. Afinal de contas a APRUS acredita nisto piamente e não serei eu a ser contra. Muito pelo contrário.
Afinal de contas a APRUS pode estar atualmente querendo se distanciar da sindicalista do PT a quem a APRUS sempre esteve subordinada. E pelo que se sabe a sindicalista do PT anda com problemas de saúde, mas dizem ( Na aviação tudo se sabe não é? ) que foi vista na festa ocorrida em São Paulo pela passagem do Dia Internacional dos Comissários de Bordo. De repente não é grave a causa que afastou a sindicalista do PT. Todos querem que ela tenha bastante saúde para continuar a lutar pelos aposentados e pensionistas e também pelos demitidos da VARIG. Que ela continue bem de saúde para continuar a resolver esta grave questão.
E que a APRUS e a sindicalista do PT encontrem uma solução para o grave problema que desespera a todos. Afinal de contas a sindicalista se diz muito amiga do Exmo. Presidente da República e a APRUS com este pedido ao Presidente da CUT pode também dizer ao mesmo do grande vínculo de amizade que liga a sindicalista do PT ao Exmo. Presidente da República.

Quem sabe não veremos tudo estar resolvido. Mas se nada disto acontecer teremos que continuar a lutar com nossas próprias armas e pedir a DEUS que nos proteja e não nos abandone.

Sem mais para o momento fico por aqui.
Atenciosamente.
Comissário Aposentado Varig Paulo Resende
José Paulo de Resende.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Compreender antes de discordar. Texto do Comissário Aposentado Varig Bolognese. Caso AERUS VARIG.


Compreender antes de discordar

Dia 10 de junho de 2010 faz 40 anos que entrei na Varig. Quem hoje, em 2010, pode prever como estará sua vida daqui a quarenta anos? Tampouco poderíamos antever eu, e os mais de 60 colegas, formandos do curso de comissários no inverno de 1970, que a realidade fosse isso que nos obrigam a aceitar. Poderíamos ter pensado em muitas hipóteses; as incertezas da vida, afinal, confirmam ou desmentem muitas delas. Mas a única e impensável situação que jamais imaginamos, era que ao final dessas décadas de trabalho honesto, o valor atribuído a isso fosse exatamente zero. Ainda que tenham acabado com a empresa, uma estupidez em alto grau, é muito cruel que se queira acabar também com seus sobreviventes. E o mais vergonhoso (para quem tem vergonha), é que se comete esse genocídio por meio de uma discriminação irracional. Enquanto o estado todo poderoso se utiliza de todas as brechas legais para esgotar ao máximo suas chances de não assumir uma responsabilidade que é toda sua, pessoas, trabalhadores, aposentados, esgotam seus últimos recursos para se manterem vivos. Depois, ainda há quem ache impróprio chamarmos a isto de “Calote legitimado pela justiça.” Antes que discordem de nós, deveriam ao menos tentar compreender. Pois a única interpretação que nos resta, é a de que se as leis são perfeitas formalmente, no mundo real elas e a realidade trilham caminhos divergentes.

Leis existem para serem cumpridas. Mas por trás das leis existem histórias - histórias de como as leis regem as vidas das pessoas e de como podem mudar suas vidas. A nossa história por trás dessas “leis” é a da usurpação de direitos, empobrecimento, perda de dignidade e tudo mais que advém do desprezo por décadas de trabalho honesto resumidas em quatro anos de iniqüidades.

Não querer resolver problemas incômodos (acho que dentro desse "governo" nos chamam de estôrvo) não os faz desparecer pela indiferença.

O estado através de seus agentes, sabe do impacto que tem na vida do cidadão. Um serviço público que se dedique a SERVIR ao público, tem por finalidade impedir que interesses poderosos prevaleçam sobre os direitos de gente comum. O caso Aerus/Varig nada mais é que o afastamento dessa norma.

Quando se é impotente para fazer acontecer, ainda nos resta falar. Esta derradeira opção nós a temos de usar para mostrar que o nosso lado é o lado da razão. E por assim ser, é imperioso que a justiça compreenda antes de discordar. Sendo que nossa demanda já está suficientemente compreendida pela justiça, agora só lhe falta agir.

José Carlos Bolognese
Comissário de Vôo aposentado - Varig/Aerus

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Senadores empenham-se pela situação dos aposentados do AERUS. Retirado do Site do Senador Flavio Arns do PSDB PR


Quarta-Feira, 2 de Junho de 2010

Senadores empenham-se pela situação dos aposentados do Aerus





Flávio Arns será relator de Projeto de Decreto Legislativo


O entendimento entre governo e aposentados é tema que remete a um passado longínquo. No Plenário do Senado, na terça (1º./06), o caso dos pensionistas do Aerus, fundo de pensão dos ex-empregados da Varig, foi lembrado por vários senadores.

Na caminhada pela busca de soluções, houve audiência com o Ministro da Previdência, com o Advogado-Geral da União, com o Presidente do Supremo Tribunal Federal e com a Ministra Relatora.

Flávio Arns assinalou que mais do que do Legislativo, a questão depende do Executivo. "No debate que fizermos aqui, vamos chamar o Executivo para estar junto, e o texto a ser aprovado que seja um texto talvez até decorrente do grupo de trabalho já constituído. É preciso que recuperemos esse debate, para encontrar a solução efetiva que o pessoal do Aerus merece, sem dúvida alguma", disse o senador.

Arns foi indicado como relator do Projeto de Decreto Legislativo que deverá refinar uma proposta que traga os resultados esperados pelos pensionistas e pelo significativo grupo de parlamentares que há tanto tempo se levanta em defesa de uma solução. Com a indicação do paranaense veio também a promessa de que a Comissão de Assuntos Sociais dará ao caso tratamento de urgência e de prioridade.

O Decreto Legislativo terá que ser aprovado nas duas Casas – Câmara e Senado – e não precisará de sanção presidencial. Outra possibilidade seria as duas Casas fazerem a tramitação separadamente. A opção, contudo, é de passar, o mais rapidamente possível, pela Comissão de Assuntos Socais, no Senado.



Fonte: Assessoria de Imprensa - Senador Flávio Arns (PSDB - PR)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Email enviado pelo Comissário Aposentado Varig Amaury Guedes para Exma. Ministra do STF Carmen Lúcia. Caso Aerus Varig

Exma. Senhora Ministra do Supremo Tribunal Federal Carmem Lúcia,
Como relatora do caso dos fundos de pensão Aerus (Varig) e Aeros (Vasp e Transbrasil), rogo a V.Exa. que dê a máxima urgência para a resolução dessa questão. Isso porque nós – mais de 8 mil aeronautas e aeroviários – temos um algoz que nos atropela: O TEMPO.
O tempo é implacável, frio e impessoal. Lembro dos meus nobres colegas e amigos que hoje estão se desestruturando, passando dificuldades imensas – com a morte nos rondando, enquanto nosso sonho de uma velhice tranqüila vai sendo destruído.
Mas meu intuito aqui não é ser dramático. Meu intuito é dizer a V.Exa. que somos todos aposentados (os mais novos são sexagenários) e que estamos nos agarrando na certeza de que a justiça será feita. Temos de acreditar em nossas leis e instituições. Um código de Hamurabi, não está em nossas considerações.
Em nossa profissão, tivemos o privilégio de conhecer Roma, o local do despertar das leis. De conhecer a Grécia, o berço da democracia. Pudemos ver a evolução e a grandeza do homem através desses lugares e, com o intuito de também garantir para nós um belo amanhã, colocamos nossas economias em um fundo de pensão.
Sou sócio-fundador do Aerus, um fundo de pensão que deveria dar a mim a certeza de um descanso merecido e, à minha família, a garantia de um futuro de realizações. E hoje me pergunto: O que será do nosso amanhã? O que será dos meus filhos? Terei ainda a oportunidade de me mostrar por inteiro? Estarei presente na formação de mestrado e doutorado da minha filha? O meu desgaste emocional de minha mulher nos levará para onde?
Não desejo ser um “Cícero”. Mas até quando poderemos suportar as vicissitudes? Somos seres humanos dignos, nossa força é imensa, nosso otimismo inquebrantável, nossa união um magnífico exemplo para outras gerações, outros fundos de previdência privada. Somos um alerta à Nação, um farol a ser monitorado.
Nos tempos idos, formamos um conjunto de trabalhadores competentes, profissionais, orgulho brasileiro. Desejamos somente os nossos direitos. Somos gente viva, palpável, com histórico que não esmorece, que luta e crê firmemente em nosso Brasil, que ainda acredita que há valores que formam uma Pátria.
Exma. Senhora Ministra, depositamos nas leis, na competência, e em vossa determinação, milhares de esperanças e renovações de valores. A trajetória profissional de V.Exa. nos proporciona otimismo, renovando a crença naquilo que há de mais profundo e nobre no ser humano: A VERDADE E A JUSTIÇA.
Atenciosamente,
Amaury Antunes Guedes
Comissário Aposentado – AERUS – VARIG – 75anos RG 4.330.775-9 SSP/SP

Retrato em preto e branco dos aposentados e pensionistas do AERUS. Com um depoimento do aposentado do Aerus senhor Germindo, seu Gegê